
A minha convidada de hoje é mãe de três. A primeira filha nasceu com Epidermólise Bolhosa, uma doença rara e grave, que exige cuidados constantes, tratamentos delicados e atenção permanente. Enquanto ainda aprendia a lidar com esse diagnóstico, ela descobriu uma nova gravidez. De gêmeos.Três bebês. Uma mãe solo. Uma casa sem estrutura financeira para custear tratamentos, terapias e medicações. E, algum tempo depois, mais um diagnóstico: autismo.Não havia reserva financeira. Não havia rede de apoio suficiente. E na iniciativa privada, as portas se fechavam sempre que ela dizia que era mãe de três. Foi nesse cenário — de exaustão, medo e urgência — que o concurso público deixou de ser um sonho e virou necessidade.Ela estudou no tempo que sobrava. Nas madrugadas. Enquanto limpava a casa. Enquanto preparava comida. Enquanto ninava os filhos. Estudou com o cansaço no corpo e a responsabilidade de manter três vidas de pé.E quando chegou ao concurso mais disputado da sua trajetória, com apenas uma única vaga, para o cargo de Técnica Administrativa da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, um dos mais concorridos do estado… Ela foi aprovada. Não porque foi fácil. Mas porque desistir nunca foi uma opção.A história que você vai ouvir hoje não é sobre romantizar a dor. É sobre entender o que significa persistir quando não existe plano B.É sobre uma mulher que não estudou apesar da maternidade, mas por causa dela. Com vocês, no Imparável desta semana — a aluna Gran Dariane Batista Rodrigues.