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Freud Que Eu Te Escuto
Alexandre Spinelli Ferreira
178 episodes
1 day ago
Descubra a obra e a vida de Freud de forma acessível! No nosso podcast, você encontrará leituras cuidadosas de artigos, cartas e outros textos de Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise. Cada episódio é uma oportunidade para aprofundar seu conhecimento sobre psicanálise e explorar os pensamentos e teorias que revolucionaram a compreensão da mente humana. Utilizamos as traduções de Paulo César de Souza, da Cia das Letras. Se está gostando do podcast e quer nos ajudar a continuar, que tal se tornar um assinante? Clique aqui: https://creators.spotify.com/pod/profile/freudqueeuteescuto/subscribe
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Descubra a obra e a vida de Freud de forma acessível! No nosso podcast, você encontrará leituras cuidadosas de artigos, cartas e outros textos de Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise. Cada episódio é uma oportunidade para aprofundar seu conhecimento sobre psicanálise e explorar os pensamentos e teorias que revolucionaram a compreensão da mente humana. Utilizamos as traduções de Paulo César de Souza, da Cia das Letras. Se está gostando do podcast e quer nos ajudar a continuar, que tal se tornar um assinante? Clique aqui: https://creators.spotify.com/pod/profile/freudqueeuteescuto/subscribe
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Episodes (20/178)
Freud Que Eu Te Escuto
Textos Breves (1937 - 1938)

Neste episódio, apresento a leitura dos Textos Breves (1937–1938) — os últimos escritos de Freud, marcados por lucidez, ironia e uma serenidade trágica diante do fim da vida e da ascensão da barbárie na Europa.


Esses textos reúnem reflexões pessoais, anotações teóricas e observações políticas, revelando o Freud mais humano e mais direto, já consciente da proximidade da morte e do colapso da civilização que tanto analisara.


Entre os textos lidos estão:

  • Lou Andreas-Salomé (1861–1937) – necrológio comovente dedicado à amiga, escritora e psicanalista, onde Freud celebra sua autenticidade e força interior.

  • Conclusões, Ideias, Problemas – fragmentos de pensamentos de 1937, breves anotações que tocam temas como a inveja do pênis, a origem da culpa, o misticismo e a estrutura do aparelho psíquico.

  • Um Comentário sobre o Antissemitismo – texto de notável coragem, em que Freud ironiza o moralismo cristão e denuncia a hipocrisia das condenações superficiais ao ódio contra os judeus.

  • O Antissemitismo na Inglaterra – sua última carta publicada, escrita já exilado em Londres, para o editor da Time and Tide, onde reflete sobre a perda da pátria e o silêncio digno diante da violência e da injustiça.


Freud segue agudo, indignado e espiritualmente livre. Mesmo em meio ao exílio e à doença, permanece fiel ao pensamento crítico e à coragem intelectual que moldaram todo o século XX.


📖 Textos publicados nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 19 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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1 month ago
12 minutes 24 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Prefácios e Textos Breves (1930-1936)

Neste episódio, apresento a leitura dos Prefácios e Textos Breves (1930–1936) — um conjunto de escritos que, embora curtos, revelam um Freud maduro, atento ao mundo e às pessoas, oscilando entre o rigor científico e a ternura pessoal.


São textos de circunstância, cartas, apresentações e reflexões que mostram o psicanalista em seu convívio com discípulos, amigos e instituições. Entre eles estão:

  • Apresentação de The Medical Review of Reviews – observações sobre a recepção da psicanálise nos Estados Unidos, com seu tom crítico e irônico.

  • Prólogo a Dez Anos do Instituto Psicanalítico de Berlim – homenagem à criação do instituto e à dedicação de Max Eitingon.

  • O Parecer no Processo Halsmann – comentário sobre o uso indevido do complexo de Édipo como argumento jurídico.

  • Apresentação de Elementos di Psicoanalisi, de Edoardo Weiss – reconhecimento do rigor e clareza do discípulo italiano.

  • Excerto de uma Carta a Georg Fuchs – reflexão amarga sobre a “brutalidade da civilização” e a impossibilidade de reformá-la sem recursos morais e econômicos.

