No encerramento da temporada, Giorgio e Aline vão do “como começar pelos dados mínimos” à operação de um Escritório de Valor funcionando na prática. Você vai ouvir a jornada da Aline: do papel e planilhas à governança de dados no prontuário; o caso clássico das quebras dentárias resolvido com treinamento em fibroscopia; métricas transversais (tempo como proxy de coordenação); e, principalmente, como reduzir variabilidade para viabilizar bundles e novos modelos de remuneração sem perder desfecho.
Convidada: Dra. Aline Yuri Chibana é Anestesiologista; Gerente do Escritório de Valor do A.C.Camargo Cancer Center; certificada em VBHC pela Harvard Business School.
Você vai aprender:
• Como começar “pequeno” com dados mínimos e evoluir o ciclo de melhoria (PDCA)
• Do papel ao prontuário: unificar coleta, reduzir redundância e garantir acesso aos dados
• Caso prático: via aérea difícil, treinamento em fibroscopia e eliminação de quebras dentárias
• “Maldição da dimensionalidade”: por que escolher 2-5 indicadores move mais do que medir 50
• Tempo como métrica-mãe de eficiência e coordenação entre linhas de cuidado
• Variabilidade aceitável vs. inaceitável e por que reduzir antes de precificar pacotes
• Bundle de tireoidectomia: desenho do episódio, risco compartilhado, margem e desfecho
• Desfechos que importam ao paciente (funcionalidade, dor crônica) e o “buraco negro” extra-hospitalar
• Como coletar PROMs/funcionalidade com REDCap e atingir alta adesão (workflow e follow-up)
• ICHOM e ANAP: standard sets, dicionário de dados e “mini-sets” viáveis para o dia a dia
• Cultura, papéis e investimento: dados, ensino e qualidade como engrenagem única
• Cenário de remuneração: queda do FFS, onde cabem bundles/bonificação por performance
Capítulos
00:00:00 Abertura e propósito da temporada
00:01:07 Tema do episódio e apresentação da convidada
00:02:12 Da qualidade na anestesia ao olhar data-driven (2011–2018)
00:03:05 Caso via aérea difícil e quebras dentárias: análise e treino em fibroscopia
00:06:44 Do papel ao prontuário: unificação da ficha e acesso aos dados
00:12:17 Dados mínimos, 12 indicadores e foco no que vira ação
00:16:08 “Maldição da dimensionalidade” e por que 2–5 métricas bastam para começar
00:18:56 Escritório de Valor: estrutura, indicadores de tempo e custo/desfecho
00:19:29 Bundle de tireoidectomia: desenho, risco, variabilidade e margem
00:25:06 Variabilidade primeiro, preço depois: armadilhas dos pacotes por média
00:28:03 Quando bundles não se aplicam e opções de pagamento por performance
00:33:12 Desfechos que importam (funcionalidade, dor crônica) e impacto anestésico
00:35:48 Coleta extra-hospitalar com REDCap: cadência e adesão
00:38:40 ICHOM/ANAP: standard sets vs. “mini-sets” aplicáveis
00:41:09 Investimento em dados/gestão e diferenciação competitiva
00:46:52 Acreditação, educação e revisão de processos que “induzem ao acerto”
00:52:24 Encerramento: comece pequeno, evolua sempre; contatos da Aline
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Ep.8 | T8 - Carreira médica, dados e propósito com Ricardo ValenteNeste papo, Giorgio e Ricardo exploram como sustentar propósito em meio à rotina clínica, usar dados para negociar com C-level/acreditação e preparar a carreira para IA e modelos de valor; discutem variabilidade de cuidado, bundles/capitation, empatia na assistência e caminhos práticos para manter a medicina centrada no paciente sem abrir mão de sustentabilidade financeira.
Convidado: Ricardo Valente é oftalmologista, mestre em Gestão pelo ISCTE (Lisboa), especialista em Value-Based Health Care pela Harvard Business School, sócio da clínica BVC e idealizador do canal/podcast Fala Doutores.
