Neste quinto e último episódio da série sobre o texto "Verdade e política" de Hannah Arendt, faço um balanço final sobre a relação que a verdade guarda com o âmbito público. Se sobressaem aqui alguns locais quanto à questão da verdade, a saber: as universidades e o judiciário, bem como a imprensa. Cabe perceber a importância dos limites entre a esfera política e o espaço da verdade, bem como da diferença de atuação entre aqueles que agem politicamente e aquele que se fiam na investigação, manutenção e interpretação da verdade.
No quarto episódio da nossa série sobre o texto "Verdade e política", exponho como Arendt critica o uso da mentira na vida política. Trata-se de perceber a diferença entre o uso tradicional da mentira e o uso contemporâneo da mentira organizada. Embora o regime totalitário seja o paradigma de referência de Arendt, a mentira e o autoengano enquanto elementos aniquiladores da política também despontam nas nossas atuais democracias de massa. Cabe perceber, em Arendt. a defesa da verdade dos fatos como uma defesa do nosso mundo comum.
Olá, pessoal.
Neste episódio, eu retomo o texto “Verdade e política” e faço uma interpretação da seção III. Aqui Hannah Arendt discute a relação entre opinião e verdade e seus modos de buscar validade. Ademais, o tema da mentalidade alargada desponta no modo pelo qual formamos nosso juízo, qualificando a relação entre opinião e política. Arendt também visita novamente Sócrates, junto a Kant, para se pensar como a noção de “exemplo” pode nos ajudar a compreender a conexão entre pensamento e ação. Trata-se, no entanto, de perceber a dificuldade de encontrar um modo seguro de proteger a verdade factual daqueles que tentam a falsear.
Neste episódio, faço um comentário sobre segundo tópico do texto "Verdade e política" de Hannah Arendt. Em diálogo com Platão, Hobbes e Spinoza, de um lado, e, de outro, Kant e Madison, Arendt pensa aqui o conflito que há entre a verdade factual e a política, ou, em outros termos, entre a verdade básica sobre os eventos do mundo e as opiniões política. Trata-se, sobretudo, de perceber a legitimidade de nossa liberdade de expressão a partir de um respeito aos fatos do mundo, bem como da constituição plural de nossa capacidade de pensar.
Neste episódio eu faço uma dupla introdução: 1) à Fenomenologia, explicando alguns conceitos básicos que foram elaborados por Edmund Husserl e 2) à Filosofia da Existência, a partir do método e conceitos implementados por Kierkegaard.
Neste episódio, inicio uma investigação em torno do texto "Verdade e política" de Hannah Arendt, presente na obra "Entre o passado e o futuro". Trata-se de compreender, entre tantos aspectos, qual a relação que a verdade possui com a política e com a mentira. Vemos, então, os riscos e limites da verdade ao adentrar a esfera pública.
Neste episódio eu faço uma introdução à teoria das descrições de Bertrand Russell e à sua tentativa de reconfiguração da linguagem filosófica.
Último episódio para discutir o texto "Filosofia e política" de Hannah Arendt. Nele, exponho como a pensadora interpreta a pluralidade como a via pela qual uma nova filosofia política há de ser pensada. Trata-se não mais de realizar uma filosofia política sob o ponto de vista da experiência do pensamento, mas de integrar o pensar como proveniente da esfera da ação, do espaço em que a pluralidade humana inter-age.
Kant mais uma vez conosco, rs. Dessa vez, neste episódio, vamos nos deter a algumas questões básicas que fizeram seu pensamento revolucionar a filosofia moderna. Explico um pouco onde Kant se insere na discussão epistemológica e o que significa o criticismo. Encaminhamo-nos, assim, para uma compreensão do termo transcendental e dos limites que Kant impõe à metafísica.
Neste terceiro episódio do curso sobre Hannah Arendt, discuto de forma crítica a relação do pensamento com a pluralidade humana. Percorro o tópico "Junto consigo mesmo" do texto "Filosofia e política" para pensar com Arendt a importância moral e política da atividade do Pensar. O que desponta é a raiz existencial e mundana da consciência e sua relação com a vida compartilhada.
É possível falar de uma filosofia geográfica e de uma geografia filosófica? Sobre esse tema, percorro o território do pensamento kantiano com o professor de geografia e filosofia Jecson Girão Lopes, refletindo como é possível orientar-se dentro das fronteiras da razão, pensando o papel de uma antropologia geográfica no âmbito da filosofia crítica de Kant. Sapere aude!
Segundo episódio do curso sobre Hannah Arendt. Discuto o método socrático de filosofar e sua proeminência política. A partir disso, trata-se de compreender a virtude do estadista como uma abertura às distintas realidades. Por fim, falo sobre a importância da philia, da amizade, para compreendermos a relação política sobre a qual Arendt reflete. Trata-se, assim, de perceber a centralidade dos conceitos de pluralidade e aparência no pensamento político socrático-arendtiano.
Primeiro episódio do novo curso sobre Hannah Arendt. Farei um percurso por alguns de seus textos quanto aos temas da verdade, opinião, ética e política com o intuito de fornecer elementos para refletirmos também sobre nossos tempos.
Neste episódio, eu recebo a Ravena Olinda para falarmos sobre o que significa Felicidade e Liberdade para Espinosa a partir das noções de afetos, consciência, paixão e razão. Trata-se de perceber que ser livre não implica necessariamente em felicidade, bem como que a felicidade não é um prêmio de uma vida virtuosa, mas é própria realização da virtude.
Neste último episódio da série Justiça (aqui no @agoracafelucas ), discuto como Sandel faz um balanço crítico dos pensadores com os quais dialogamos e como põe em questão a perspectiva de Justiça baseada no critério da virtude. Sandel propõe trazer para o debate os elemento da moral e da religião que muitas vezes são deixados de lado e, por isso, cooptados por fundamentalistas. Trata-se, em última instância, de promover uma vida cívica comprometida com o bem comum e a diversidade que há nele, além de mobilizar a noção de solidariedade como modo de nos remeter a uma responsabilidade coletiva.
Neste episódio, eu recebo o professor Geraldo Emery para falarmos sobre a relação entre as noções de verdade, opinião, mentira e política a partir da obra de Hannah Arendt. Trata-se de entender como esta pensadora pode nos ajudar a refletir sobre nossas experiências políticas do presente.
"A existência precede a essência", "Não se nasce mulher: torna-se". Para compreender essas frases clássicas, faço uma introdução ao existencialismo francês a partir de alguns de seus principais nomes: Beauvoir, Sartre e Merleau-Ponty. Trata-se, neste episódio, de compreendermos o que é a existência e o que ela tem a ver com a noção de liberdade, por qual razão somos condenados a sermos livres.
Quais princípios deveriam orientar a sociedade? Que peso tem nosso esforço e talentos naquilo que fazemos? O mérito é todo do indivíduo? É tendo em vista tais questões que examino, junto a Sandel, o pensamento de John Ralws acerca dos princípios de justiça, mérito e nossa relação com a sociedade. Confere aí que o episódio tá bem bacana.