Nosso lugar de fala, de idéias, de narrativas reais, mais um canal de luta contra o racismo. Lugar para exaltar os negros e negras, a nossa arte, nossa cultura e nossas vivências em um país escravocrata.
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Nosso lugar de fala, de idéias, de narrativas reais, mais um canal de luta contra o racismo. Lugar para exaltar os negros e negras, a nossa arte, nossa cultura e nossas vivências em um país escravocrata.
Rosa Parks se recusou a se levantar, para que um homem branco pudesse se sentar. Rosa tinha 42 anos, negra, costureira e sem querer se tornou um símbolo da luta pelos direitos civis dos negros lá nos EUA. Mas antes precisamos entender, o contexto da época. Ná década de 1960, nos estados do sul dos EUA, e no Alabama não era diferente, os negros eram considerados pessoas inferiores. Não podiam votar, eram proibidos de entrar em certos clubes, lojas e igrejas e, no transporte público, tinham que dar preferência aos brancos.
Mas no dia 1º de dezembro de 1955, a segregação foi questionada por uma costureira(minha mãe é costureira) A mulher estava cansada e com dores nos pés, depois de um dia longo de trabalho, pegou um ônibus, sentou-se em um dos assentos localizados no meio do coletivo. Quando alguns brancos entraram no ônibus e ficaram em pé, o motorista exigiu que Rosa e outros três negros se levantassem para dar o lugar aos brancos. Enquanto os outros três se levantaram, Rosinha disse não! Senta aí branco, em qualquer lugar.
"Eu não imaginava que ficaria envolvida até o pescoço no Movimento Pelos Direitos Civis e muito menos que meu ato naquele dia teria um impacto tão grande. Mas já ansiava e lutava por mudanças há muito tempo."
Vamos entender como era a regra nos ônibus, era simples. TInha a parte de brancos e a parte dos negros. Brancos sentavam na frente e negros na parte de atrás. Mas, se tivesse uma pessoa branca em pé, o motorista teria que mover para trás(tinha uma placa que indicava o limite). Essa ação do motorista fazia com que os negros que estivessem mais à frente fossem para a parte de trás ou ficarem de pé.Mas Rosinha, rosinha disse hoje não.
O motorista do ônibus pediu que a mulher levantasse. “Não”, respondeu simplesmente. “Bem, então vou fazer com que a prendam”, falou James Blake, o motorista do transporte em que ela estava. De maneira intransigente, Parks ainda disse: “pode fazer isso”.
Dito e feito, A polícia foi chamada e Rosa Parks foi detida e levada para a prisão por violar a lei de segregação do código da cidade de Montgomery apesar de não estar sentada nas primeiras cadeiras. No dia seguinte, Rosa foi solta depois que teve a fiança paga por Edgar Nixon, presidente da NAACP(National Association para o Progresso de Pessoas de Cor) e por seu amigo Clifford Durr.
A prisão de Rosa provocou um grande protesto que resultou em um boicote aos ônibus urbanos, quando os trabalhadores negros e os simpatizantes da causa passaram a caminhar quilômetros em direção ao trabalho, causando grande prejuízo para a empresa. (rsrsrs se fuderam)
Os protestos receberam o apoio de várias personalidades que se engajaram no movimento, entre eles, Martin Luther King, que era pastor na cidade de Montgomery, e a cantora gospel Mahalia Jackson, que realizou uma série de shows para ajudar os ativistas que estavam presos.
Em 13 de novembro de 1956, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucional a segregação racial nos transportes públicos do país.
Em 21 de dezembro de 1956, Martin Luther King e Glen Smiley, sacerdote branco, entraram juntos em um ônibus e ocupam os primeiros lugares. Rosa Parks foi reconhecida nacionalmente como a “mãe do moderno movimento dos direitos civis”.
"Vivíamos uma segregação racial legalizada e andávamos de cabeça baixa. Os brancos pensavam que eram superiores e não houve um único dia em que eu não tenha me sentido humilhada. Hoje, temos os mesmos direitos que eles. Mas ainda há muita desigualdade e injustiça. O caminho é longo", explicou a ativista.
As dificuldades não pararam, Rosa sofreu ameaças de morte e teve dificuldade de conseguir emprego. Em 1957 mudou-se para Detroit, Michigan. Em 1964 tornou-se diaconisa da Igreja Episcopal Metodista Africana (AME).
Em 1992, Rosa publicou sua autobiografia, “Rosa Parks: MY Story”. Em 2002, viúva e com dificuldades financeiras, foi despejada de seu apartamento. Com a grande comoção nacional, Rosa recebeu ajuda da igreja batis
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