O Jornal de Negócios lançou, em 2020, a iniciativa Negócios Sustentabilidade 20|30, o maior projeto editorial em Portugal em matéria de sustentabilidade, divulgando os desafios e as boas práticas nas diferentes áreas: ambiental, social e governance. A urgência da ação é hoje maior, seja na erradicação da pobreza, na redução das desigualdades, no combate às alterações climáticas, na proteção dos ecossistemas, na melhoria da educação e da saúde, na construção de sociedades mais inclusivas, com respeito pela igualdade e diversidade..
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O Jornal de Negócios lançou, em 2020, a iniciativa Negócios Sustentabilidade 20|30, o maior projeto editorial em Portugal em matéria de sustentabilidade, divulgando os desafios e as boas práticas nas diferentes áreas: ambiental, social e governance. A urgência da ação é hoje maior, seja na erradicação da pobreza, na redução das desigualdades, no combate às alterações climáticas, na proteção dos ecossistemas, na melhoria da educação e da saúde, na construção de sociedades mais inclusivas, com respeito pela igualdade e diversidade..
O fundador e presidente executivo da Empathia fala do modelo que está a trazer para Portugal, inspirado nos países anglo-saxónicos, onde as pessoas envelhecem nas suas próprias casas, beneficiando de serviços prestados pelo Estado ou por empresas privadas.A empresa junta séniores proprietários de habitação, mas com reformas baixas, a investidores com interesse no médio e longo prazo. As casas são adquiridas com desconto, mantendo os vendedores o usufruto vitalício.A um negócio imobiliário tradicional, a Empathia acrescenta uma componente de serviços. Pedro Almeida Cruz explica o modelo deste negócio em expansão e descreve as vantagens, bem como os perfis de quem vende e de quem investe.
A CEO da Adega Mayor, administradora executiva do Grupo Nabeiro e presidente do BCSD Portugal (Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável), defende que as estratégias ambientais e sociais não existem apenas para conquistar prémios ou reconhecimento, mas que geram valor real e pode ser traduzido em negócio.Responsável pela estratégia de sustentabilidade do grupo, Rita Nabeiro considera que esta é um aspeto crítico para a ambição de posicionar a Delta entre as dez maiores marcas mundiais de café. Ao longo da conversa, aborda o percurso da exploração de produção de vinho, as políticas de educação que estão a ser desenvolvidas em Campo Maior e os objetivos de avançar com projetos de inclusão numa região marcada por elevados níveis de imigração e por uma comunidade cigana com expressão significativa. Sobre a imigração, sublinha que o grupo não sentiu impactos diretos resultantes das recentes mudanças de política, embora identifique dificuldades sentidas pelos clientes, sobretudo no setor da restauração.
Ir ao quiosque ou à tabacaria da terra para abrir uma conta, depositar ou levantar dinheiro é hoje uma possibilidade graças à Nickel, uma instituição de pagamentos criada em França e posteriormente adquirida pelo BNP Paribas. A empresa conta com 700 agentes em Portugal, o mais recente em Arouca, e avança para um total de 15 mil na Europa.O CEO da Nickel Portugal recorda a crise financeira iniciada em 2008 para explicar o espaço de mercado aberto pela reestruturação da banca tradicional, que deixou várias zonas do país sem serviços bancários. Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade para a Nickel, inicialmente pensada para pessoas com rendimentos mais baixos, mas que expandiu a sua atuação para todos os que procuram serviços bancários simples.
Ricardo Pacheco é o convidado de Conversas com CEO.
O diretor-geral da Iberdrola BP Pulse em Portugal fala da recente liberalização do mercado da mobilidade elétrica e das suas consequências, reconhecendo ser necessário encontrar soluções para aumentar mais rapidamente a infraestrutura para a mobilidade elétrica, evitando assim que se diga “não quero adotar um carro elétrico porque depois não sei onde carregar”. Este é o alerta deixado por Ricardo Pacheco, por causa do tempo que levam os licenciamentos. Sugere a criação de um balcão único “para dar suporte particularmente às câmaras que estão a iniciar os seus gabinetes técnicos”. Uma das suas preocupações está no atraso da eletrificação dos pesados, considerando que pode ser necessário adotar medidas para acelerar esse processo.
Maria João Toscano é a convidada de Conversas com CEO.
