O nome do autor é Joseph Roth. O nome da personagem é Mendel Singer. A inspiração é o Livro de Job, do Antigo Testamento.
Como estes três nomes se entrelaçam neste livro que o Daniel hoje trouxe, chamado: Job, terão que ouvir - e depois ler - para descobrir.
Um homem normal na primeira metade do século XX, na América, e uma sucessão de acontecimentos que lhe provocam um enorme sofrimento ao longo da vida e a forma como esses acontecimentos sucessivos moldam a sua relação com Deus e consigo mesmo.
O nome do livro diz tudo: um dia, [ ] sempre teremos sido todos contra isto. O autor é Omar El Akkad, jornalista egípcio a viver nos Estados Unidos. Uma voz que se levanta sem medo contra a barbárie que se desenrola em Gaza.
Este é o livro que a Sara nos trouxe este mês, por causa da forma como ele escreve, das coisas que diz, da necessidade real de que não deixemos de olhar para um lugar que tão rapidamente se torna invisível para nós, para os media, para o ocidente em geral.
Um livro que devia ser lido por todos.
E dentro desta mesma realidade, a Sara deixa alguns documentários que aconselha, para saber mais sobre o que acontece realmente no terreno:
o nosso convidado de hoje é o João Paiva, é químico e professor na faculdade de ciências, é casado, pai de três filhos e avô de um neto. É cristão. É autor de muitos livros e de muitas conversas interessantes na rádio e na online. Pensa muito bem e relaciona os saberes de uma forma muito atrativa.
Falamos de fé e ciência, das perguntas e dos limites, das procuras e dos enganos, do que nos deslumbra, do que nos cria, do que nos torna humanos – seja um aglomerado de átomos conjugados de uma determinada forma ou a percepção de sermos seres olhados e criados e amados sem sabermos muito bem como explicar. Queríamos muito conversar sobre Deus e sobre nós, sobre o cosmos de onde vimos e sobre o pó em que nos voltamos a tornar – da terra ou das estrelas, escolham vocês por que lado preferem ver.
Neste episódio fazemos uma brincadeira com as regras do jogo. Em vez de irmos a um lugar, vamos a um caminho entre dois lugares. Importam os lugares e importa o caminho e por isso escolhemos assim...
Via Maris é o nome de uma das mais importantes rotas comerciais junto do mediterrâneo na antiguidade. E também é o caminho que liga Jaffa a Cesareia Marítima, as duas cidades por onde hoje iremos andar, que têm muita coisa para nos contar...
Celebrámos há poucos dias o 2 de novembro, dia de finados, ou de fiéis defuntos. Até as palavras dizem o quão pouco gostamos de falar sobre este assunto que é a morte. Tudo é meio sombrio, meio pesado, meio segredado.
Por isso nós quisemos falar com o João Hora. O João é agente funerário, trabalha na empresa do pai há alguns anos, e tem uma sensibilidade muito especial a fazer o seu trabalho. Quisemos perguntar-lhe muitas coisas (algumas delas em off, vão ter que nos desculpar) e ouvir o que alguém que passa os dias a lidar com a morte tem para contar sobre ela, para que não fique só enterrada em palavras pesadas, cores escuras e semblantes carregados… É que ouvindo o João posso já adiantar que há coisas muito bonitas para conhecer.
Pelo meio vão escutar alguns poemas do José Rui Teixeira, que também já cá esteve neste podcast connosco, todos retirados do seu livro: Ossário.
O lugar onde vamos hoje já foi uma das mais importantes cidades do mundo! Uma enorme cidade do Império Romano. Tinha características únicas que a tornaram no lugar ideal para que algo que até então era tão pequeno, começasse a fervilhar e a partir dali para tantos outros lugares....
Este livro mudou a vida da Isabel e por isso fazia todo o sentido que o trouxesse para partilhar connosco. Lampedusa é um lugar aonde a Isabel já nos levou neste podcast, gravou connosco um episódio de dia 9 diretamente de Lampedusa. Foi por causa deste livro que lá quis ir pela primeira vez. Chama-se "Notas sobre um naufrágio" e é contado pelo Davide Enia.