Você vai aprender:
• Como alinhar propósito pessoal com metas assistenciais e resultados mensuráveis
• Como usar dados clínico-operacionais para dialogar com gestores e acreditação
• IA na prática: onde ela ajuda (transcrição, produtividade) e onde ainda falha
• Variabilidade de cuidado: por que reduzir é bom para desfecho e negociação
• Bundles/pacotes x fee-for-service: riscos sem conhecer custos e processos
• Empatia e experiência do paciente: evitar a “burocracia que desumaniza”
• Estratégias de posicionamento do médico em um sistema em transformação
• Rotina, burnout e criatividade: como preservar energia e impacto real
Capítulos
00:00:00 Abertura e propósito da temporada
00:00:55 Tema do episódio e apresentação do convidado
00:02:22 Origem do Fala Doutores e jornada do convidado
00:05:55 Pandemia, virada de carreira e início do podcast
00:12:57 Formato de entrevista e humanização da prática médica 00:15:50 Rotina do consultório e empatia no cuidado
00:19:26 Podcast como terapia e padrões de sucesso
00:23:39 IA no fluxo de produção: ganhos e limites
00:31:36 Custos/benefícios das IAs na prática clínica
00:33:10 Rotina na anestesia e “cemitério da criatividade”
00:35:16 Oportunidades e integrações na oftalmologia
00:37:51 Formação médica, docentes e crise de início de carreira
00:41:49 Tecnologia, automação e o futuro do trabalho médico
00:45:49 Experiência no PS: empatia vs. burocracia
00:52:01 Remuneração: bundles, capitation e necessidade de dados
00:56:09 Sistema centrado no paciente (VBHC) e cultura de valor
00:57:49 Propósito, burnout e caminhos práticos
00:58:20 Onde encontrar o convidado (YouTube/IG/LinkedIn)
00:59:01 Encerramento e próximos passos
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Neste papo, Giorgio e Fabrício destrincham por que a cirurgia ambulatorial é mais segura e custo-efetiva quando feita em unidades dedicadas; como alinhar incentivos (operadoras, pacotes e VBHC) sem perder qualidade; o que medir no dia a dia do centro cirúrgico (pontualidade, turnaround, dor, NVPO, alta); e como dados do mundo real sustentam negociação e decisão clínica.
Convidado: Fabrício Galvão é membro fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Ambulatorial (SOBRACAM); Delegado Brasileiro da International Association for Ambulatory Surgery (IAAS); mestre em Comunicação (UNESP); empresário, investidor na área da saúde e publicitário; certificado no Digital Executive Education Program, pela ISE Business School, e em Health Care IT, pela Icahn School of Medicine at Mount Sinai.
Você vai aprender:
• Quando (e por quê) unidades ambulatoriais dedicadas superam o hospital geral
• Critérios de elegibilidade e segurança: seleção de pacientes e alta no mesmo dia
• Cultura e desalinhamento de incentivos: como destravar a migração para o modelo ambulatorial
• Pacotes e VBHC: previsibilidade, “abertura de conta” e qualidade assistencial
• Métricas-chave do anestesista: início no horário, atrasos, turnaround, dor, NVPO e critérios de alta
• Produtividade real: por que “leito” é métrica fraca e “throughput cirúrgico” é o que importa
• Regulação (RDC, CFM) e vazios que geram insegurança jurídica, e caminhos de atualização
• Como negociar com operadoras e autogestões usando dados de vida real
• Impacto sistêmico: potencial de ambulatorização (ASA 1-2) e redução de filas
Capítulos
00:00:00 Abertura e propósito da temporada
00:01:14 Tema do episódio e apresentação do convidado
00:02:16 Origem da SOBRACAM e lacunas regulatórias
00:06:44 Multidisciplinaridade e papel do anestesista no fast-track
00:10:32 IAAS: modelos de unidade (freestanding e núcleos isolados)
00:12:36 Segurança: seleção, IRAS e alta segura
00:15:06 Cultura e incentivos; aprendizados dos EUA
00:20:57 Potencial ASA 1–2 para migração ambulatorial
00:22:50 Produtividade: 3 salas ≈ 330 cirurgias/mês
00:23:40 Hospital geral: foco na alta complexidade
00:37:48 Operadoras e autogestões: por onde começar
00:44:05 VBHC/pacotes: previsibilidade e qualidade
00:51:57 Variabilidade e padronização com o corpo clínico
00:59:15 Indicadores práticos do anestesista
01:00:54 Encerramento e próximos passos
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Neste papo, Giorgio e Paola discutem por que a anestesia foi pioneira em segurança; como transformar protocolos em prática sem burocratizar; por que medir processo (antibiótico, temperatura, glicemia) importa tanto quanto desfecho; o papel da governança e da cultura justa; e como dados, interoperabilidade e comunicação com o paciente sustentam decisões clínicas e valor.