A directora executiva da Associação Dignitude explica que a instituição ofereceu a sua plataforma do programa de medicamentos “abem” para que o Estado pudesse concretizar a medida prevista no Complemento Solidário para Idosos, que previa um acréscimo de 50% na comparticipação dos medicamentos prescritos. A proposta surgiu porque, se as pessoas não conseguiam pagar os medicamentos, dificilmente poderiam aceder à comparticipação. O Governo da altura não aceitou e optou por desenvolver a sua própria plataforma, processo que demorou um ano a ficar concluído. “É para isto que temos de olhar de forma diferente”, afirma Maria João Toscano.
A responsável aborda ainda o papel que as parcerias podem desempenhar no enfrentamento dos problemas na área da Saúde, bem como as razões pelas quais alguns municípios não aderem a estes programas.
A Co-CEO da Galp explica como o conflito na Ucrânia trouxe para Portugal e para a Europa uma lógica de soberania energética, tendência que se reforçou com acontecimentos como a eleição de Donald Trump e o relatório Draghi. As conversas sobre financiamento de empresas petrolíferas, como a Galp, tornaram-se “mais educadas”, embora persistam desafios como o facto de o hidrogénio “não ser considerado, na taxonomia europeia, um investimento de descarbonização para efeitos de financiamento bancário”. Maria João Carioca fala sobre o investimento de cerca de 600 milhões de euros em combustíveis renováveis e hidrogénio, o papel das regras europeias na transição sustentável, as diferenças entre tipos de petróleo, os desafios de ser Co-CEO e as razões pelas quais ainda há poucas mulheres no topo das empresas.
José Maria Ferreira é o convidado de Conversas com CEO.
O presidente executivo da Havelar propõe que se use uma parte dos campos de futebol abandonados para fazer bairros de cerca de 50 casas, que tanto podem ser impressas como de construção industrial, considerando que seria muito rápida a concretização desses projetos. José Maria Ferreira identifica as vantagens da técnica da impressão na construção em matéria de economia circular e redução de resíduos, condições de trabalho e até resolução do problema da falta de mão-de-obra. Neste momento tem parcerias com a Cimpor, a Amorim e ainda com a Universidade da Coruña, envolvendo a Inditex para a concepção de materiais de impressão que integrem resíduos têxteis.
Germano de Sousa é o convidado de Conversas com CEO.
O co-CEO do Grupo Germano de Sousa fala sobre os avanços da ciência e sobre como a possibilidade de identificar a doença antes de ela surgir pode contribuir não apenas para melhorar a qualidade de vida, mas também para reduzir os custos na saúde. José Germano de Sousa aborda ainda a acusação de cartelização, os desafios que a inovação acelerada coloca à gestão, as vantagens de uma empresa familiar e a forma como se gere a sucessão num grupo que acaba de completar meio século de existência.
O presidente do Grupo DST defende que os ministros e os empresários deviam ter psicólogos sociais, para perceberem como se tomam decisões e porque é que esse mecanismo é egoísta, enquadrando assim a razão pela qual apenas uma pequena fração da descida do IVA para 6% na construção irá para quem compra casa. Deveriam ler obrigatoriamente o livro do Nobel da Economia Daniel Kahneman, “Pensar, Depressa e Devagar”.José Teixeira aponta para a construção industrial aposta que está a fazer com arquitetos de referência. “Um pobre vai ter uma casa desenhada por Aires Mateus.”Os condicionalismos da contratação pública, que limita a inovação, um código de construção antigo, a falta de resposta da E-Redes e as garantias bancárias são alguns dos obstáculos que identifica como prioritários a resolver para termos mais habitação e menos cara.Com uma abordagem inovadora na gestão de recursos humanos, fala-nos ainda das iniciativas culturais dirigidas aos trabalhadores. O seu desafio é dar condições de liberdade às equipas, porque “atrás da liberdade vem a criatividade e, através da criatividade, o negócio”.
O diretor da Católica Lisbon analisa como o mundo passou de um modelo de globalização para uma “blocalização”, uma luta entre blocos que só defendem os seus interesses. Num quadro destes, entende que a União Europeia tem de criar aliados sólidos, como o Canadá e a Austrália, e fazer alinhamentos táticos com a China, a Índia e o Brasil. Filipe Santos fala também da sua experiência como jovem emigrante, que deu aulas nos Estados Unidos e no INSEAD, em França, dos desafios que o ensino universitário enfrenta e das oportunidades que se abrem a Portugal neste novo quadro geopolítico. Sem esquecer que beneficiar dessas vantagens traz desafios, como a resolução do problema da habitação. Defende que “é preciso um investimento rápido e grande em habitação”, alertando ainda que “o problema da classe média é a carga fiscal muito elevada sobre o trabalho para rendimentos muito baixos”.