A Isabel fala de um outro livro, que recomenda: Lágrimas de Sal, de Pietro Bartolo
Durante a conversa o Rui ainda nos trouxe Erri de Luca e mais uma outra sugestão literária, que têm que ouvir até ao final para descobrir.
Depois de uma pausa de verão, estamos de volta com os episódios de dia 9.
Convidámos a Suzana Ralha e o Rui Pereira para conversar connosco. A Suzana é pianista e professora de música de tantas maneiras. O Rui é professor de ciências da comunicação na universidade, e professor de história, filosofia e xadrez de crianças pequenas. Juntos estão ao volante da Associação cultural de ensino pela arte "O Bando dos Gambozinos".
A forma como veem o mundo, como pensam a educação, como lidam com as crianças no dia a dia, como integram a arte e todas as suas expressões em tudo o que fazem, fez-nos querer tê-los connosco para uma boa conversa sobre a escola, a sociedade, as pessoas e a forma como nos vamos fazendo, uns com os outros.
Pelo meio vão ouvir músicas cantadas pelo Bando dos Gambozinos, que faz este ano 50 anos de existência, e que têm na música uma forte marca identitária, marcando presença em inúmeros palcos da cidade do Porto.
E se ficarem com curiosidade de saber mais sobre o trabalho que é feito lá, espreitem esta pequenina peça feita há uns anos: https://www.youtube.com/watch?v=XL30md5LwCs
O episódio de hoje é um pouco diferente. O lugar é Cesareia de Filipe, e vamos lá passar muito tempo. Vamos olhar com mais detalhe do que o costume para o lugar. Mas é porque este lugar, só por ser como é, tem histórias guardadas dentro...
Tínhamos dito que neste episódio íamos falar de livros, mas o Daniel hoje resolveu trazer-nos um manual de instruções. Na verdade o livro chama-se Ressurreição: Manual de Instruções.
Querem ver que é desta que pomos tudo em pratos limpos e não fica nada por entender?
Hebron é para onde vamos hoje, com a companhia de Abrãao, Isaac e Jacob e mais uns quantos menos esperados como Caleb, ou os Macabeus...
É um lugar quase único no mundo, de grande importância para judeus, muçulmanos e cristãos, há muitos anos.
É lugar de Promessa, de Aliança e de Esperança.
Vamos?
Neste episódio, a Sara leva-nos para dentro da cabeça de um santo. E não é uma metáfora. A cabeça de um santo é a gruta onde a trama se desenrola. Estamos no Brasil, na cidade de Candeia, e o Samuel, que lá vai parar dentro da cabeça, sem saber bem como, começa a ouvir as orações de todas as mulheres da região.
Isto basta para abrir o apetite? É que ainda há mais. Este episódio tem mais vozes que o habitual, porque temos pertinho quem nos conte em primeira mão muita desta realidade que o livro "Cabeça de Santo" retrata. O Padre Almeida, Missionário Redentorista, esteve lá dez anos, e aceitou generosamente o nosso convite para nos contar algumas dessas histórias por lá vividas. Só falta falar da Raquel, nordestina de raiz, que lê os trechos do livro com aquele sotaque inconfundível.
E se nem isto é suficiente, então fiquem para saber qual foi a declaração polémica que o Rui fez em antena aberta, para lançar a confusão entre os outros membros destes episódios de podcast....
Betel, que agora se chama Beitin, começa num sonho. O sonho de Jacob. Uma história de um lugar que começa num sonho tem tudo para ser boa, certo?
Para ser correcto o nome devia incluir "com um pouco de Edgar Morin". Parece que a Isabel interrompeu a leitura do livro do Rui com a sua sugestão, e o resultado foi descobrirem como o livro de um filósofo de 104 anos se entrelaça tão bem com o livro de um escritor com metade da sua idade, à data em que o livro foi escrito.
O livro chama-se "As identidades assassinas" e é tremendamente atual e pertinente tendo em conta o momento que estamos a viver no mundo.
Amin tem atualmente 73 anos, vive em França há 50, é libanês e é francês e é muitas mais coisas ao mesmo tempo, e traz um olhar muito acutilante e sensato sobre os movimentos de pessoas e a forma como nos relacionamos uns com os outros e com os lugares.
