
Como sujeitos políticas e de direito, as crianças interpretam e selecionam as informações que chegam até elas, promovem descontinuidades e reivindicam formas específicas de ser e estar no mundo. As crianças que escapam às normas regulatórias de sexo/gênero e de raça, impostas pela cisgeneridade heterossexual branca, formam um grupo específico ao qual chamamos de infâncias em dissidências, tema discutido neste episódio pela professora Megg Rayara Gomes de Oliveira. Embora as infâncias em dissidência sejam plurais, este episódio dedica um pouco mais de tempo às crianças trans, negras e brancas e a relação que estabelecem com o sistema de educação formal. A professora também destaca a necessidade de se fazer um debate de maneira interseccional, uma vez que as experiências das crianças trans negras são atravessadas por subjetividades específicas que podem contribuir, positivamente ou não, nos processos de construção de suas identidades.