Joana Gomes Cardoso é a convidada de Conversas com CEO.
A comissária-geral de Portugal na Expo Osaka diz que se criou um momento extremamente propício para Portugal em relação ao Japão e a países asiáticos como a Coreia e a China. Para já, houve negócios de anos que se concretizaram, com especial relevo para as empresas familiares, e acordos com universidades. Reconhece que a contratação pública e a instabilidade política foram os maiores desafios que enfrentou na organização da Expo Osaka, desejando agora que não se perca a experiência e o know-how que se acumulou, aproveitando-os para as duas que já estão a chegar, em Belgrado, em 2027, e na Arábia Saudita, em 2030. Falou também de como a sua vida de adolescente no Japão a ajudou a vencer desafios na organização e a ajudar outros países a compreender o temperamento de um país que, diz, é muito parecido com o dos portugueses. Como nós, não conseguem dizer não.
Professor nos Estados Unidos e um dos poucos economistas que se dedica a investigar a importância da Justiça para a economia, alerta que não é possível fazer uma reforma do Estado sem incomodar as pessoas, como o Governo diz. Nuno Garoupa é a favor da delação premiada acompanhada de uma reforma do Ministério Público que passa pela sua hierarquização, com perda de autonomia dos procuradores. E considera que a Justiça em Portugal não tem menos recursos do que em Espanha, França ou Alemanha. O economista aborda das razões pelas quais deixou Portugal, das dificuldades em regressar, do que são hoje os Estados Unidos e dos desafios que Portugal enfrenta.
Luís Laginha de Sousa é o convidado de Conversas com CEO.
O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) marca a estreia da quinta temporada do “Conversas com CEO”. Luís Laginha de Sousa fala dos desafios de um mercado bolsista português cada vez com menos empresas cotadas, da importância da literacia financeira, dos riscos e oportunidades dos influenciadores financeiros e da proteção dos investidores que sofreram com casos como o do BES. Considera que os reguladores e supervisores não devem ser paternalistas e defende que a literacia financeira deve começar no ensino o mais cedo possível. Gostaria de ver o mercado com mais empresas cotadas e identifica os pilares em que seria preciso atuar para que isso acontecesse, contribuindo para um objetivo ainda mais importante: ultrapassar o défice de capital do país.
Os esquemas complementares de pensões, a fiscalidade e um quadro que não desincentive o crescimento das empresas são os três elementos que considera essenciais para ter um mercado de capitais mais dinâmico. E deixa um desejo para o seu mandato: “um mercado com mais emitentes, com mais instrumentos e com uma maior parte da riqueza financeira transacionada em mercado”.
O presidente executivo do grupo Ageas Portugal afirma que há “um repensar do ramo” dos seguros de saúde e que esta estratégia permite que o cliente beneficie por estar mais saudável, “o que vai ajudar a reduzir o seu custo do seguro”. Fala do tempo em que foi deputado, do burnout que mudou a sua vida e da importância ou peso que é, ou foi, ser filho de Luís Filipe Menezes. Garante que não pretende regressar à política e mostra-se preocupado com a dificuldade em atrair os melhores para este campo.Aborda os riscos ambientais, as estratégias de investimento da companhia e a regulação europeia, feita de siglas e relatórios que, diz, não se percebe quem os vai ler. Sobre as pensões, deixa o alerta: se não investirmos em complementos de reforma, será difícil manter o estilo de vida na última fase da vida. Este é o último episódio da quarta temporada do “Conversas com CEO”. A próxima temporada regressa depois do Verão.
O médico cirurgião especializado em cancro da mama e fundador do Laboratório de Cirurgia Digital da Fundação Champalimaud é um entusiasta da aplicação da robótica, da inteligência artificial e da realidade aumentada à medicina. Fala dos óculos de realidade aumentada, já em uso na Fundação, que oferecem ao cirurgião uma visão sobre-humana da anatomia do doente. É esta a nova medicina, que já começou a transformar a prática clínica e a forma como as consultas são conduzidas.O tradicional "Dr. Google" está a ser ultrapassado por aplicações que permitem ao doente chegar à consulta já com um rastreio efetuado, o que altera profundamente a dinâmica entre médico e paciente. Esta revolução tecnológica vai exigir mudanças profundas no ensino da medicina e na educação em geral, com impacto desde os primeiros anos de escolaridade.Os exemplos não se esgotam. Há aplicações de telemóvel capazes de detetar diabetes através da voz e implantes que devolvem a capacidade de dar passos a quem depende de uma cadeira de rodas.