  • Carta ao Prefeito da Cidade de Príbor – um agradecimento emocionado pela placa em sua casa natal, onde ele relembra a “criança feliz de Freiberg”.

  • Apresentação de Teoria Geral das Neuroses sobre Base Psicanalítica, de Hermann Nunberg – elogio à profundidade e à consistência teórica da obra.

  • Prólogo ao Dicionário de Psicanálise, de Richard Sterba – incentivo ao esforço acadêmico e ao trabalho de precisão conceitual.

  • Sándor Ferenczi (1873–1933) – homenagem ao amigo e parceiro de ideias, reconhecendo sua genialidade e o afastamento final.

  • Prólogo a Edgar Poe: Estudo Psicanalítico, de Marie Bonaparte – valorização do olhar psicanalítico sobre a arte e o gênio criativo.

  • A Thomas Mann em seu 60o Aniversário – breve mensagem de admiração e respeito ético, recusando o elogio exagerado.

  • A Sutileza de um Ato Falho – análise de um pequeno erro de escrita que revela, com humor, a complexidade dos processos psíquicos cotidianos.


Um compêndio delicado e multifacetado — entre a despedida e o legado — em que Freud escreve menos como o fundador da psicanálise e mais como um homem diante do tempo, da cultura e da memória.


📖 Textos publicados nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 18 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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1 month ago
28 minutes 19 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Sobre a Sexualidade Feminina (1931)

Neste episódio, leio Sobre a Sexualidade Feminina (1931), um dos textos mais complexos e fascinantes de Freud — e também um dos mais discutidos até hoje. Nele, Freud aprofunda as diferenças entre o desenvolvimento sexual masculino e feminino, questionando a universalidade do complexo de Édipo e revelando o papel decisivo da fase pré-edípica, marcada pela ligação intensa da menina à mãe.


Freud afirma: “Foi necessário admitir a possibilidade de que certo número de mulheres se detém na ligação original com a mãe e jamais se volta realmente para o homem.” Essa constatação o leva a rever uma de suas próprias teses centrais: a de que o complexo de Édipo seria o núcleo de todas as neuroses.


A partir dessa virada teórica, ele descreve com precisão a transição da menina da mãe para o pai, o papel do complexo de castração, as três possíveis direções do desenvolvimento feminino — renúncia, persistência da masculinidade, ou realização da feminilidade — e a ambivalência entre amor e hostilidade que permeia as relações entre mãe e filha.


Freud reconhece que a feminilidade emerge não como simples espelho da masculinidade, mas como um percurso próprio, cheio de rupturas e regressões. “A fase de exclusiva ligação à mãe assume na mulher uma importância bem maior do que no homem”, escreve, propondo uma leitura que se tornaria fundadora para toda a psicanálise posterior sobre o feminino.


Um texto denso, histórico e corajoso — onde Freud se aproxima da sombra e da complexidade do que chama de “mistério da feminilidade”.


📖 Texto publicado nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 18 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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1 month ago
40 minutes 19 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Um Distúrbio de Memória na Acrópole (Carta a Romain Rolland, 1936)

Neste episódio, apresento a leitura de Um Distúrbio de Memória na Acrópole (1936), a célebre carta de Freud ao escritor Romain Rolland, escrita quando Freud já estava idoso e fragilizado, mas ainda capaz de transformar uma lembrança pessoal em uma profunda reflexão psicanalítica.


Ele narra uma viagem a Atenas, feita com o irmão, e o estranho sentimento que o tomou ao subir à Acrópole: “Então tudo isso existiu realmente, tal como aprendemos na escola.” — um pensamento banal à primeira vista, mas que se revela, sob análise, uma chave para o inconsciente.


Freud investiga o episódio como se fosse um de seus pacientes, transformando o próprio espanto em objeto de estudo. Descobre ali um conflito interno entre prazer e culpa — a sensação de “ter ido longe demais”, de ter superado o pai e transgredido um interdito antigo. “Há algo errado nisso, algo proibido desde sempre. É como se o essencial do êxito fosse chegar mais longe que o pai.”


O texto é um dos últimos em que Freud fala de si com tanta lucidez e humanidade. Nele, encontramos o teórico e o homem, o cientista e o filho — reunidos na lembrança de um instante em que o real e o simbólico se confundem sob o sol da Acrópole.


