
Os textos, extraídos de publicações espíritas, apresentam uma visão hierárquica e progressiva da revelação divina, articulada através de três grandes eras morais: a de Moisés, a de Jesus Cristo e a do Espiritismo. Moisés é reconhecido como o primeiro emissário de Deus, cuja lei continha o germe da moral cristã, mas era adaptada a povos semi-selvagens que exigiam práticas semimateriais, como os holocaustos. Em seguida, Cristo aprofundou essa moral com o Evangelho-cristão, a mais pura e sublime, mas que precisava ser ampliada. Por fim, o Espiritismo é apresentado como a terceira revelação, a alavanca utilizada por Deus para completar o progresso da humanidade rumo à fraternidade universal e à perfeição moral, ensinando a sobrevivência da alma e a reencarnação. Um espírito israelita, Mardoqueu R., e outro, Edouard Pereyre, argumentam que o Espiritismo é a lei de Deus aplicada à época atual, instigando os israelitas a abraçarem essa nova doutrina que cumpre o ciclo evolutivo da lei divina.