
O artigo "O Saci e o Inconsciente da Floresta: Uma Leitura Arquetípica do Mito Brasileiro" realiza uma análise simbólica do Saci Pererê, uma figura central do folclore brasileiro, utilizando a perspectiva da psicologia arquetípica de James Hillman. O autor, Felipe Foresto, propõe que o Saci representa uma imagem da alma coletiva e um daimon que habita as zonas liminares entre natureza e cultura, resistindo à racionalização moderna. A análise é fundamentada em um diálogo entre o mito, o poema "As razões do Saci" de Julio Tin Ton, e a teoria do arquétipo do trickster, argumentando que o Saci é uma manifestação da anima mundi, a alma do mundo. O estudo conclui que a reintrodução do Saci como imagem arquetípica opera um reencantamento do inconsciente, fundamental para a psicologia contemporânea.