Nesse episódio, eu falo sobre um tipo de relação que se esconde atrás da razão. Sobre quando o diálogo parece maduro, mas é só uma forma disfarçada de controle. Uma conversa sobre o uso da lucidez como poder, sobre a confusão entre coerência e afeto, e sobre o quanto a lógica, às vezes, serve mais pra se proteger do que pra se conectar.
Nesse episódio, eu falo sobre o fenômeno Felca e o que ele revela sobre a forma como a gente tem falado, e brigado, sobre saúde mental. Sobre quando o cuidado vira disputa, quando o discurso se distancia da escuta, e quando a verdade começa a soar como ataque. Uma conversa sobre o efeito colateral da popularização do tema, sobre a ilusão de coerência e sobre o perigo de transformar o sofrimento em espetáculo.
Nesse episódio, eu falo sobre o que a gente chama de “relações de baixa manutenção”, e o quanto essa ideia pode ser confusa. Sobre quando leveza é confiança, quando é cansaço, e quando vira desculpa pra não se envolver. Uma conversa sobre presença possível, sobre o risco de romantizar a distância, e sobre como o afeto precisa de cuidado pra continuar sendo vivo, mesmo quando o tempo é curto.
Nesse episódio, eu falo sobre o amor-próprio que não nasce da força, mas do encontro com o que dói. Sobre como, às vezes, a gente confunde se cuidar com se blindar, e acaba se afastando da vida pra não se ferir. Uma conversa sobre vulnerabilidade, sobre aprender a se acolher sem precisar se endurecer, e sobre o que acontece quando o amor-próprio deixa de ser performance e volta a ser gesto de verdade.
Nesse episódio, eu falo sobre o que acontece quando a gente tenta segurar o que já está indo. Sobre como o apego nasce do medo de perder e da ilusão de que o controle pode nos proteger da dor. Só que, quanto mais a gente aperta, mais a vida escapa pelos dedos. Uma conversa sobre esse esforço silencioso de manter o que já mudou, e sobre o que o desapego realmente significa: não desistir, mas confiar no movimento.
Nesse episódio, eu falo sobre o que acontece quando uma emoção ruim ganha um peso maior do que deveria e começa a distorcer a forma como vemos as coisas. Sabe quando a raiva, a tristeza ou o medo chegam e, de repente, você começa a acreditar em verdades que não são bem assim? Uma conversa sobre esses momentos em que o nosso emocional toma a frente, e sobre como podemos criar pequenas pausas antes de transformar um sentimento passageiro em uma certeza absoluta.
Nesse episódio, eu falo sobre o ghosting emocional, quando alguém continua presente fisicamente, mas já se retirou por dentro. Uma conversa sobre afastamentos que não são nomeados, sobre vínculos mantidos por inércia, e sobre o que acontece com a gente quando tenta sustentar sozinha uma relação que deixou de ser recíproca. Também falo sobre o outro lado: quando somos nós que nos ausentamos, mesmo sem querer enxergar.