"Enquanto eu fiquei alegre,
permaneceram um bule azul com um descascado no bico,
uma garrafa de pimenta pelo meio,
um latido e um céu limpidíssimo
com recém-feitas estrelas.
Resistiram nos seu lugares, em seus ofícios,
constituindo o mundo pra mim, anteparo
para o que foi um acometimento:
súbito é bom ter um corpo pra rir
e sacudir a cabeça. A vida é mais tempo
alegre do que triste. Melhor é ser."
- Adélia Prado, 1976.
Esse é um episódio do Trocando Receitas, o quadro onde exploramos as peculiaridades do cotidiano, compartilhando detalhes de rotinas que, às vezes, são tão diferentes ou tão mais iguais do que imaginávamos ser. Aqui buscamos entender melhor as receitas invisíveis que moldam nosso cotidiano e, quem sabe, nos inspirar a criar novas formas de viver com mais consciência.
Nesse último episódio do ano de 2025, vamos trocar receitas imaginárias com duas emoções: o amor e a raiva.
Nos vemos no ano que vem!
“Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira(...)
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso”
- Ney Matogrosso, 1972
Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
Hoje a gente quer te convidar pra fazer uma coisa simples… e ao mesmo tempo bem complicada: se permitir ser ruim em algo.
“A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.”
- Manuel Bandeira, 1930.
Esse é um episódio Pra Viagem. Aqui vamos aprofundar nossas reflexões a partir de grandes perguntas que nos inspiram. Este é o espaço ideal para você se conectar com suas ideias enquanto viaja: seja de carro, ônibus ou até mesmo dentro da sua própria cabeça.
Se existe um tema capaz de atravessar épocas, artes, estilos e gerações, esse tema é o amor. No episódio de hoje, vamos mergulhar em três universos musicais e na forma como
degustam esse sentimento: o drama poético de Chico Buarque, a ternura íntima de Nando
Reis e a intensidade libertadora de Pitty.
“Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida
(...)
“Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.”
- Clarice Lispector, 1968.
Esse é um episódio do Trocando Receitas, o quadro onde exploramos as peculiaridades do cotidiano, compartilhando detalhes de rotinas que, às vezes, são tão diferentes ou tão mais iguais do que imaginávamos ser. Aqui buscamos entender melhor as receitas invisíveis que moldam nosso cotidiano e, quem sabe, nos inspirar a criar novas formas de viver com mais consciência.
Nesse episódio vamos trocar receitas imaginárias com a grandiosa Clarice Lispector.
"Experimente coisas diferentes, troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, a energia, o entusiasmo.
Só o que está morto não muda."
- Edson Marques, 2006
Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
Hoje, a gente quer te convidar pra uma reflexão que talvez sacuda algumas verdades internas.
"O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são".
- Aristóteles em Metafísica, 350 a.C.
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Esse é um episódio do Pitadas, o quadro onde trazemos discussões variadas e provocativas que estimulam a mente e desafiam nossos pontos de vista. De filmes e livros a músicas, exercícios criativos e reflexões sobre temas cotidianos, aqui exploramos ideias que vão além da superfície. Cada episódio traz uma "pitada" de inspiração para questionar, imaginar e, quem sabe, ver o mundo por outro ângulo.
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Hoje, seguindo o fio do nosso Ep 18, vamos falar sobre o recém saído do forno Prêmio IgNobel 2025. E de bônus vamos ouvir respostas de humanos diferentes pra mesma pergunta "E se...".
“Deitei-me e liguei o radinho. Era uma noite de mau tempo, tempestade. O ar estava carregado de eletricidade que entrava no rádio em forma de ruídos, estática, assobios. Era um caos sem sentido. Mas eu não perdi a esperança e continuei a procurar. De repente – a estática dominava a audição –, ouvi lá no fundo uma música que muito amo: o Concerto para piano e orquestra n. 1, de Chopin.
Fiquei ali lutando contra a estática: 90% de ruído caótico, 10% de beleza.
Não entendo este mistério: todos os sons, estática e música chegavam juntos, misturados. Mas a minha alma, sem que tivesse sido ensinada, sabia distinguir muito bem o ruído caótico e sem sentido dos sons da beleza, que me comoviam. Minha alma sabia que a ordem morava no meio do caos e ela estava disposta a suportar o horrendo do caos pela beleza quase inaudível que existia no meio dele.”
Rubem Alves, 2011
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Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
Hoje, convidamos vocês a embarcar conosco em uma experimentação sutil e instigante: a transformação do tom e do humor do dia através da música.
"Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade."
- Fernando Pessoa, 1930
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Depois de preparar o terreno com o Mise en Place, hoje a gente faz um Mise au Point: um ajuste no foco. Vamos esticar a conversa que vocês carinhosamente puxaram e falar um pouco mais sobre nossa história, visão de mundo e as abordagens na psicologia que fazem sentido pra gente.