Quando se pergunta a Amin Maalouf se se sente mais libanês ou mais francês, ele responde: «O que me torna eu mesmo e não outra pessoa é que estou na estrema de dois países, duas ou três línguas, várias tradições culturais. É precisamente isso que define a minha identidade. Seria eu mais autêntico se amputasse uma parte de mim?
Disponível em português nas livrarias habituais.
Damasco, capital da Síria, é o lugar onde vamos passar hoje, e parar para conhecer umas quantas histórias que por lá se passam, ou que de lá saem. Abrão, David, Eliseu e Saulo são alguns dos nomes que iremos ouvir neste lugar tão antigo no mundo.
Timothy Radcliffe nasceu em Londres há 79 anos e é frade dominicano. Autor de vários livros, entre os quais "A arte de viver em Deus" que o Daniel escolheu para nos trazer hoje.
O que destaca do livro é a forma ímpar como Timothy Radcliffe tanto convoca experiências pessoais como testemunhos de todos (crentes e não crentes) os que vislumbraram a beleza do apelo a essa plenitude - poetas, pintores, romancistas - pois «nada do que é humano é alheio a Cristo». Diz ele que "o grande obstáculo moderno à imaginação cristã não é o ateísmo secular, mas a sua pobreza e banalidade. Apenas uma vívida imaginação cristã conseguirá, enfim, reabrir o mundo à transcendência e ao sentido último da aventura de ser filho de Deus."
O livro está disponível em português nas livrarias habituais.
Do luto, Festival do Luto! É precisamente por ser tão diferente que quisemos conversar sobre ele. Festival e Luto não costumam andar juntos, mas aqui, sim.
Uma iniciativa da Compassio, na cidade do Porto, que aconteceu no final de Maio e deu muito que falar entre os presentes e os curiosos, que iam a passar.
Porque o luto continua a ser um tabu, porque é urgente trazer a vida toda para as conversas, para que a morte possa ser vivida de forma digna e total, a Compassio está constantemente a pensar em novas formas de tornar isto real, de capacitar a comunidade para acompanhar as pessoas em luto.
A Mariana e a Rita, da Compassio, conversaram connosco sobre este Festival do Luto, mas não só, que a conversa sempre voa por tantos caminhos quando falamos de algo tão vital assim, como é a morte.
Aos dias 3 visitamos um lugar exacto no mundo e olhamos para ele ao longo do tempo. O lugar de hoje é Sídon, a conhecida cidade que hoje fica no sul do Líbano. O que se calhar não sabiam é a quantidade de nomes conhecidos que por lá passaram....
O Testamento de Maria, é o livro que trazemos hoje ao nosso episódio dos Nomes, do autor irlandês Colm Tóibín.
Quem o escolheu foi a Sara Leão e conversa com o Rui sobre o olhar particular que nos proporciona este livro, que desafia o leitor a passar pelos acontecimentos narrados pelos evangelhos com uma perspectiva diferente daquela a que está habituado.
A narradora do livro é Maria de Nazaré, que está em Éfeso, exilada, a contar o seu ponto de vista sobre alguns dos momentos mais marcantes da vida e da morte do seu filho.
O livro está disponível em português e em inglês mas a nossa sugestão é que ouçam o seu audiobook, em inglês, brilhantemente narrado pela atriz Meryl Streep.
Arte e Teologia: cabem tantas coisas dentro desta dança. O transcendente enquanto experiência humana brinca com a arte de mãos dadas no recreio. Afinal, haverá melhor forma para encarar o Mistério do que através das insinuações que a arte nos oferece?
Convidámos o professor Domingos Loureiro para conversar connosco. Artista plástico, professor na faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, doutor em Arte e Design, e um dos coordenadores dos ciclos expositivos que têm acontecido na Igreja dos Redentoristas, no Porto.
E a beleza de uma conversa assim, é que uma só pergunta pode levar a tantos caminhos, que acabamos a ter uma deliciosa conversa sobre a arte, as visões, o cuidado com os espaços, a relação com o transcendente, e com os alunos, e com os lugares, e….. vão ouvir, é o melhor.