
Por anos, a promessa foi simples: deixe comigo.
O feed escolhe, recomenda, antecipa, organiza.
Só que, aos poucos, a conveniência virou condução.
E o que parecia ajuda começou a parecer piloto automático.
Neste episódio, eu exploro o movimento Anti-Algoritmo.
Não como rejeição à tecnologia, mas como desejo de recuperar agência.
Agência sobre o que entra na cabeça. Sobre o que vira desejo. Sobre o que vira compra. Sobre o que vira rotina.
Tem um link direto com o episódio Consumidor Líquido.
Se a identidade muda o tempo todo, o algoritmo tenta congelar um recorte e insistir nele.
O Anti-Algoritmo é a fluidez pedindo direção própria.
Ao longo do episódio, eu destrincho como esse comportamento aparece na prática.
Trocar feed por busca. Preferir formatos fechados, com começo, meio e fim. Recorrer à curadoria humana para simplificar escolhas. Criar regras simples para não viver em loop.
E eu puxo isso para estratégia no Brasil.
O que muda quando o consumidor sai do “me mostra” e volta para o “me ajuda a decidir”.
Varejo, conteúdo, saúde e beleza, educação, turismo e B2B. Tudo muda quando clareza vira valor.
A Mintel nomeia essa tendência.
E o debate sobre transparência e escolha do usuário aparece também em discussões regulatórias e em estudos sobre como a ordem do feed afeta percepção e comportamento.
No fim, eu fecho com um ponto que atravessa o próprio podcast.
Podcast é curadoria. Tem tese. Tem ritmo. Tem fim.
E, hoje, isso já é um gesto Anti-Algoritmo.
Se este episódio te fizer ajustar uma coisa pequena, já valeu.
Uma busca no lugar do feed. Um comparativo antes do clique. Um conteúdo fechado no lugar do infinito.