
O Caminho da Liberdade Interior
Parte 6 - O Tempo e a Vigilância
Mais maduro e marcado pela travessia interior, o discípulo contempla o tempo e a impermanência como verdade da existência. Já não se trata apenas de vencer o vício, mas de sustentar a liberdade conquistada com atenção constante.
Ele compreende que a transformação é apenas o início e que a vigilância interior deve permanecer como farol, protegendo o espírito da distração e do esquecimento.
A sabedoria é agora vivida no silêncio da disciplina e na lucidez da presença.
Mestre… tenho pensado muito sobre o tempo. Ele passa, escorre, transforma tudo. E percebo que até a liberdade é frágil se não for cuidada.
O tempo é como o vento: não o podes agarrar, mas podes aprender a navegar com ele. E sim, até a virtude precisa de atenção constante — como uma chama que se mantém acesa com vigilância.
Às vezes sinto que estou seguro. Que já dominei o vício. Mas depois, num momento de distração, ele sussurra de novo. E percebo que a queda está sempre à espreita.
Porque nada é permanente, nem a força, nem a fraqueza. O sábio não confia na estabilidade — confia na prática. A liberdade não é um estado fixo, é uma escolha renovada todos os dias.
Então, nunca posso baixar a guarda?