
No sexto episódio do Discopatas, voltamos ao Brasil para analisar um dos maiores fenômenos da história da nossa música. Em plena ditadura militar, um trovão de cores, maquiagem e talento rompeu o silêncio: vamos falar de "Secos e Molhados" (1973), o álbum de estreia que apresentou ao país o grupo homônimo.
Este disco não foi apenas um lançamento, foi um acontecimento cultural. Apresentando a voz única e a performance andrógina de Ney Matogrosso, ao lado das composições geniais de João Ricardo e Gerson Conrad, o álbum quebrou todas as barreiras. Misturando rock, poesia concreta, música folclórica portuguesa, MPB e glam rock, o "disco do pingo" tornou-se um sucesso comercial avassalador em um cenário improvável.
Com hinos eternos como “Sangue Latino”, “O Vira” e a devastadora “Rosa de Hiroshima”, "Secos e Molhados" provou que a arte podia ser popular, revolucionária e sofisticada, tudo ao mesmo tempo.
É sobre este marco zero, o disco que redefiniu a estética e a ousadia da música brasileira, que falamos neste episódio.
Sintonize na Rádio Antena Zero, a rádio rock independente que valoriza a música fora do circuito comercial, e acompanhe o Discopatas todos os sábados às 19h30. Uma viagem aos primeiros passos que moldaram as lendas da música.
Uma viagem pelos discos que deram o pontapé inicial em trajetórias musicais inesquecíveis.
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