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A dor facial idiopática persistente e sua interface com a neuropatia trigeminal dolorosa e a neuralgia do trigêmeo foram temas discutidos pelos Drs. Leandro Calia e Elder Sarmento.
A dor facial idiopática persistente foi descrita pela primeira vez há 100 anos. Essa dor não respeita a área de inervação do nervo trigêmeo, tem um comportamento diferente da neuralgia do trigêmeo, persiste por mais de 2 horas e por mais de 3 meses, localizando-se predominantemente na região maxilar. O principal diagnóstico diferencial é com a neuropatia trigeminal dolorosa, que envolve uma lesão conhecida do nervo trigêmeo. Mais remotamente, também é importante diferenciá-la da neuralgia do trigêmeo.
O diagnóstico de dor facial idiopática persistente é estabelecido a partir da exclusão de causas estruturais, como lesões de origem dentária. Portanto, o exame complementar é obrigatório. O tratamento de escolha é o tricíclico, podendo-se também utilizar antidepressivos duais.
A dor facial idiopática persistente exige um diagnóstico cuidadoso para diferenciá-la da neuropatia trigeminal dolorosa e da neuralgia do trigêmeo. Seu tratamento envolve, principalmente, antidepressivos, sendo essencial a exclusão de causas estruturais.
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