Convidada: Paola Andreoli é Presidente da Sociedade Brasileira para Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp); executiva em saúde pelo Insper (Qualidade, Segurança do Paciente e Governança); doutora em Ciências da Saúde (UNIFESP); especialista em melhoria (IHI) e em gestão de riscos em saúde (ASHRM); pesquisadora convidada no RESILI-SUS/Fiocruz e assessora técnica do Proqualis/Fiocruz; consultora de projetos no Hospital Israelita Albert Einstein e docente na Fundação Dom Cabral.
Você vai aprender:
O anestesiologista como guardião do paciente no centro cirúrgico e no perioperatório
Estrutura, processo e desfecho: onde estão os verdadeiros gargalos da segurança
Checklist cirúrgico: limites do “papel” e caminhos para inovar a execução
Como medir processos críticos (antibiótico, temperatura, glicemia) e usar dados para convencer a liderança
Governança e cultura justa: do inconformismo à responsabilidade compartilhada
Interoperabilidade e qualidade do dado como base para IA e melhoria contínua
Comunicação e orientação pré-anestésica como parte do cuidado seguro Pós-operatório tardio: o “ponto cego” que precisa entrar nos indicadores
Capítulos
00:00:00 Abertura e propósito da temporada
00:00:54 Tema do episódio: segurança do paciente e responsabilidade da anestesia
00:01:05 O anestesista como guardião do paciente
00:01:12 Quem é a convidada (apresentação e credenciais) 00:02:25 Trajetória da Paola: da psicologia à qualidade e gestão
00:03:00 Fator humano e alta confiabilidade na segurança do paciente
00:06:36 SOBRASP: origem, missão e agenda 00:07:27 Assunção à presidência da SOBRASP
00:07:41 Por que a anestesia foi pioneira em segurança 00:10:07 Centro cirúrgico: alto risco e gravidade dos eventos 00:16:16 Pré-anestésico como gestão de riscos e orientação 00:19:01 Estrutura e contexto institucional: quando o sistema expõe o anestesista
00:23:09 Comunicação com o paciente e experiência segura 00:26:01 Recuperação imediata e papel do anestesista 00:29:14 Brasil no mundo: heterogeneidade, acesso e cultura 00:33:01 Pós-pandemia: estagnação dos indicadores de qualidade
00:36:27 Qualidade como estratégia: governança e C-level 00:39:57 Protocolos x burocracia: o dado que falta para comprovar valor
00:45:03 Pilares da qualidade (OMS) e integração como 7º pilar
00:47:13 Interoperabilidade e dados antes de IA 0
0:48:46 Processos críticos: antibiótico, temperatura e glicemia
00:50:59 ERAS e medir processo além do desfecho
00:52:01 Pressão “de baixo para cima”: levar números à liderança
00:55:03 25 anos depois: por que ainda aceitamos maus resultados?
00:56:00 Checklist cirúrgico: precisamos de um novo salto 00:58:07 Adesão baixa dentro e fora do centro cirúrgico 00:59:03 Inovar no “como” executar o checklist
01:01:05 Burocracia tem limite: desenho que encaixa no fluxo 01:02:19 Qualidade indissociável da prática: anestesista como agente de mudança
01:05:05 Inconformismo, colaboração e coprodução (mensagem final da convidada)
01:06:02 Canais da SOBRASP e contatos
01:07:11 Encerramento e chamada para outras temporadas
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Ep.5 | T8 - Universidade, empresas e dados: da pesquisa ao cuidado, com Maria José Carmona
Neste papo, Giorgio e a profa. Maria José Carmona mostram como aproximar academia e mercado para transformar pesquisa em produtos, patentes e melhorias reais no perioperatório. Falam sobre cultura e incentivos no Brasil, transferência de tecnologia, o papel do mestrado profissional da FMUSP, interoperabilidade e onde a IA já agrega com segurança quando os dados são bem estruturados.
