
Neste novo episódio do programa Gestão de Riscos Sem Fronteiras – da ISO 31000 à Transformação Digital, exploramos as conclusões do Estudo t-Risk: Riscos Corporativos 2025, que analisa as principais tendências globais e regionais em um contexto marcado por incerteza, disrupção tecnológica e instabilidade geopolítica. O episódio apresenta uma visão abrangente sobre como as organizações brasileiras e latino-americanas podem se preparar para um cenário de policrise — no qual riscos econômicos, climáticos, tecnológicos e sociais se entrelaçam, exigindo respostas integradas e estratégicas.
Com base nas normas ISO 31000 e ISO 31050, o estudo aponta que a gestão de riscos deixou de ser uma função reativa para se tornar um motor de inovação e resiliência organizacional. A convergência entre transformação digital, sustentabilidade e governança cria um novo paradigma: empresas que tratam o risco como parte do processo decisório ganham vantagem competitiva e ampliam sua capacidade de adaptação.
O episódio apresenta as principais tendências de riscos globais identificadas para 2025 e os próximos anos. Entre elas estão a aceleração da transformação digital, a expansão da inteligência artificial e da automação, a crescente pressão por práticas ESG, os impactos das mudanças climáticas e a instabilidade geopolítica. Discutimos como essas tendências afetam diretamente o Brasil, com destaque para vulnerabilidades em infraestrutura, cibersegurança, energia e governança, além da necessidade urgente de modernização tecnológica e fortalecimento institucional.
Outro ponto de destaque é o papel estratégico do compliance e da governança corporativa, que evoluem de instrumentos de conformidade para pilares de confiança, ética e sustentabilidade. Em um ambiente global em transformação, o alinhamento entre gestão de riscos, compliance e ESG é essencial para garantir decisões responsáveis, transparência e criação de valor no longo prazo.
No cenário brasileiro, o estudo mostra que os principais desafios corporativos incluem a fragilidade das cadeias de suprimentos, o aumento de ciberataques, os impactos climáticos sobre setores produtivos e a instabilidade regulatória e política. Esses fatores afetam diretamente a competitividade e a capacidade das empresas de crescer de forma sustentável. Ao mesmo tempo, surgem oportunidades significativas ligadas à transição energética, à inovação tecnológica e ao fortalecimento das práticas de resiliência corporativa.
Durante o painel em áudio, especialistas da t-Risk debatem como as organizações podem adaptar-se estrategicamente a esse contexto, integrando governança, tecnologia e cultura de riscos. São abordadas iniciativas que envolvem o uso de IA responsável, a gestão de riscos cibernéticos, a integração entre áreas de negócios e compliance, e o fortalecimento do papel do Chief Risk Officer (CRO) como elo entre estratégia e mitigação de riscos.
O episódio também traz recomendações práticas para líderes empresariais: investir em capacitação contínua, incorporar análise preditiva e cenários futuros, adotar planos de contingência dinâmicos e fortalecer a cultura organizacional de resiliência. As empresas que internalizam esses princípios estarão mais preparadas para transformar crises em oportunidades e alinhar suas estratégias às exigências de um mercado global interdependente.
Por fim, o estudo reforça que o futuro da gestão de riscos no Brasil dependerá da capacidade das organizações de integrar tecnologia, ética e sustentabilidade. O investimento em governança de IA, ESG e cibersegurança será determinante para garantir credibilidade e competitividade em escala global. A gestão de riscos corporativos deixa, assim, de ser uma obrigação regulatória para se afirmar como uma vantagem estratégica e um diferencial de liderança no século XXI.
🎧 Duração: vídeo de 6 minutos (síntese visual e introdutória)
🎙️ Áudio: 28 minutos (painel completo com análise técnica e estratégica)