📖 Texto publicado nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 18 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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2 months ago
20 minutes 47 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Meu Contato com Josef Popper-Lynkeus (1932)

Neste episódio, apresento a leitura de Meu Contato com Josef Popper-Lynkeus (1932), texto em que Freud revisita as origens da psicanálise e reflete sobre seu encontro intelectual — ainda que nunca pessoal — com o pensador austríaco Josef Popper-Lynkeus.


Freud rememora o momento de nascimento de A Interpretação dos Sonhos e descreve, com rara franqueza, a busca por compreender os distúrbios psíquicos que a medicina de sua época não sabia tratar. “Era preciso buscar novos caminhos. E como era possível ajudar os doentes se nada se compreendia dos seus males?” — escreve ele, explicando como a investigação dos sonhos se tornou uma via para a alma.


Ao descobrir, anos mais tarde, a obra Fantasias de um Realista, de Popper-Lynkeus, Freud encontra nela uma surpreendente afinidade: o autor descreve um homem cujos sonhos nunca eram absurdos — alguém “não dividido”, em harmonia interior. Freud reconhece ali uma formulação intuitiva da própria teoria da deformação onírica: “A deformação era um compromisso, resultado do conflito entre pensamento e sentimento.”


Em Popper, Freud vê um ideal humano — íntegro, ético, livre de falsidade — e, ao mesmo tempo, um espelho do que a psicanálise busca compreender: o equilíbrio entre instinto e cultura, entre desejo e repressão. Com ternura e melancolia, confessa: “Adiei uma visita até que foi tarde demais, e pude apenas cumprimentar seu busto no parque de nossa prefeitura.”


Um texto tocante, entre a lembrança e a admiração, em que Freud fala tanto de Popper quanto de si mesmo.


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2 months ago
14 minutes 34 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Por Que a Guerra? (Carta a Eisntein, 1932)

Neste episódio, apresento a leitura de Por que a Guerra?, a famosa correspondência entre Sigmund Freud e Albert Einstein, escrita em 1932 a convite da Liga das Nações. Nela, dois dos maiores pensadores do século XX dialogam sobre uma das questões mais urgentes e dolorosas da humanidade: será possível livrar os homens da fatalidade da guerra?


Einstein pergunta, com angústia racional: “Há alguma forma de libertar a humanidade da ameaça da guerra?” — e Freud responde com a serenidade de quem conhece o terreno obscuro da alma: “Direito e violência são, na verdade, a mesma coisa; o direito é apenas a violência de uma comunidade organizada.”


Ao longo da carta, Freud percorre temas como a origem da agressividade, o instinto de morte, o papel da cultura e a difícil transformação da violência em laço social. “Tudo o que produz laços emocionais entre as pessoas tem efeito contrário à guerra”, escreve, antecipando o que hoje chamaríamos de educação emocional e ética coletiva.


Com lucidez e desalento, Freud reconhece que o fim das guerras dependeria não de tratados, mas de um amadurecimento interno da humanidade: “A guerra contraria de forma gritante as atitudes psíquicas que o processo cultural nos impõe. Simplesmente não mais a suportamos.”


Este é um dos textos mais comoventes e visionários de Freud — um apelo à razão e à empatia, escrito às vésperas da Segunda Guerra Mundial.


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2 months ago
30 minutes

Freud Que Eu Te Escuto
O Prêmio Goether (1930)

Neste episódio, apresento a leitura de O Prêmio Goethe (1930), composto pela Carta ao Dr. Alphonse Paquet e pelo Discurso na Casa de Goethe, em Frankfurt — textos em que Freud reflete sobre sua relação com Goethe, a psicanálise e o lugar do pensamento científico diante da arte e da genialidade.


Em tom ao mesmo tempo comovido e lúcido, Freud confessa: “Como até agora não fui mimado por homenagens públicas, arranjei-me de modo a poder passar sem elas.” No entanto, deixa transparecer a alegria genuína de receber o prêmio que leva o nome do homem que mais admirava entre os escritores alemães.