Convidada: Maria José Carmona é Professora livre-docente associada da Disciplina de Anestesiologia da FMUSP; Coordenadora do Mestrado Profissional de Inovação Tecnológica e de Processos Assistenciais Perioperatórios (FMUSP); ex-editora-chefe do Brazilian Journal of Anesthesiology; ex-presidente da SAESP.
Você vai aprender:
• Como a “hélice” universidade-empresas-gestão acelera inovação útil no perioperatório
• Por que patentes só viram valor com transferência de tecnologia e escalabilidade
• Onde a IA ajuda hoje (e onde precisa de validação clínica) quando há dados estruturados
• Como interoperabilidade, usabilidade e métricas de desfecho tiram o discurso de valor do slide e levam para a prática
Capítulos
00:00:00 Abertura da temporada e recados aos ouvintes
00:01:12 Tema do dia: inovação aplicada na saúde
00:01:18 Apresentação e credenciais de Carlos Sacomani
00:03:01 Trajetória tech, cirurgia robótica e carreira em “W” (assistência + gestão)
00:06:26 Fragmentação da jornada do paciente e dos dados; o gargalo da interoperabilidade
00:08:52 Dois mundos: tecnologia “linear” vs clínica “complexa”; papel do anestesista e do médico híbrido
00:13:12 Ecossistema, limites do prontuário e necessidade de módulos clínicos especializados
00:14:49 TI hospitalar amadurecendo; aprendizado com o setor bancário
00:16:45 Da ficha anestésica ao analytics; crítica ao transacional sem BI
00:20:06 Dado como matéria-prima e o “gap” tecnológico dos prontuários
00:21:09 Abertura/interoperabilidade dos EHRs; marketplace e lições internacionais
00:24:04 IA além da generativa, validação científica e segurança no uso clínico
00:28:22 Usabilidade, input de dados e modularização (ERP x clínico)
00:34:35 SaaS vertical na assistência; integração como chave para gerar valor
00:38:06 Inovação de verdade: problema, MVP, ROI e parceria com empresas menores
00:44:03 Desfechos, comparação entre equipes e “realidade brutal do dado”; VBHC e pay-for-performance
00:52:54 Dados em escala: RNDES/Conecte SUS e referência do NHS
00:57:08 Hospitais médios: governança e qualidade de dados no microcosmo
01:00:16 Encerramento: papel da alta gestão (CIO–CMO–TI) e contatos do convidado
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Ep.4 | T8 - Inovação aplicada na saúde: interoperabilidade, dados e o papel do anestesiologista, com Carlos Sacomani.
Neste papo, Giorgio e Carlos discutem por que integrar pré, intra e pós é condição para destravar valor; como interoperabilidade, usabilidade e analytics superam o prontuário “transacional”; onde a IA realmente ajuda hoje; e como medir desfechos para orientar gestão e ROI.
Convidado: Carlos Sacomani é médico urologista, Doutor em Ciências (FMUSP); ex-CMIO do A.C.Camargo Cancer Center; MBA em Gestão de Negócios em Tecnologia e Transformação Digital (FIA); Pós-graduação em Ciência de Dados e Informática em Saúde (Einstein).
