
Hoje abrimos espaço para algo que talvez tenhas ouvido desde criança, os contos populares, mas que vamos visitar de forma bem diferente. Não como metáforas psicológicas, nem como entretenimento folclórico. Mas como… mapas, ecológicos, relacionais e de tempo profundo.
A pergunta que nos guia é provocadora: E se estas histórias forem portadoras de uma sabedoria coletiva, relacional e ecológica, que nos ajuda a viver em complexidade e paradoxos, e não a escapar deles?
Neste episódio, seguimos pistas deixadas no projeto Serpente da Lua, onde os contos da Península Ibérica são revisitados como expressões animistas, totémicas e profundamente ligadas à Terra. Não apenas como simbologias humanas, mas como sistemas vivos de conhecimento, como expressões da relação íntima entre psique, corpo e paisagem.
Vamos falar de:
– a erosão da sabedoria indígena local na península
– o esqueleto totémico do tempo profundo
– a costureira que hiberna como as cobras
– as noivas animais, as moras encantadas
– e daquilo que talvez ainda sobrevive em nós: a capacidade de escutar com o corpo inteiro, de recordar com os ossos e as raízes.
Baseado nos livros dos Contos da Serpente e da Lua e d'O Santuário.
Que histórias ainda te habitam?
Que histórias te lembram que tu também és paisagem?