Será que as boas escolhas são efetivamente as melhores para a nossa vida? Serão as corretas? Ou poderão estar a camuflar algo que precisa de ser visto?
Desejar pode ser um ato em vão quando não há preparação.
Contudo, mesmo desejando e preparando-nos, nem tudo está no nosso controlo.
A vida é um processo existencial que não dominamos, mas quanto mais preparados estivermos, mais probabilidades temos de alcançar o que desejamos.
Seguir o ritmo que a vida pede e não o que estava planeado, é o que nos potencia as aprendizagens necessárias em cada momento.
Este acto de coragem, com todos os seus desafios inerentes, permite-nos compreender que quando respeitamos o timing da vida, tudo acontece no tempo certo... A paz instala-se, como um presente da vida.
Será assim tão fácil ver o óbvio?
Existem evidências científicas que mostram como em determinadas situações, podemos ter tendência para agir movidos por uma obediência cega ou regras externas que não nos beneficiam. Quando isto acontece, na maioria das vezes, assumimos também uma postura de desresponsabilização relativamente aos resultados das nossas ações…
É possível compreendermos o "mito das sogras" se observarmos com atenção a relação que têm com os seus maridos, ou as que tiveram com os homens que fizeram parte das suas vidas.
Muitas vezes, no caso das mães deles, o que acontece é que, por não se sentirem amadas ou reconhecidas pelos próprios maridos, assumem inconscientemente nos filhos o papel do companheiro ou confidente.
No caso das mães delas, competem pela atenção do genro e podem, muitas vezes, não enaltecer as filhas em certos momentos, numa disputa inconsciente para que sejam elas as escolhidas ou preferidas.
Com esta consciência sobre as suas próprias feridas, as sogras poderão aprender a assumir o lugar correto na estrutura da família...
Quando falamos de emoções existe um caminho que nos liberta e outro que nos aprisiona.
O melhor caminho para nós nem sempre é o mais fácil, mas sim aquele que nos ensina a sentir, a transformar emoção em aprendizagem...
A forma como olhamos para a vida é profundamente influenciada pela forma como lidamos com os assuntos da nossa vida: amor, dinheiro, trabalho...
Olhar para a vida com os nossos próprios olhos exige um trabalho de descondicionamento e desenvolvimento pessoal. Será que estamos dispostos a fazê-lo para ver como é suposto vermos?
Será que nos próximos tempos o mundo do trabalho se vai manter tal como agora? Certamente não! Haverá algo a fazer? Tenho a certeza que sim! A menos que a Humanidade deixe de existir, haverá certamente áreas em que somos melhores do que as máquinas...
"A Falácia da Chegada" é como se chama a este comportamento em que acreditamos que quando alcançarmos algo no futuro, tudo na nossa vida vai ficar melhor... Será?
Quando uma mãe diz que faz tudo pelos seus filhos e estes não retribuem, será que fez mesmo tudo? Será que fez tudo aquilo que eles precisavam que fosse feito ou será que fez tudo o que queria fazer?
Não há forma de a evitar. A mudança é o futuro a invadir as nossas vidas. Acreditar que podemos resistir à evolução dos tempos, é mantermo-nos presos a uma ideia ilusória de controlo. Só o desenvolvimento da nossa inteligência emocional nos pode dar ferramentas que nos podem libertar dessa necessidade de controlo e medos…
Quando digo "sonâmbulos da vida" refiro-me aos que roubam horas de sono para fazer outras coisas. Esta privação do sono pode afetar a qualidade da nossa vida e das nossas relações, ao ponto de nos tornar humanos menos fiáveis e impactar a forma como tomamos decisões...
Por que será que apesar de terem um coração de ouro, muitos não conseguem ser boas pessoas na prática? Isto é, sair do seu lugar e colocar-se no do outro? Esta falta de coerência e empatia funcional pode, muitas vezes, ser o reflexo da ausência de competências de regulação emocional que não foram desenvolvidas na infância... E se refletem na vida adulta...
Afinal, de onde vem esta associação a sermos uma fraude e não reconhecermos o nosso próprio valor? Será Síndrome do Impostor ou... Autoboicote?
Muito se tem falado sobre a possibilidade da IA ocupar o lugar do Humano. A questão que eu coloco é: Será que o Humano já sabe ocupar o seu lugar? Esta sim, deve ser a nossa maior preocupação e o nosso foco.
Esta é uma frase que ouvi do Alexandre Monteiro num podcast, referindo-se a pessoas que procuram incansavelmente o amor, através de relacionamentos sucessivos. Talvez estas audições sucessivas funcionem como autoboicote para encontrar o papel pretendido. Talvez não se trate tanto de procurar, mas, sim, de estar disponível para encontrar...
Correr riscos pode ser um salto no vazio sem ponderar consequências. Ao invés, quando os assumimos, já temos consciência do que esse passo implica em termos de custos e consequências. Se a palavra risco pressupõe uma dose de imprevisibilidade, não fará sentido que ajamos de forma mais consciente e consequente?
Ouvi recentemente a Miley Cyrus referir que a partir do momento em que aprendeu a expressar a sua raiva, as suas dores físicas desapareceram. Já referi várias vezes que aquilo que calamos acaba por ser expressado pelo corpo. Na verdade, as dores físicas são sinais de alerta para as emoções que estamos a reprimir, assim como para os limites que não estamos a saber impor ou respeitar.
A pessoa que escolhemos para partilhar a nossa vida é como um espelho que reflete o que somos e aquilo que em nós temos de trabalhar. Quando dizemos que estamos casados com a pessoa errada, estamos a atribuir ao outro a responsabilidade do estado da relação mas, na verdade, a responsabilidade é de ambos...
Escolher no que acreditar dá-nos o poder de condicionar ou não as nossas decisões. Depois, as consequências dessas decisões podem validar e reforçar a crença que as originou. A questão que se coloca é: O que originou essa crença?