A virada do ano costuma criar a ilusão de mudança. Orçamentos são revistos, planos são reabertos e expectativas de crescimento reaparecem. Mas quando o regime não muda, decidir como se tivesse mudado destrói valor.
Neste episódio, discutimos por que, em continuidade de regime, errar menos pode ser uma estratégia superior a crescer cedo demais.
(Este áudio é uma adaptação do texto publicado no Substack, criado como Resumo de Áudio no NotebookLM).
Grande parte das decisões empresariais erradas não nasce de má execução, mas de um erro anterior: assumir mudança de regime onde ela não ocorreu.
Neste episódio, exploramos:
A conversa parte de um ponto simples: calendários mudam, regimes não. E quando o regime permanece restritivo, decisões irreversíveis precisam ser tratadas com muito mais cautela.
Você encontra o artigo completo no Substack:
👉 https://caesarcarrera.substack.com/p/orcamento-e-preservacao-de-valor
A leitura dominante sobre 2026 sugere alívio monetário e retomada gradual da atividade.
Este episódio discute por que essa interpretação é incompleta e como o custo de capital segue condicionando decisões econômicas relevantes.
(Este áudio é uma adaptação do texto publicado no Substack, criado como Resumo de Áudio no NotebookLM)
A análise parte da ideia de continuidade de regime econômico, e não de transição cíclica. Mesmo com o início esperado dos cortes da Selic, juros reais elevados, prêmio de risco persistente, incerteza fiscal e volatilidade cambial mantêm o custo de capital em patamar restritivo.
Nesse contexto, o investimento segue seletivo. O CAPEX tende a priorizar manutenção, eficiência e preservação de caixa, enquanto projetos marginais deixam de ser viáveis diante de hurdle rates elevados. O episódio também discute os limites da taxa de desemprego como indicador prospectivo, dadas as defasagens da política monetária, e analisa a interação entre processo eleitoral, câmbio e expectativas.
O argumento central é que 2026 será menos um ano de crescimento por volume e mais um ano de gestão de valor sob incerteza, no qual disciplina de capital e governança importam mais do que timing.
Você encontra o artigo completo no Substack: https://caesarcarrera.substack.com/p/2026-perspectiva-economica-brasil
O ano de 2025 não encerrou um ciclo econômico no Brasil. Consolidou um equilíbrio.
[Este áudio é uma adaptação do texto publicado no Substack, criado como Resumo de Áudio no NotebookLM]
Neste episódio, apresento a leitura desenvolvida na retrospectiva econômica de 2025: a economia brasileira passou a operar dentro de uma armadilha de coordenação — um equilíbrio emergente, no qual agentes racionais, agindo de forma defensiva sob restrições fiscais, monetárias e externas mais duras, reproduzem um resultado estável, porém inferior.
Não se trata de erro pontual de política econômica nem de falta de diagnóstico técnico. O que se observa é a interação estratégica entre Banco Central, política fiscal, setor privado e mercado de trabalho, em um ambiente internacional mais hostil, marcado pelo avanço do protecionismo e pela fragmentação das cadeias globais.
Ao longo do episódio, discuto:
O argumento central é simples e incômodo: persistir nesse equilíbrio também é uma escolha — ainda que raramente assumida como tal. Rompê-lo exige movimentos assimétricos, concentrados no curto prazo e politicamente custosos.
> Você encontra o artigo completo no Substack: https://caesarcarrera.substack.com/p/2025-e-a-armadilha-de-coordenacao