Parede branca, tive que pintar uma porta
Sempre acho que já passei por ela antes
Fecho-a e jogo fora a chave
Quebro o código
Acordei e tive uma grande ideia
Ainda aceno para os sinais na praia
- Porcupine Tree - Buying New Soul, 2000
Esse é um episódio Pra Viagem. Aqui vamos aprofundar nossas reflexões a partir de grandes perguntas que nos inspiram. Este é o espaço ideal para você se conectar com suas ideias enquanto viaja: seja de carro, ônibus ou até mesmo dentro da sua própria cabeça.
Hoje em vez de falar sobre a aleatoriedade, vamos experimentá-la. Vamos criar, ao vivo, um episódio sem roteiro fixo, seguindo apenas os rastros que o acaso nos oferecer. Uma mistura dos nossos quadros que vira um Pra Viagem.
Eu calço é 37
Meu pai me dá 36
Dói, mas no dia seguinte
Aperto meu pé outra vez
Eu aperto meu pé outra vez
Pai, eu já tô crescidinho
Pague pra ver, que eu aposto
Vou escolher meu sapato
E andar do jeito que eu gosto.
- Raul Seixas, 1977
Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
Hoje, a gente convida você a olhar para os seus pequenos desconfortos com curiosidade. Pra perceber o que eles podem ensinar sobre você, sobre seus limites e sobre como é se permitir sentir.
"Histórias são criaturas selvagens. Quando você as solta, quem sabe que estragos elas podem causar?"
Patrick Ness, 2011
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Esse é um episódio do Pitadas, o quadro onde trazemos discussões variadas e provocativas que estimulam a mente e desafiam nossos pontos de vista. De filmes e livros a músicas, exercícios criativos e reflexões sobre temas cotidianos, aqui exploramos ideias que vão além da superfície. Cada episódio traz uma "pitada" de inspiração para questionar, imaginar e, quem sabe, ver o mundo por outro ângulo.Hoje a gente vai falar de uma história que tem aparência de conto juvenil, mas que é carregada de densidade, dor e muita beleza. A gente vai conversar sobre Sete minutos depois da meia-noite, livro do Patrick Ness que já ganhou adaptação pro cinema.
“Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
(...)
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.”
Fernando Pessoa, 1925
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Esse é um episódio do Trocando Receitas, o quadro onde exploramos as peculiaridades do cotidiano, compartilhando detalhes de rotinas que, às vezes, são tão diferentes ou tão mais iguais do que imaginávamos ser. Aqui buscamos entender melhor as receitas invisíveis que moldam nosso cotidiano e, quem sabe, nos inspirar a criar novas formas de viver com mais consciência.Nesse episódio vamos trocar receitas imaginárias de um outro ângulo. Pela primeira vez, ouvindo uma flor e não com uma pessoa.
“No armário do meu quarto escondo de tempo e traça
meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas
à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito,
meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, e volatiliza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda.”
- Adélia Prado, 1935
Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
Hoje vamos fazer uma prática. O que acontece dentro de nós afeta a forma como nos vestimos, como nos movimentamos, como nos apresentamos para o mundo. Mas o contrário também é verdadeiro: a forma como a gente se apresenta para o mundo pode influenciar o que acontece aqui dentro.
"Lua de outono brilha intensamente
sobre as paredes do palácio que guardam
meu trono temporário."
Um Sijo de King Sejong, século 15
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Esse é um episódio do Pitadas, o quadro onde trazemos discussões variadas e provocativas que estimulam a mente e desafiam nossos pontos de vista. De filmes e livros a músicas, exercícios criativos e reflexões sobre temas cotidianos, aqui exploramos ideias que vão além da superfície. Cada episódio traz uma "pitada" de inspiração para questionar, imaginar e, quem sabe, ver o mundo por outro ângulo.
Nesse episódio, exploraremos pitadas do Jogo do Diabo, um reality show sul-coreano que vai muito além de uma competição convencional.
"O inexplicável horror
De saber que esta vida é verdadeira,
Que é uma coisa real, que é ser
Em todo o seu mistério
Realmente real. "
Fernando Pessoa, 1952
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Esse é um episódio Pra Viagem. Aqui vamos aprofundar nossas reflexões a partir de grandes perguntas que nos inspiram. Este é o espaço ideal para você se conectar com suas ideias enquanto viaja: seja de carro, ônibus ou até mesmo dentro da sua própria cabeça.
Hoje, vamos embarcar juntos em uma conversa sobre algumas manifestações extremas que, muitas vezes, aparecem no cinema e no imaginário popular como eventos sobrenaturais: casos de possessões, comportamentos inquietantes e fenômenos assustadores que intrigam pessoas ao redor do mundo. A nossa ideia é olhar por trás dessas experiências extremas com outras lentes: a psicológica, a antropológica, a neurológica, a cultural.
"Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei
Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a alegria no coração."
Luiz Gonzaga, 1981.
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Retomando nosso gosto por experimentos narrativos, decidimos brincar de novo com as receitas, agora aumentando a variedade de sabores. No episódio de hoje, vamos atravessar fronteiras pela escuta. A proposta é simples: ouvir o Brasil em duas vozes. Esse é o segundo episódio de uma série em que convidamos pessoas de estados diferentes para responder às mesmas perguntas. Hoje teremos representantes de dois estados: Espírito Santo e Piauí.