Em seu discurso, lê-se o tributo de um pensador ao outro: Freud aproxima Goethe de Leonardo da Vinci e reconhece em ambos o impulso de compreender as forças que movem a alma humana. “O trabalho de minha vida teve uma única meta: observar os distúrbios mais sutis das funções psíquicas de pessoas sãs e doentes.”


Ele reconhece em Goethe um precursor das ideias psicanalíticas — alguém que, muito antes de Freud, intuía os vínculos inconscientes, a força dos afetos primordiais e o papel dos sonhos: “Aquilo que não sabido ou não pensado pelos homens no labirinto do peito vaga durante a noite.”


Mais que uma homenagem, o texto é um diálogo entre dois gigantes — um poeta e um analista — sobre o enigma da criação, da culpa e da condição humana.


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2 months ago
13 minutes 29 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Textos Breves (1926-1929)

Neste episódio, leio uma coletânea de escritos curtos de Freud, produzidos entre 1926 e 1929. São textos de ocasião, homenagens, discursos e reflexões rápidas que, embora menos conhecidos, revelam muito da sua voz pessoal, de suas amizades e da forma como articulava ciência, cultura e vida.


Entre eles estão:

  • Carl Abraham, 1877–1925 – homenagem emocionada ao amigo e colaborador, falecido precocemente.


  • A Romain Rolland, no 60o aniversário – carta que combina admiração e reconhecimento pelo trabalho e pela humanidade de Rolland.


  • Discurso na Sociedade Filhos da Aliança – em que Freud fala sobre sua relação com o judaísmo e sobre a importância de pertencimento.


  • Apresentação de artigo de E. Pickworth Farrow – breve introdução que sublinha a relevância do texto de um colega.


  • A Ernest Jones, no 50o aniversário – mensagem que relembra a trajetória e a contribuição de um dos maiores divulgadores da psicanálise.


  • Carta sobre alguns sonhos de Descartes – reflexão curiosa sobre sonhos do filósofo, distinguindo o que se pode ler como expressão consciente e inconsciente.


Textos curtos, mas que revelam um Freud humano, em diálogo constante com seus pares, ora íntimo e afetuoso, ora preciso e científico. Um mergulho em registros que nem sempre chegam ao grande público, mas que ajudam a compreender a dimensão viva de sua obra.


📖 Textos publicados nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 17 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.

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2 months ago
13 minutes 46 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Carta a Theodor Reik

Neste episódio, apresento a leitura da Carta a Theodor Reik, escrita por Freud em 14 de abril de 1929. Trata-se de um documento curto, mas revelador, em que Freud deixa transparecer tanto sua relutância em escrever quanto suas percepções críticas a respeito da ética, da psicanálise e até mesmo de Dostoiévski.


Ele reconhece a natureza provisória e até “descuidada” do texto, confessando: “Agora só escrevo com relutância. Certamente você notou essa característica.” Ainda assim, a carta oferece passagens valiosas sobre a luta contra a masturbação, o sentimento de culpa e o vínculo entre neurose e compulsão.


Freud também faz observações pessoais e incisivas, como quando afirma: “Com toda a minha admiração pela intensidade e superioridade, eu não gosto de Dostoiévski. Minha paciência com naturezas patológicas se esgota na análise delas.”


Além disso, dialoga com Reik sobre visões da ética — a objetiva e a subjetiva — e sobre sua postura diante do futuro da humanidade. Apesar de reconhecer o pessimismo de seu interlocutor, Freud mantém uma réstia de abertura: “Apenas a pesquisa científica deve ser isenta de pressupostos. Nos outros tipos de reflexão, não se pode evitar a escolha de ponto de vista.”


Um texto breve, mas carregado de densidade, que mostra um Freud humano, crítico e, de certo modo, cansado.


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2 months ago
4 minutes 17 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Dostoiévski e o Parricídio (1928)

Neste episódio do Freud Que Eu Te Escuto, lemos um dos textos mais instigantes do volume tardio de Freud: Dostoiévski e o Parricídio (1928). Nele, Freud mergulha na complexa personalidade de Dostoiévski, entre o escritor genial, o moralista contraditório, o pecador e o neurótico.


Freud questiona: “Como devemos nos orientar nessa desconcertante complexidade?” e aponta que, se como escritor Dostoiévski alcançou alturas próximas a Shakespeare, como moralista acabou por se submeter às autoridades seculares e espirituais, desperdiçando a chance de se tornar libertador dos homens.


