
Olá, ouvintes da rádio aurora!
Em nosso último encontro do ano-ruína de 2020 encontramos nossos companheiros Dassayeve Távora Lima e Wander Wilson. Dassayeve é psicólogo, especialista em caráter de residência multiprofissional em saúde da família e especialista em psicologia em saúde. Atualmente é mestrando em Psicologia e Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC), tendo como objeto de pesquisa a interface entre Redução de Danos e Educação Popular. Administra o perfil @saudementalcritica, onde busca democratizar uma perspectiva crítica em saúde mental; ele conversa com Wander Wilson, antropólogo, pesquisador e acolhedor no Programa de Orientação e Atendimento ao Dependente (PROAD - UNIFESP), é também professor do curso Antropologia histórica das drogas no Centro de Estudos Paulista de Psiquiatria.
Inundados pelo ruído turvo da realidade neste ano que subsidiou o escancaro de tudo, Wander e Dassayeve conversam conosco, em lucidez crítica inquebrantável, sobre saúde mental, institucionalização da loucura, economia neo-liberal da prisão hospitalar, e enfim, a linguagem da loucura.
A reformulação da cadeia da vigia se desdobra em um antro do horror: à margem da cidade, da sociedade e da vida, sobrevivem aos restos os "improdutivos", aqueles que não oferecem lucro para o modelo de produção capitalista. Para estes seres da borda há o excomungo do sujeito, este corpo inábil do trabalho que é perfurado por uma cadeia genocida, instituição após instituição, um retrocesso manicomial seguido de outro. Dassayeve e Wander falam sobre este aparelho ideológico nefasto da rejeição destes ditos loucos, suprimidos à absoluta desumanização e expulsão de seus corpos. Quais são os experimentos econômicos feitos com o corpo erradicado da loucura? Qual é o alicerce do genocídio do louco e a quem configura a liberdade sob a grafia do sujeito central do humano?
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