Kamila e Thayze são alguns dos ouvidos que geralmente estão ouvindo o Arroz com Feijão do outro lado, adultos também encantados com o entusiasmo.
“Liríope, a ninfa, deu à luz Narciso, filho deleitoso do rio Céfiso. O profeta Tirésias anunciou que o menino viveria muitos anos — desde que jamais se conhecesse sua imagem.
Ao completar dezesseis anos, Narciso já era tão cheio de beleza que jovens e donzelas se apaixonavam por ele. Contudo, o orgulho de sua forma o deixava frio e distante, rejeitando todos sem cerimônia.
Entre aqueles rejeitados, a ninfa Écho dedicava-se a segui-lo nas florestas. Incapaz de falar por si, repetia apenas o que ouvia. Quando tentou revelar seu amor, só conseguiu devolver suas palavras — até definhar completamente, restando única e apenas sua voz ecoante entre as árvores.
Então, Nêmesis ouviu os pedidos de vingança dos que foram desprezados e decretou: Narciso experimentaria o amor impossível.
Certa vez, exausto da caça, o jovem encontrou uma fonte cristalina cercada por vegetação protegida do sol e decidiu beber água pura. Ao inclinar-se, viu ali sua imagem refletida e perdeu-se nela — apaixonou-se.
Amou um corpo sem corpo, uma sombra sem substância. Ficou imóvel, contemplando seus próprios traços como uma estátua de mármore Pario. Os olhos, reluzentes; o cabelo, digno de Apolo; o rosto, suave e rosado como rosa na neve. Admirava tudo aquilo que o admirava.
Tentou beijar o reflexo ilusório; tentou abraçá-lo — em vão. Desejava, era desejado; queimava, era queimado. Ele amava quem o amava. Mas, enquanto tentava se fundir à imagem, a fonte continuava pura — e ele, sozinho, prisioneiro do erro.
Jejuns, recusou descanso, em sua melancolia consumiu-se. Sem alimento ou abrigo, definhou lentamente, consumido por um fogo interno, até que vida e vigor desapareceram. Eco, ouvindo seus lamentos finais, repetia tristemente: “Aí vai o amado por ninguém amado.” Quando Narciso disse “Adeus”, Eco também sussurrou “Adeus”. Morto, jazia de olhos abertos sobre a relva. Mesmo nas águas do Estige, continuava a contemplar-se.
No lugar onde seu corpo caiu, nasceu uma flor: o narciso, que se inclina para frente, como se olhasse eternamente para a água.”
- Ovídio, Metamorfoses - por volta de 8 d.C.
Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
Hoje vamos fazer uma prática. Uma pausa para olhar, ou melhor, para não olhar. Vamos caminhar por imagens, águas e superfícies reflexivas. Do espelho como objeto de fascínio e ciência, ao espelho como prisão.
“As vezes eu acredito em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã. Este é um ótimo exercício.”
Lewis Carroll - Alice no país das maravilhas, 1865
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Esse é um episódio do Pitadas, o quadro onde trazemos discussões variadas e provocativas que estimulam a mente e desafiam nossos pontos de vista. De filmes e livros a músicas, exercícios criativos e reflexões sobre temas cotidianos, aqui exploramos ideias que vão além da superfície. Cada episódio traz uma "pitada" de inspiração para questionar, imaginar e, quem sabe, ver o mundo por outro ângulo.
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Hoje, vamos falar sobre uma descoberta recente que tem nos trazido entusiasmo por unir ciência, humor, criatividade e autenticidade: o Prêmio IgNobel.
“Dizem que os sonhos só são reais enquanto duram.
Não se pode dizer o mesmo da vida?”
Homem de Cabelos Longos. Waking-life (2001)
Esse é mais um episódio do Experimentações, o quadro que te convida a explorar a vida com mais consciência e curiosidade. Aqui, trazemos práticas simples que cabem na rotina, ajudando você a sair do piloto automático e enxergar o ordinário com um olhar novo.
O convite de hoje é pra experimentar uma prática de treinamento do corpo e mente para estarmos mais conscientes durante os sonhos. A prática é simples, mas exige um pouco de regularidade, paciência e curiosidade. Vamos propor uma técnica híbrida, combinando elementos da WILD (transição direta da vigília para o sonho) com a abordagem de Tholey (consciência crítica durante o sonho).
"Isto é a vida real?
Isto é apenas fantasia?
Preso em um deslizamento
Não há como escapar da realidade
Abra seus olhos
Olhe para o céu e veja"
Queen, 1975
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Esse é um episódio Pra Viagem . Aqui vamos aprofundar nossas reflexões a partir de grandes perguntas que nos inspiram. Este é o espaço ideal para você se conectar com suas ideias enquanto viaja: seja de carro, ônibus ou até mesmo dentro da sua própria cabeça.
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Neste episódio, vamos falar sobre um fenômeno que fascina a humanidade há milênios: os sonhos.
Desde muito tempo a gente olha pro que sonha com uma mistura de medo, curiosidade, espanto e encantamento.
Já pensou se você pudesse acordar dentro de um sonho?