Um dos pontos centrais do ensaio é a relação entre os ataques epilépticos do autor e a neurose, compreendida a partir do assassinato do pai e do sentimento de culpa que o acompanha. Freud afirma: “O parricídio é o crime principal e primordial, tanto da humanidade como do indivíduo. É, de todo modo, a fonte principal do sentimento de culpa.”


No texto, vemos também a articulação entre o complexo de Édipo, a bissexualidade latente, a formação do supereu e a necessidade de punição. Para Freud, “Todo castigo é, no fundo, a castração, e, como tal, realização da velha atitude passiva para com o pai.”


Dostoiévski aparece, assim, como alguém dilacerado entre genialidade literária e compulsões destrutivas, entre amor desmedido e culpa esmagadora, entre a busca de redenção e a submissão à autoridade.


Prepare-se para uma leitura densa e fascinante, em que literatura, psicanálise e tragédia pessoal se entrelaçam.


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2 months ago
39 minutes 54 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Prefácios e Textos Breves (1923-1925)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, apresento uma coletânea de pequenos escritos de Freud, que vão desde prefácios a livros de colegas até cartas pessoais e declarações ocasionais.


Textos lidos neste episódio:

  • Prólogo ao relatório sobre a Policlínica Psicanalítica de Berlim, de Max Eitingon

  • Carta a Luis López-Ballesteros y de Torres

  • Carta a Fritz Wittels

  • Declaração sobre Charcot

  • Prólogo a A Juventude Abandonada, de August Aichhorn

  • Obituário de Joseph Breuer

  • Excerto de uma carta sobre o judaísmo

  • Mensagem na inauguração da Universidade Hebraica de Jerusalém


Freud escreve, ao recordar seu mestre em Paris:

“Entre muitos ensinamentos que, no passado, em 1886, me foram prodigalizados por Charcot na Salpêtrière, dois me deixaram uma impressão bastante profunda: que não devemos nos cansar de sempre considerar novamente os mesmos problemas e que não devemos nos preocupar com a oposição geral, se trabalhamos com honestidade.”


Em outro momento, refletindo sobre a educação de crianças desamparadas, ele afirma:

“Se educador aprendeu a análise mediante a experiência em sua própria pessoa e está em condição de aplicá-la a casos fronteiriços, então se deve permitir a ele o exercício da psicanálise e não lhe pôr nisso obstáculos por motivos mesquinhos.”


E, em tom autobiográfico, a propósito de Breuer, escreve:

“Ele disse naquele momento: ‘acho que é a coisa mais importante que nós dois teremos a comunicar ao mundo’.”


Reunidos, esses textos revelam um Freud íntimo, memorialista e também comprometido com o futuro da psicanálise, seja na formação de novos analistas, na educação, ou na fundação de instituições.


📖 Textos publicados nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 16 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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2 months ago
19 minutes 56 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Josef Popper-Lynkeus e a Teoria dos Sonhos (1923)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, Freud reflete sobre a questão da originalidade científica e reconhece como algumas de suas ideias fundamentais sobre os sonhos já haviam sido intuídas por outros pensadores. Em especial, ele destaca a obra de Josef Popper-Lynkeus, que, de forma independente, antecipou aspectos centrais da noção de censura onírica.


Freud escreve:

“Partindo do caráter estranho, confuso e insensato que apresentam muitos sonhos, ocorreu-me que o sonho tem de ser assim porque nele luta por exprimir-se algo que tem contra si a resistência de outros poderes da psique. (...) Chamei de censura onírica o poder psíquico que leva em conta essa contradição interior e deforma os impulsos instintuais primitivos do sonho.”


E completa:

“Mas justamente essa parte essencial de minha Teoria dos Sonhos foi descoberta por Popper-Lynkeus de forma independente.”


Neste texto breve, mas revelador, Freud reconhece a importância da “pureza e limpidez moral” do pensador austríaco, ao mesmo tempo em que reafirma a centralidade da censura onírica como chave para compreender a deformação dos conteúdos inconscientes nos sonhos.


