
O universo dos investimentos em participações, compreendendo o Private Equity (PE) e o Venture Capital (VC), consolidou-se como um pilar fundamental no financiamento de empresas e no dinamismo dos mercadosfinanceiros globais.
Esses veículos de investimento especializados não se limitam a injetar capital em negócios, mas também aportam o que é conhecido como "smart money", ou seja, experiência gerencial, uma vasta rede de contatos e um "atestado" de competência e qualidade que agrega valor estratégico às sociedades investidas.
A distinção principal entre Private Equity e Venture Capitalreside no estágio de desenvolvimento das empresas-alvo. Enquanto o Venture Capital foca em investimentos de menor volume e maior risco em companhias em fases iniciais (como seed capital e start-ups), com elevado potencial de crescimento, o Private Equity (em sentido estrito) direciona-se a empresas mais maduras e já estabelecidas que buscamexpansão, reestruturação ou são alvos de operações como buyouts.
A dinâmica desses investimentos envolve três agentesprincipais: os investidores (Limited Partners – LPs), que comprometem os recursos; as organizações gestoras (General Partners – GPs), equipes profissionais que administram os fundos e as decisões de investimento edesinvestimento; e as empresas investidas (empreendedores), que recebem o capital e a expertise.
A capacidade dos GPs em gerar retornos superioresimpacta diretamente o sucesso na captação de recursos.
No Brasil, o mercado de PE/VC tem demonstradouma capacidade crescente de atrair capital de risco, com um montante sob gestão que saltou de US$ 5,3 bilhões em 2004 para US$ 36,1 bilhões em 2009. A evolução legal no país remonta a 1964, mas ganhou maior formalização com a Instrução CVM 391/2003 e, posteriormente, com a Instrução CVM 578/2016, que definiu os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) como o principal veículo para essesinvestimentos.