Se a nossa vida é uma travessia marcada por ventos contrários, companhias inesperadas, perdas necessárias e esperanças testadas, em quem confiamos quando o sol e as estrelas desaparecem por muitos dias?
Se nossa fé fosse provada hoje, seria vista como dependente da ajuda de Deus ou da nossa própria força?
Se a verdadeira vida nasce dessa confiança pessoal em Jesus, que outro caminho poderia conduzir à herança eterna ?
Se cremos que Deus criou todas as coisas do nada, por que considerar impossível que Ele restaure aquilo que já criou?
Quantas vezes a verdade nos convence, mas não nos converte, como aconteceu com Agripa?
De que vale toda a pompa, poder e reconhecimento humano, se falta ao homem o discernimento espiritual para reconhecer que Cristo vive?
Quando a verdade nos expõe ao risco, escolhemos o caminho mais seguro ou a coragem de viver segundo a consciência diante de Deus?
De que adianta defender a religião com palavras, se negamos a justiça, a verdade e a misericórdia quando elas nos confrontam?
De que adianta amar o som suave do evangelho, se o coração se recusa a obedecer ao chamado urgente do arrependimento hoje?
Se cremos na ressurreição, como viver sem cuidar da consciência diante de Deus e dos homens?
Se Paulo adorava o mesmo Deus, cria na mesma Lei e nos mesmos Profetas, em que sentido o Caminho poderia ser chamado de heresia?
De que vale a eloquência da malícia diante da verdade sustentada por Deus?
Se o próprio Cristo se colocou ao lado de Paulo na noite escura, por que duvidamos de Sua presença nos nossos momentos de cansaço e medo?
E se a ressurreição dos mortos é a esperança que sustenta os vivos, como caminhar sem que essa certeza ilumine cada passo da nossa vida presente?
E que título humano pode se comparar ao privilégio eterno de ser chamado filho de Deus?
De que serve dirigir palavras à multidão que só se move pelo impulso da emoção?
Se Paulo precisou provar a sinceridade da sua fé, por que nós seríamos poupados disso?
Quantas vezes o preconceito é tão alto que abafa até a verdade mais bem explicada?
Como pode um coração movido pela fé transformar-se em uma arma de violência contra o próprio propósito de Deus?
Se Paulo abriu mão de seus próprios direitos para não ferir os fracos e preservar a unidade da Igreja, como poderíamos nós insistir em preferências pessoais ao custo do amor?