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2 months ago
7 minutes 12 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Alguns Complementos à Interpretação dos Sonhos (1925)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, Freud retorna ao tema dos sonhos mais de duas décadas após a publicação de A Interpretação dos Sonhos, oferecendo acréscimos e reflexões que ampliam a teoria original. Ele discute os limites da interpretabilidade, a responsabilidade moral pelo conteúdo onírico e até a relação dos sonhos com o chamado “ocultismo”, em especial os sonhos proféticos e a telepatia.


Freud escreve:

“É claro que a pessoa tem de se considerar responsável pelos impulsos maus de seus sonhos. Que outra atitude se poderia ter para com eles? Se o conteúdo onírico, corretamente entendido, não é inspirado por outros espíritos, então é parte do meu ser.”


E ainda:

“Se frequentemente sucede o contrário, se lembramos dos sonhos até durante anos e decênios, isso sempre significa uma irrupção do inconsciente reprimido no eu normal.”


Neste texto, Freud reforça que o sonho não é um enigma isolado, mas uma formação psíquica passível de interpretação, embora nem sempre a análise consiga alcançar toda a sua extensão. Ao mesmo tempo, ele convida a pensar sobre a moralidade dos desejos revelados nos sonhos e não hesita em se aproximar de temas polêmicos, como a telepatia, sempre a partir do olhar psicanalítico.


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Freud Que Eu Te Escuto
Observações sobre a Teoria e a Prática da Interpretação dos Sonhos (1923)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, Freud retoma o tema dos sonhos vinte e três anos após a publicação de A Interpretação dos Sonhos. O texto reúne ajustes e aprofundamentos de sua técnica, mostrando a importância de considerar tanto as resistências quanto os diferentes caminhos que um sonho pode tomar dentro da análise.


Freud escreve:

“Sendo elevada a pressão, podemos chegar a saber de que coisas o sonho trata, mas não descobrimos o que diz acerca dessas coisas. É como se atentássemos para uma conversa distante ou voz muito baixa.”


E ainda:

“Com facilidade nos esquecemos de que, em geral, o sonho é apenas um pensamento como qualquer outro, possibilitado pelo relaxamento da censura e pelo reforço inconsciente, deformado pela interferência da censura e pela elaboração onírica.”


Neste artigo, Freud discute as diferentes técnicas de interpretação, a distinção entre sonhos “de cima” e “de baixo”, os sonhos de convalescença, os sonhos confirmadores e até os chamados sonhos de castigo. Ele mostra como o material onírico pode ser tanto um aliado no processo terapêutico quanto um campo de resistência, sempre exigindo a escuta atenta e a delicadeza do analista.


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Freud Que Eu Te Escuto
Algumas Consequências Psíquicas da Diferença Anatômica entre os Sexos (1925)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, entramos em um dos textos mais delicados e controversos de Freud, escrito em 1925. Aqui, ele se volta para a infância, para o primeiro florescimento da vida sexual, e busca compreender como a diferença anatômica entre os sexos determina caminhos psíquicos diversos.


Freud investiga o desenvolvimento do complexo de Édipo no menino e na menina, destacando o papel decisivo do complexo de castração. Para o menino, a ameaça de castração dissolve a posição edípica; para a menina, a experiência da falta é justamente o que introduz e possibilita o Édipo. É nesse ponto que ele formula uma das passagens mais célebres do texto:


“Enquanto o complexo de Édipo do menino sucumbe ao complexo de castração, o da menina é possibilitado e introduzido pelo complexo de castração.”


A partir dessa diferença estrutural, Freud descreve como a menina se afasta da mãe, toma o pai como objeto amoroso e passa a desejar, em lugar do pênis, a criança:


“A menina abandona o desejo de possuir o pênis para substituí-lo pelo desejo de ter uma criança e, com essa intenção, toma o pai por objeto amoroso. A mãe se torna objeto de ciúme. A menina se tornou uma pequena mulher.”


O artigo revela como, para Freud, a feminilidade e a masculinidade não são pontos de partida, mas destinos psíquicos atravessados por perdas, substituições e identificações. Trata-se de um texto fundamental para compreender tanto a teoria psicanalítica quanto os debates que ainda hoje ecoam em torno da diferença sexual e de suas consequências na subjetividade.


