
No décimo quarto episódio da nossa terceira temporada, Tony e Diana conduzem um debate profundo e fascinante sobre os Fundamentos de Arquitetura de Software, explorando por que essas decisões são tão importantes, tão caras de mudar e tão determinantes para o futuro de qualquer produto digital.
O episódio abre com uma pergunta essencial: por que decisões arquiteturais são tão difíceis de modificar?
A partir dos comentários dos participantes, o debate percorre analogias estruturais — como a fundação de um prédio — e referências clássicas da área, mostrando como escolhas feitas no início influenciam acoplamento, interfaces, modularidade e até maneiras de trabalhar. Surgem temas como Dívida Técnica Arquitetural, estudos de Bass et al. e a famosa Lei de Conway, revelando como arquitetura e organização se refletem mutuamente. É um mergulho claro e direto no impacto estratégico da arquitetura.
Na segunda parte, o episódio analisa como estilos arquiteturais moldam atributos de qualidade como manutenibilidade, desempenho, disponibilidade, escalabilidade e testabilidade.
Entre os estilos discutidos — camadas, cliente-servidor e arquiteturas orientadas a eventos — o debate destaca:
Arquitetura em camadas e seus ganhos de organização e baixo acoplamento, ainda que com possíveis impactos de latência.
Cliente-servidor, que oferece escalabilidade horizontal, mas introduz pontos centrais de falha.
Orientada a eventos (EDA), capaz de reduzir latências e aumentar resiliência, mas desafiadora em rastreabilidade e debugging.
Os comentários dos estudantes reforçam uma visão fundamental: não existe estilo perfeito, mas sim trade-offs alinhados aos objetivos do sistema e do negócio, como enfatiza o modelo Attribute-Driven Design (SEI).
Por fim, Tony e Diana abordam a terceira questão: quais critérios usar para escolher um estilo arquitetural?
Requisitos não funcionais, volumetria, throughput, latência, MTTR, SLA, observabilidade, maturidade da equipe, evolução prevista do produto e até protótipos arquiteturais (“spikes”) surgem como critérios centrais para escolhas sólidas e sustentáveis. O episódio reforça a importância de arquiteturas evolutivas, baixo acoplamento e documentação clara — com destaque para o Modelo C4 como ferramenta essencial.
O debate se encerra com uma mensagem clara:
Arquitetura não é sobre desenhar diagramas; é sobre garantir longevidade, qualidade e capacidade de adaptação.
☕ O episódio foi gerado com apoio de Inteligência Artificial a partir do debate coletivo entre professor, monitores e alunos, ocorrido na plataforma strateegia.digital, durante a disciplina IF977 – Engenharia de Software do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação do Centro de Informática da UFPE no semestre 2025.2.