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CULTURA GERAL
Marcus Fernando
1 episodes
6 days ago

A história do Brasil guarda um capítulo sombrio que começa a partir do Golpe Militar de 1964. É o fim da democracia, com a revogação dos direitos constitucionais, a perseguição política, a repressão e a censura. Com a promulgação do AI-5, toda forma de comunicação passa a ser previamente aprovada por agentes do governo.  A insatisfação com a falta de liberdade de expressão levou muitos compositores a protestar através das letras de suas músicas, muitas vezes de forma cifrada. A resposta vinha em forma de cortes, veto e até punição. Alguns foram presos, outros exilados, outros se auto-exilaram com medo do que estaria por vir.  A tesoura da censura foi ficando cada vez mais afiada e cortava não apenas versos de protesto, mas também aqueles que (teoricamente) feriam valores morais, éticos ou religiosos. Qualquer frase podia ser interpretada pelos censores como contrária aos interesses do regime e a música vetada para reprodução em discos ou execução pública.  Tanto a chamada MPB, com letras mais contundentes, quanto a música popular, com suas histórias de amor derramadas, e o pop rock, com sua irreverência, foram vítimas do aparelho repressivo montado pela ditadura militar. De Chico Buarque a Odair José, de Geraldo Vandré a Raul Seixas, todos sofrem com o cuitelo vil da censura.  O podcast CALE-SE: A CENSURA MUSICAL traz à tona uma amostragem significativa desse repertório, contextualizado através das diferentes (e em muitos casos, surpreendentes) motivações de veto a canções produzidas em um dos períodos mais ricos da música brasileira. 

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A história do Brasil guarda um capítulo sombrio que começa a partir do Golpe Militar de 1964. É o fim da democracia, com a revogação dos direitos constitucionais, a perseguição política, a repressão e a censura. Com a promulgação do AI-5, toda forma de comunicação passa a ser previamente aprovada por agentes do governo.  A insatisfação com a falta de liberdade de expressão levou muitos compositores a protestar através das letras de suas músicas, muitas vezes de forma cifrada. A resposta vinha em forma de cortes, veto e até punição. Alguns foram presos, outros exilados, outros se auto-exilaram com medo do que estaria por vir.  A tesoura da censura foi ficando cada vez mais afiada e cortava não apenas versos de protesto, mas também aqueles que (teoricamente) feriam valores morais, éticos ou religiosos. Qualquer frase podia ser interpretada pelos censores como contrária aos interesses do regime e a música vetada para reprodução em discos ou execução pública.  Tanto a chamada MPB, com letras mais contundentes, quanto a música popular, com suas histórias de amor derramadas, e o pop rock, com sua irreverência, foram vítimas do aparelho repressivo montado pela ditadura militar. De Chico Buarque a Odair José, de Geraldo Vandré a Raul Seixas, todos sofrem com o cuitelo vil da censura.  O podcast CALE-SE: A CENSURA MUSICAL traz à tona uma amostragem significativa desse repertório, contextualizado através das diferentes (e em muitos casos, surpreendentes) motivações de veto a canções produzidas em um dos períodos mais ricos da música brasileira. 

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CULTURA GERAL
CALE-SE - a censura musical

A história do Brasil guarda um capítulo sombrio que começa a partir do Golpe Militar de 1964. É o fim da democracia, com a revogação dos direitos constitucionais, a perseguição política, a repressão e a censura. Com a promulgação do AI-5, toda forma de comunicação passa a ser previamente aprovada por agentes do governo.  A insatisfação com a falta de liberdade de expressão levou muitos compositores a protestar através das letras de suas músicas, muitas vezes de forma cifrada. A resposta vinha em forma de cortes, veto e até punição. Alguns foram presos, outros exilados, outros se auto-exilaram com medo do que estaria por vir.  A tesoura da censura foi ficando cada vez mais afiada e cortava não apenas versos de protesto, mas também aqueles que (teoricamente) feriam valores morais, éticos ou religiosos. Qualquer frase podia ser interpretada pelos censores como contrária aos interesses do regime e a música vetada para reprodução em discos ou execução pública.  Tanto a chamada MPB, com letras mais contundentes, quanto a música popular, com suas histórias de amor derramadas, e o pop rock, com sua irreverência, foram vítimas do aparelho repressivo montado pela ditadura militar. De Chico Buarque a Odair José, de Geraldo Vandré a Raul Seixas, todos sofrem com o cuitelo vil da censura.  O podcast CALE-SE: A CENSURA MUSICAL traz à tona uma amostragem significativa desse repertório, contextualizado através das diferentes (e em muitos casos, surpreendentes) motivações de veto a canções produzidas em um dos períodos mais ricos da música brasileira. 

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5 years ago
39 minutes 3 seconds

CULTURA GERAL

A história do Brasil guarda um capítulo sombrio que começa a partir do Golpe Militar de 1964. É o fim da democracia, com a revogação dos direitos constitucionais, a perseguição política, a repressão e a censura. Com a promulgação do AI-5, toda forma de comunicação passa a ser previamente aprovada por agentes do governo.  A insatisfação com a falta de liberdade de expressão levou muitos compositores a protestar através das letras de suas músicas, muitas vezes de forma cifrada. A resposta vinha em forma de cortes, veto e até punição. Alguns foram presos, outros exilados, outros se auto-exilaram com medo do que estaria por vir.  A tesoura da censura foi ficando cada vez mais afiada e cortava não apenas versos de protesto, mas também aqueles que (teoricamente) feriam valores morais, éticos ou religiosos. Qualquer frase podia ser interpretada pelos censores como contrária aos interesses do regime e a música vetada para reprodução em discos ou execução pública.  Tanto a chamada MPB, com letras mais contundentes, quanto a música popular, com suas histórias de amor derramadas, e o pop rock, com sua irreverência, foram vítimas do aparelho repressivo montado pela ditadura militar. De Chico Buarque a Odair José, de Geraldo Vandré a Raul Seixas, todos sofrem com o cuitelo vil da censura.  O podcast CALE-SE: A CENSURA MUSICAL traz à tona uma amostragem significativa desse repertório, contextualizado através das diferentes (e em muitos casos, surpreendentes) motivações de veto a canções produzidas em um dos períodos mais ricos da música brasileira.