Gabriela Almeida é a convidada de Conversas com CEO.
A CEO da NS2 – Nitrogen Sensing Solutions explica que começou a doer-lhe deixar a investigação de doutoramento na gaveta e que, aos 50 anos, com os filhos criados, decidiu fazer um curso que mudou a sua vida. Pouco tempo depois, lançava a startup que desenvolve biossensores para detetar nitratos, nitritos e amónio no local e em tempo real, com transferência de dados para uma aplicação.A aquacultura e a agricultura de precisão são alguns dos setores que precisam de um produto como este. Gabriela Almeida partilha o caminho que percorreu, os objetivos que tem a curto prazo e o sonho de um dia vender a empresa porque, diz, “era a maior validação” para o trabalho que tem desenvolvido.
O presidente do Banco Montepio defende que o mercado de capitais precisa de mecanismos que funcionem como fontes alternativas de financiamento. Com a dimensão da economia portuguesa, “podíamos fazer mais”, afirma.
“A cultura come a estratégia ao pequeno-almoço.” A frase é citada por Pedro Leitão a propósito da declaração de guerra do Governo à burocracia, enquadrando-a no percurso de mudança do Banco Montepio desde que assumiu a liderança, em janeiro de 2020. As mudanças fazem-se com as pessoas, sublinha, lembrando que o plano estratégico da instituição contou com a participação de 200 colaboradores.
Pedro Leitão fala sobre o presente e o futuro da banca. Reconhece que investir em cibersegurança é “mais caro, mais criativo e evolui mais rapidamente” do que investir em portas de segurança num balcão bancário. Sobre o futuro da rede física, diz que depende dos clientes e admite que a banca não está na vanguarda da oferta digital, tendo de aprender, nomeadamente com o setor da Saúde. Considera ainda que, mais do que concorrência em Portugal, falta garantir condições iguais face à banca europeia.
A presidente executiva da Veolia Portugal, empresa que atua nas áreas da gestão de resíduos, água e energia, afirma que espera começar a injetar biometano na rede de gás já no próximo ano. Considera que esta é uma das áreas a que o Governo deve dar prioridade, assim como ao fim do estatuto de resíduo, para que alguns materiais possam regressar à economia.A eletrificação, com o objetivo de descarbonizar e tornar a Europa independente dos combustíveis fósseis, está a criar dependência de matérias-primas críticas. Para alcançar uma verdadeira independência, defende que a Europa tem de tornar a economia circular.
Pedro Fontes Falcão é o convidado de Conversas com CEO.
O co-diretor do Executive MBA do ISCTE Executive Education refere que muita coisa mudou desde que os casos do BES e da PT expuseram problemas na governação, como, por exemplo, a existência de mais administradores não executivos e independentes, o que ajuda no escrutínio das decisões. No seu entender, ainda falta uma cultura de desafio, principalmente dos não executivos aos executivos, de questionar as decisões sem receio.Pedro Fontes Falcão relembra a difícil experiência como administrador não executivo da CGD, quando o então ministro das Finanças, Mário Centeno, quis substituir a administração. E fala do que mudou na governação das empresas desde a crise financeira, alertando que “não há proteção contra pessoas claramente desonestas e malformadas”.
O diretor e fundador do Grupo Actuarial fala dos desafios da Segurança Social e do SNS e, sobre os seguros de saúde que os governos gostariam que fossem vitalícios, diz que as companhias não estão em condições de os oferecer. Coloca como alternativa um esquema em que o Estado funcionaria como ressegurador. A liderar um grupo que presta serviços atuariais às seguradoras e está presente em 21 países, com escritórios em Lisboa, Dubai e Hong Kong, Luís Portugal defende, para Portugal, a criação de um plano nacional de gestão com todos os riscos, e não apenas incluindo os terramoto.
O Jornal de Negócios lançou, em 2020, a iniciativa Negócios Sustentabilidade 20|30, o maior projeto editorial em Portugal em matéria de sustentabilidade, divulgando os desafios e as boas práticas nas diferentes áreas: ambiental, social e governance. A urgência da ação é hoje maior, seja na erradicação da pobreza, na redução das desigualdades, no combate às alterações climáticas, na proteção dos ecossistemas, na melhoria da educação e da saúde, na construção de sociedades mais inclusivas, com respeito pela igualdade e diversidade..