
No episódio de hoje, o Empatados percorre um território que a gente ainda não tinha explorado — e talvez por isso mesmo tão urgente: o corpo transmasculino.
O Brasil segue sendo o país que mais mata pessoas trans no mundo. E quando se fala em corpos trans, quase sempre o debate começa (e termina) na violência, no preconceito e no apagamento.
Mas hoje a gente faz outro movimento: um episódio afirmativo, potente e guiado pela experiência de quem vive e constrói essas narrativas todos os dias.
Nosso convidado é Caê Vasconcelos, primeiro jornalista trans na bancada do Roda Viva e também o primeiro jornalista trans da história da ESPN Brasil. Autor de Transresistência, Caê já passou pela Cazé TV, UOL, Ponte Jornalismo e segue abrindo caminhos em tudo o que toca.
Ao longo da conversa, a gente mergulha em temas que quase nunca aparecem quando se fala de homens trans:
Afinal, o que é transmasculinidade — e por que não existe uma só?
Tabus sobre menstruação, saúde reprodutiva e aborto quando o corpo não cabe nos rótulos cisnormativos.
As mudanças internas da transição que ninguém conta — e que exigem outro tipo de coragem.
A história de Caê: da Vila Nova Cachoeirinha ao jornalismo, passando pela escrita, pela identidade e pelo impacto de ocupar espaços onde homens trans nunca haviam estado.
O esporte como território ainda hostil — e como jornalistas e atletas trans vêm reconfigurando arquibancadas, narrativas e pertencimento.
Falamos sobre representatividade, sobre quem veio antes, sobre quem ainda não está lá — e sobre o que falta para que pessoas trans, especialmente homens trans, possam existir no esporte com dignidade, segurança e visibilidade.
Um episódio necessário, generoso e cheio de verdade.
Gravado no Estúdio Artêmia, na Vila Leopoldina (SP).Se você tem um projeto em áudio ou vídeo e quer tirar do papel, entre em contato conosco pelo (11) 91401-6291. Marca seu horário e vem produzir com a gente.