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📖 Textos publicados nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 16 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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2 months ago
24 minutes 11 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
As Resistências à Psicanálise (1925)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, leio o artigo “As resistências à psicanálise” (1925), presente no Volume 16 das Obras Completas de Sigmund Freud, publicado pela Companhia das Letras, em tradução de Paulo César de Sousa.


Freud escreve:

“É sabido que, frequentemente, na história da investigação científica, as novidades foram recebidas com intensa e obstinada resistência, e o curso posterior dos eventos demonstrou que ela era injusta, que a inovação era importante e valiosa.”


E ainda:

“As poderosas resistências à psicanálise não eram de natureza intelectual, mas se originavam de fontes afetivas. Isso explicava tanto sua passionalidade como sua indigência lógica.”


Neste texto, Freud examina a hostilidade que sua teoria encontrou tanto na medicina quanto na filosofia, revelando como o inconsciente, a sexualidade infantil e o complexo de Édipo tocaram em pontos sensíveis da cultura e despertaram paixões além da razão.


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2 months ago
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Freud Que Eu Te Escuto
O Problema do Masoquismo (1924)

Neste episódio de Freud Que Eu Te Escuto, leio o artigo “O Problema Econômico do Masoquismo” (1924), presente no Volume 16 das Obras Completas de Sigmund Freud, publicado pela Companhia das Letras em tradução de Paulo César de Sousa.


Freud escreve:

“Se a dor e o desprazer podem já não ser advertências, mas objetivos em si mesmos, o princípio do prazer é paralisado. O guardião de nossa vida psíquica é como que narcotizado.”


E ainda:

“O verdadeiro masoquista sempre oferece a face quando vê a perspectiva de receber uma bofetada.”


Ao longo do texto, Freud percorre as três formas do masoquismo — erógeno, feminino e moral — e investiga sua articulação com os instintos de vida e de morte, além de sua íntima ligação com a culpa inconsciente e o supereu.


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2 months ago
27 minutes 44 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Prefácios e Textos Breves (1920 - 1922)

Neste episódio, apresento um conjunto de escritos curtos de Freud, produzidos entre 1920 e 1922, que, embora breves, carregam enorme densidade e variedade. São textos que se movem entre a técnica psicanalítica, notas biográficas, reflexões conceituais e interpretações de símbolos culturais.


Os escritos reunidos são:

  • Contribuição à pré-história da técnica psicanalítica – onde Freud remonta a antecedentes curiosos da livre associação, mostrando como a prática da escrita espontânea e do pensamento livre já surgia em outros contextos antes de ser formalizada pela psicanálise.


  • A associação de ideias de uma garota de quatro anos – uma observação clínica delicada e surpreendente, na qual Freud destaca a capacidade simbólica das crianças pequenas e a forma precoce como utilizam substituições e analogias.


  • O Dr. Anton von Freund – um texto memorial que homenageia o amigo e colaborador, ressaltando seu empenho em criar uma clínica psicanalítica acessível aos mais pobres e a importância de sua atuação institucional.


  • Prefácio a Addresses on Psychoanalysis, de James J. Putnam – reconhecimento à contribuição do neurologista americano, um dos primeiros defensores da psicanálise nos Estados Unidos, sublinhando sua ética e coragem diante das resistências da época.


  • Apresentação de The Psychology of Day-Dreams, de J. Varendonck – onde Freud ressalta a importância do estudo do devaneio como via de acesso ao inconsciente, aproximando-o dos sonhos e atos falhos.


  • Prefácio a O Método Psicanalítico, de Raymond de Saussure – um breve texto de legitimação e encorajamento a um jovem autor, que buscava esclarecer equívocos recorrentes sobre a psicanálise na França.


  • Algumas palavras sobre o inconsciente – uma síntese clara da concepção freudiana do inconsciente, distinguindo-o do pré-consciente e destacando a resistência e a culpa inconsciente como provas de sua atuação.


  • A cabeça da Medusa – talvez o mais literário desses textos, em que Freud interpreta o mito da Medusa como metáfora do horror à castração, mostrando como imagens míticas podem condensar afetos inconscientes universais.


“Decapitar é igual a castrar. O horror à Medusa é, portanto, horror à castração, ligado à visão de algo.”


