
O luto na pandemia é um assunto bem delicado e nesse episódio o bate-papo é com Alessandra Machado, Psicóloga Especialista em Gestão de pessoas, mestranda em psicologia da saúde e processos psicossociais (Unir) e Thalita Tomazi, Psicóloga Analista Trainee pela SBPA-RJ (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica) associada da AGPAA (Associação de Psicologia Analítica na Amazônia). Todos os dias vemos nos noticiários que alguém perdeu uma pessoa muito querida e isso nos deixa extremamente tristes, por isso, decidimos debater sobre e, inclusive, prestamos nossas sinceras condolências neste momento difícil a todos que perderam alguém. "[...] tipo de morte que invade a nossa vida sem pedir licença. Diferente de uma doença, de uma morte anunciada, ela irrompe. É a morte das guerras, dos desastres, do suicídio, da violência nas ruas. É escancarada pela TV e redes sociais, com imagens fantásticas que acabam levando a uma banalização da morte. Ao mesmo tempo que fascinam, as imagens também aterrorizam. No caso do coronavírus, são as imagens de UTIs cheias, com médicos virando pacientes em posição prona e famílias esperando do lado de fora. Talvez uma das imagens mais chocantes tenha sido das valas comuns. Nelas não há nomes, biografias; apenas números que se empilham. Isso é banalização." Palavras da Maria Julia Kovács, do Instituto de Psicologia da USP.