Você vai aprender:
Por que “médicos híbridos” conectam clínica, TI e gestão
Como estruturar dados e interoperabilidade para viabilizar IA
Por que medir desfechos e começar pequeno para escalar inovação
O papel do anestesiologista como guardião do paciente e líder de processos no perioperatório
Capítulos
00:00 Abertura e propósito da temporada
01:06 Tema do episódio: inovação aplicada na saúde
01:12 Quem é o convidado
01:42 Trajetória clínica e chegada à tecnologia
03:00 Carreira em “W” e passagem pelo CMIO
06:33 Programação, startups e visão sobre saúde digital
06:56 Medicina vs. lógica da computação: o desafio dos dados
08:12 Interoperabilidade, qualidade de dados e IA
08:59 Dois mundos e o anestesista como guardião do paciente
10:35 Médicos híbridos e pontes entre áreas
11:57 Usabilidade: o clique do médico importa
13:12 Ecossistemas, apps especializados e não “um sistema para tudo”
14:37 Evolução da TI hospitalar e realidade de hospitais menores
17:05 Levar dados da anestesia além do transoperatório
18:02 Do transacional ao analytics (crítica aos prontuários)
19:22 Dado como matéria-prima: do bruto à decisão
21:09 Texto livre, precisão e limites práticos da IA generativa
22:38 IA na gestão e validação científica no assistencial
28:28 UX radical: a analogia do iPhone aplicada ao prontuário
31:31 Interoperabilidade como investimento estratégico
33:41 ERP x módulo clínico e SaaS vertical conectado por API
36:09 ROI: por que interoperabilidade vence compras “de brilho”
38:06 Inovação prática: problema, MVP, escalabilidade
43:36 Desfechos, sociedades e a “realidade brutal do dado”
52:53 Dados populacionais, RNDES e gestão de sistema
58:04 Falta visão, governance e priorização
59:02 Encerramento e como encontrar o convidado
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Tema: Desfechos e linhas de cuidado em saúde — e a (indissociável) relação com dados
Convidado: Clemente Nóbrega — físico, MBA em Engenharia Nuclear, consultor, escritor e palestrante em inovação. Atuou 15 anos na engenharia nuclear (5 na KWU/Siemens, Erlangen–Alemanha), foi Diretor de Marketing da AMIL por 14 anos (pioneiro na Gestão pela Qualidade), possui MBA Executivo COPPEAD/UFRJ e Strategic Marketing Management (Harvard Business School). Autor de 11 livros (o mais recente, O novo mercado da saúde e o novo médico, 2021). Prêmio Abril de Jornalismo (1999) e colaborador da Época Negócios. Pioneiro no modelo de certificação de desfechos para linhas de cuidado (MCPAD).
Sobre o episódio
Por que saúde só será sustentável quando o cuidado for tratado como processo produtivo — com pré, intervenção e pós integrados — e com desfechos medidos de forma sistemática? Conversamos com Clemente Nóbrega sobre organização do cuidado por linhas, a jornada dos dados paralela à do paciente, o papel da navegação baseada em informação (pull), exemplos reais (como a linha de AVC em Joinville), limites de rankings, incentivos econômicos e caminhos práticos: pilotos, governança e comunidades de prática. No final, o recado aos anestesistas: assumir a coordenação do perioperatório com dados e integração.
Capítulos
00:00 – Abertura, temporada e contexto da conversa
01:11 – Tema do dia: desfechos, linhas de cuidado e dados
02:54 – Da física nuclear à saúde: a ponte com Edson Bueno e a AMIL
10:09 – Valor = benefício / custo: por que saúde precisa de processo produtivo
12:34 – Integração pré–intervenção–pós e a necessidade de medir desfechos
20:20 – Exemplos: linhas específicas e casos reais; aprendizado com dados
26:50 – Hospitalocentrismo, desospitalização e o “pós” que não fecha o ciclo
33:40 – NHS declarado “broken”: reconfigurar com dados e redes locais
35:50 – Incentivos e modelos de negócio: por que pilotos bem governados
41:40 – Jornada dos dados e navegação por informação (pull)
45:30 – Rankings, sinais fracos e decisões de investimento em saúde
49:00 – Tempo para virar a chave: 2–3 anos para dados e resultados robustos
51:10 – Cultura, protocolo e governança: comunidades de prática na veia
56:00 – Pilotos, evidência auditável e horizonte de 5–10 anos
01:07:30 – O papel do anestesiologista no perioperatório de valor
01:10:46 – Encerramento e convite para seguir o convidado no LinkedIn
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Consolidação, verticalização e o (pós) fee-for-service
No Ep. 2, Carlos Lobbé discute a sustentabilidade da saúde suplementar: por que o modelo atual não fecha a conta, o papel de consolidação e verticalização e como dados + governança clínica sustentam novos pagamentos e melhoram desfechos.