Apesar de curtos, esses escritos revelam a amplitude da psicanálise: da investigação clínica à mitologia, da homenagem aos colegas à crítica cultural. São pequenas janelas que permitem ver como Freud pensava, escrevia e dialogava com seu tempo – sempre trazendo o inconsciente para o centro da cena.


📖 Textos publicados nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 15 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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3 months ago
28 minutes 32 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Psicanálise e Telepatia (1921)

Neste episódio, lemos um dos textos mais singulares de Freud: “Psicanálise e Telepatia”, escrito em 1921 mas publicado apenas em 1941, já após a morte do autor. Freud não o destinara à publicação — apresentou-o apenas a um círculo íntimo de colaboradores. Quando veio a público, foi sob este título, com cortes que preservavam a identidade de pacientes.


“Não é seguro que o maior interesse pelo ocultismo envolva perigo para a psicanálise. Pelo contrário, seria de esperar simpatia entre aquele e esta. (…) A psicanálise não tem interesse em defender a autoridade da ciência com o próprio sacrifício. Ela mesma se acha em oposição a tudo o que é limitado convencionalmente.”


O texto traz a tensão entre psicanálise e ocultismo, em um tempo marcado pela crise de valores após a Primeira Guerra Mundial. Freud relata casos em que profecias, médiuns e experiências ditas “ocultas” aparecem, interpretando-os como formações ligadas ao desejo inconsciente e à transmissão psíquica, e não a poderes sobrenaturais.


“Vejo apenas uma forma de escapar à conclusão imposta por esse caso. (…) É possível que a paciente tenha desenvolvido uma paramnésia, introduzindo detalhes significativos a partir de seu inconsciente. Então, desapareceria o fato que nos impõe tão sérias conclusões.”


Entre ceticismo e fascínio, Freud revela sua ambivalência diante desses fenômenos, mas nunca deixa de reafirmar a psicanálise como método de investigação rigorosa do inconsciente.


📖 Texto publicado nas Obras Completas de Sigmund Freud, Volume 15 – Companhia das Letras, tradução de Paulo César de Souza.


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3 months ago
39 minutes 4 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Uma Neurose do Século XVII Envolvendo o Demônio (1923) - Partes IV e V

Neste episódio, concluímos a leitura de “Uma Neurose do Século XVII Envolvendo o Demônio” (1923), acompanhando as duas últimas partes do caso clínico do pintor Christoph Heitzman. Freud examina as contradições nos relatos sobre os dois pactos com o demônio — um escrito com tinta, outro com sangue — e mostra como a trama revela mais sobre a neurose do que sobre a demonologia.


“Talvez Heitzman fosse apenas um pobre diabo que não tinha sorte. Talvez fosse muito canhestro ou pouco talentoso para manter a si próprio, desses tipos conhecidos como eternos bebês, que não conseguem se libertar da feliz situação de apego ao seio materno.”


Freud analisa como o pintor oscilava entre fantasias de prazer, visões ascéticas e punições, até encontrar alívio ao ingressar na vida religiosa. No fundo, a neurose revela a luta entre dependência, desejo e autoconservação.


“Na história de sua doença, ele percorreu o caminho que levou do pai, através do demônio como pai substituto, até os piedosos padres da Igreja.”


Com este episódio, encerramos a leitura de um dos textos mais singulares de Freud, onde melancolia, religião, neurose e fantasia se entrelaçam, iluminando como a psicanálise ressignifica fenômenos outrora atribuídos ao sobrenatural.


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3 months ago
27 minutes 54 seconds

Freud Que Eu Te Escuto
Descubra a obra e a vida de Freud de forma acessível! No nosso podcast, você encontrará leituras cuidadosas de artigos, cartas e outros textos de Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise. Cada episódio é uma oportunidade para aprofundar seu conhecimento sobre psicanálise e explorar os pensamentos e teorias que revolucionaram a compreensão da mente humana. Utilizamos as traduções de Paulo César de Souza, da Cia das Letras. Se está gostando do podcast e quer nos ajudar a continuar, que tal se tornar um assinante? Clique aqui: https://creators.spotify.com/pod/profile/freudqueeuteescuto/subscribe