Você vai ouvir sobre:
• Os 3 ciclos das operadoras (reajuste → glosa → consolidação/verticalização)• FFS em xeque: quem “matou”, riscos de desassistência e a necessidade de evidência• Navegação do paciente e os 6 domínios do desperdício• Como integrar dados (pré-intra-pós) para sustentar VBHC e novos modelos de remuneração
Capítulos:
00:00 Abertura e propósito da temporada
01:17 Apresentação do convidado e trajetória
03:40 Consolidação: por que começou?
05:57 SUS x suplementar: 25% no privado
08:10 O que a sociedade quer do sistema?
10:49 Três ciclos das operadoras
12:30 Por que reajuste/glosa esgotaram
13:14 “Monopólio?” e concentração saudável
15:20 Analogias: bancos e varejo
16:23 Verticalização: conceito e exemplos
17:05 Governança clínica e dados integrados
19:30 Jornada oncológica: da imagem à biópsia
22:45 Seis domínios do desperdício
24:54 Navegação: coordenação que reduz reinternação
26:49 Hospitalocentrismo e perda de seguimento
28:50 Mutualismo e pacto intergeracional sob pressão
31:05 Sobrevivência: consolidação, verticalização e pagamento
32:33 Fee-for-service na ótica do anestesista
34:43 Quem “matou” o FFS?
36:20 Pêndulo: desperdício vs. desassistência
37:35 Pós-FFS: papel da evidência e dos desfechos
39:10 Valor na prática: medir para remunerar
41:00 Lições de Uber/Airbnb/iFood para saúde
44:30 Dados integrados para precificar performance
46:20 Diferenciar equipes por desfechos
48:20 Mensagem final do Lobbé
49:30 Recado aos anestesistas: demonstre valor
51:10 Operadoras e investimentos em dados
53:00 Encerramento e próximos episódios
Ep.1 | T.8 — Da teoria à prática: gestão anestésica orientada por dados
Na estreia da 8ª temporada, Giorgio Pretto recebe Dr. Luiz Fernando Falcão para falar sobre como a gestão orientada por dados está reposicionando a anestesia dentro das instituições. Entenda o que muda quando a especialidade assume seu papel transversal no perioperatório: turnover real, mapa de calor, indicadores de qualidade e eficiência, e como decisões simples podem gerar impacto econômico e sustentável.
Sobre o convidado:
Dr. Luiz Fernando Falcão é anestesiologista, professor da UNIFESP e especialista em medicina perioperatória e gestão em saúde. Possui doutorado, pós-doutorado e livre-docência pela UNIFESP, com parte da formação na Harvard Medical School, além de um MBA em Administração pela FGV. Atua com Value-Based Health Care (VBHC) e integração de dados no perioperatório, ajudando instituições a melhorar desfechos, reduzir variabilidade e tornar o cuidado mais sustentável.
00:00:00 – Ainda neste episódio (highlights)
00:01:04 – Vinheta
00:01:15 – Abertura — Tema da T8: Conexões que Geram Valor
00:02:30 – Apresentação do convidado — Dr. Luiz Fernando Falcão (UNIFESP)
00:04:10 – Da dor ao dado: por que a gestão precisa de informação estruturada
00:11:20 – Do papel ao digital: limites do EHR/BI do hospital
00:13:20 – Primeiros passos no AxReg Analytics: choque de abundância de dados
00:16:40 – Levar o Analytics ao C-level: anestesia como consultoria interna
00:18:40 – Caso 1: Turnover real x “tempo de limpeza” (a métrica que engana)
00:22:40 – Caso 2: “Sábado produtivo?” Ociosidade e gargalos entre casos
00:27:20 – 3 usos práticos: processos, qualidade (JCI/ONA) e gestão de pessoas
00:30:20 – Mapa de calor, headcount e negociação de sobreaviso
00:33:40 – Próximos passos: completar pré-, intra- e pós-operatório; feed-forward
00:35:00 – Impacto econômico: desligar óxido nitroso e outras intervenções
00:40:20 – Single source of truth e a fase de inteligência (dash com IA)
00:46:40 – Real-world evidence: medir antes/depois sem amostragem
00:50:00 – Por onde começar: 2–3 indicadores por 6 meses (“constância antes de excelência”)
00:55:20 – Cultura data-driven e ponte com a gestão hospitalar
01:00:00 – Encerramento e recados finais
Como falar de inteligência artificial, qualidade e valor em saúde sem falar de interoperabilidade?
No episódio final da temporada, Moacyr Campos, cirurgião com ampla trajetória em liderança médica e healthtechs, mostra como os dados gerados no centro cirúrgico, especialmente pela anestesia, são peças-chave para transformar a segurança do paciente e a eficiência hospitalar.
Uma conversa essencial para quem atua na prática anestésica, pensa inovação e quer entender os reais entraves da evolução tecnológica no cuidado perioperatório.
Neste episódio do Anestesia de Valor, Giorgio Pretto conversa com o oftalmologista e empreendedor Dr. Renan Ferreira, fundador da Ver.ai e Diretor Médico da Essilor Luxottica Brasil, sobre como a tecnologia e a inteligência artificial estão transformando o cuidado em saúde.
Durante a conversa, exploram:
A jornada do médico inovador e o papel do design thinking na assistência;
Como a oftalmologia tem se reinventado com dados, IA e experiências digitais;
A importância dos PROMs e da escuta ativa do paciente;
Interoperabilidade, integração com prontuários e os desafios reais no sistema hospitalar.
Renan compartilha sua vivência com healthtechs, grandes redes e a visão de um futuro em que a medicina será mais personalizada, conectada e orientada por valor. Um episódio essencial para anestesiologistas que desejam se posicionar como protagonistas na transformação do sistema de saúde.
Neste episódio, Giorgio Pretto conversa com o cardiologista e empreendedor Thiago Liguori (CEO da Tury) sobre os verdadeiros avanços da inteligência artificial na saúde. Com base em exemplos reais do Brasil e do mundo, o episódio revela onde a IA já gera impacto concreto (como copilotos de documentação clínica, automação de processos e bots de atendimento ao paciente) e onde ainda há riscos importantes, como na conduta médica autônoma.
Um episódio direto, com aprendizados práticos para médicos, gestores e inovadores da saúde digital. Vale ouvir para separar o real do hype.
O que realmente faz um negócio de saúde dar certo – e o que pode travar tudo?
No sétimo episódio da 7ª temporada, Giorgio Pretto recebe Leopoldo de Lima, partner da Questum, investidor e referência em M&A e venture capital no ecossistema de saúde.
Eles discutem sem filtro sobre como identificar oportunidades, evitar armadilhas, preparar sua empresa para investidores, negociar bem (e com segurança) a venda e, principalmente, como navegar um setor cheio de desafios e peculiaridades.
Se você é anestesiologista com espírito empreendedor, investidor ou sócio de healthtech, esse episódio é um verdadeiro guia prático:
Por que problemas são as maiores oportunidades no setor?
O que realmente importa na hora de buscar investimento ou pensar em M&A?
O que é smart money e por que escolher bem o investidor pode ser mais valioso do que valuation alto?
O que esperar do pós-venda e como se preparar para a nova realidade de executivo?
Como crescer de forma sólida (não exponencial) e sustentável no Brasil?
Dê o play e se inspire com dicas práticas, experiências reais e uma visão realista sobre o futuro do empreendedorismo médico no país.
IA na documentação médica: menos papel, mais valor
Preencher, documentar, codificar, prescrever… tudo isso consome tempo que o médico gostaria de dedicar ao paciente. Neste episódio, Giorgio Pretto (CMIO da Anestech) recebe Gustavo Landsberg, médico de família e CEO da Nuvie, para discutir como a Inteligência Artificial pode redirecionar os esforços da documentação médica. Da burocracia à geração de valor.
Eles conversaram sobre perda de dados na anestesiologia, limitações dos prontuários eletrônicos e os caminhos para uma assistência mais eficiente com IA. Um episódio para quem acredita que tecnologia deve estar a serviço da prática médica e não o contrário.
Neste episódio, o anestesiologista Francisco Chagas discute com Giorgio Pretto a aplicação real da inteligência artificial na anestesia. A conversa aborda desde as fases de maturidade da IA até os desafios da interoperabilidade, passando pela jornada do dado, consultas pré-anestésicas automatizadas e registros digitais. Entenda como a tecnologia está transformando a prática clínica e o que ainda impede muitos anestesistas de avançarem na adoção digital.
A anestesia off-the-base é uma tendência crescente no Brasil. Mas será que os anestesistas estão preparados para sair do hospital?
Neste episódio, o host Giorgio Pretto conversa com a Dra. Priscila Costa, anestesiologista e responsável técnica da H.Tot Anestesia, sobre os bastidores, exigências e aprendizados da atuação extra-hospitalar.
Com mais de mil casos realizados em odontologia e um protocolo baseado em boas práticas e dados, Priscila mostra que anestesia ambulatorial exige muito mais do que técnica: pede estrutura, rastreabilidade, gestão e compromisso com a segurança do paciente.
Ouça agora e entenda como atuar fora do hospital com segurança e valor.
Estudar depois da residência ainda é tabu para muitos anestesistas. Neste episódio, Giorgio Pretto recebe Eduardo Piccinini Viana — anestesiologista, mestre em ensino em saúde e fundador do Portal Anestesia — para uma conversa direta sobre a importância do aprendizado contínuo na prática anestésica moderna.
Por que alguns continuam estudando e colhem os frutos, enquanto outros ficam para trás? Uma reflexão necessária para quem quer crescer na anestesiologia e entregar mais valor no cuidado ao paciente.
Giorgio Pretto conversa com Fabio Feltrim, anestesiologista e CEO da Volan, sobre o elo entre anestesia, faturamento e interoperabilidade. Como os dados estruturados ajudam a reduzir glosa, otimizar fluxo de caixa e transformar a gestão financeira de grupos anestésicos? Um episódio essencial para quem quer entender o valor real do dado — da ficha anestésica ao pagamento.
A 7ª temporada do Podcast Anestesia de Valor começa com uma conversa essencial para anestesiologistas, gestores e profissionais que atuam dentro da complexa engrenagem da saúde hospitalar.
Neste episódio, Giorgio Pretto recebe Marcelo Carnielo, mestre em administração e diretor de serviços da Planisa, para discutir como a anestesiologia participa — e muitas vezes é subestimada — no ciclo de receita hospitalar.
Com uma visão prática e sistêmica da realidade financeira das instituições, Marcelo aprofunda temas como:
Cálculo de custos e margens hospitalares por procedimento e jornada do paciente
Modelos de remuneração em transição (Fee-for-service x pacotes x bundles)
A importância da informação estruturada para negociações com operadoras
Os desafios de transformar dado clínico em ferramenta de sustentabilidade
🔎 O episódio também traz um spoiler exclusivo da nova edição do Observatório Anestesia de Valor, que será lançada oficialmente no COPA 2025.
🎧 Aperte o play e mergulhe em uma reflexão sobre presença, reconhecimento e o papel estratégico da anestesia na sustentabilidade das instituições.
Neste episódio, Giorgio recebe a Dra. Gisele Nader Bastos, médica, professora e Diretora Técnica do Santa Casa de Porto Alegre, para uma conversa sobre os desafios e estratégias do planejamento hospitalar.
A convidada aborda como o planejamento macro e micro impactam diretamente a eficiência das operações, a sustentabilidade institucional e a experiência do paciente. Além disso, discute a importância da redução de desperdícios, a liderança do anestesista na gestão hospitalar e a implementação de práticas seguras e tecnológicas como o AxReg.
Com insights práticos e uma visão estratégica, o episódio oferece reflexões valiosas para médicos anestesistas, gestores e profissionais da saúde que buscam transformar suas práticas em ações de valor.
Ouça agora para aprender mais sobre planejamento hospitalar e medicina baseada em valor.