Fala sério: com o batidão do dia a dia, quem, tendo a chance de dormir “só mais cinco minutinhos”, troca isso por… sexo? Pois é. Se não troca, talvez devesse. O sexo matinal ainda carrega uma lista injusta de desculpas - bafinho, claridade, vergonha do corpo, pressa. Mas vamos combinar? Existem posições que dispensam o cara a cara, balinhas estrategicamente posicionadas ao lado da cama e até as famosas rapidinhas, que têm, sim, seu lugar e sua graça. Qualidade não é sinônimo de longa duração.
Culturalmente, a gente associa sexo ao fim do dia, como um ritual antes de dormir. Só que, fisiologicamente falando, a manhã pode ser um horário bem interessante. Homens costumam ter um pico de testosterona entre 6h e 9h, o que favorece energia e ereção. Mulheres também produzem testosterona, hormônio do desejo, em menor quantidade, é verdade, mas isso não impede prazer nem resposta sexual. Estar descansada, com menos ruído mental e menos cansaço acumulado, conta muito mais do que o relógio biológico isolado.
E os efeitos vão além da cama. Transar de manhã melhora o humor, aumenta a autoconfiança (quem nunca chegou ao trabalho rindo à toa?), ajuda a relaxar, dá sensação de bem-estar ao longo do dia e ainda entra na conta como atividade física - não substitui a academia, mas ajuda. Se tudo isso já não bastasse, o sexo matinal também conversa com a saúde do corpo: circulação, pressão arterial, imunidade, redução de ansiedade… Diante disso tudo, fica a provocação: será que o sexo pela manhã não pode ser visto como parte de uma rotina de autocuidado?
A maré do autoconhecimento nunca esteve tão alta. Livros, podcasts e redes sociais repetem como um mantra moderno: “diga não”, “proteja sua paz”, “você não tem que agradar ninguém”. Cuidar da saúde mental virou prioridade - e ok, tá tudo bem.
O problema é quando o discurso da autopreservação começa a erguer muros altos demais.
Olhar para dentro é fundamental, mas a convivência também exige olhar para fora. Afinal, somos seres sociais. Relacionais. A neurociência lembra que o cérebro humano é moldado para a conexão: interações positivas ativam o sistema límbico, reforçam o bem-estar e ajudam a reduzir o estresse.
Mesmo quando o mundo convida ao isolamento, o afeto segue sendo combustível de sobrevivência. O ponto de atenção está na linha tênue entre autocuidado e egoísmo. Quando a busca por bem-estar pessoal se torna absoluta, o risco é escorregar para comportamentos individualistas, com menos empatia e menos disposição para o encontro.
É só o ano novo dar as caras que o mantra começa: “agora vai”. Vai focar, vai mudar, vai cumprir tudo aquilo que ficou pendente, inclusive as metas criadas exatamente nessa mesma época, um ano atrás.
A empolgação é real e necessária, mas os números mostram que ela costuma durar pouco. Um levantamento da Forbes Health, em parceria com a empresa de pesquisa OnePoll, revelou que a maioria das pessoas consegue sustentar as resoluções de ano novo por cerca de três meses. Até o fim do ano, apenas 10% seguem firmes.
E não, isso não tem tanto a ver com falta de disciplina. Muitas vezes, o problema está na forma como essas metas são criadas: genéricas demais, ambiciosas demais ou completamente desconectadas da realidade atual.
Neste fim de ano, em vez de se punir pelo que não aconteceu, a proposta é outra: olhar com mais honestidade para o que ficou pelo caminho e decidir, com consciência, o que realmente faz sentido levar para 2026.
Sem culpa, sem promessa mirabolante. Menos cobrança, mais autocompaixão. Porque sair do lugar também pode significar dar um passo menor, mas na direção certa.
Quando pensamos em “vida boa”, quase sempre vem felicidade ou propósito: ter conforto, vínculos, estabilidade, conquistas.
Mas pesquisas recentes, lideradas por Shigehiro Oishi, da Universidade de Chicago, apontam um terceiro caminho: a vida psicologicamente rica - marcada por experiências inéditas, complexidade, transformações e até um pouco de caos.
Esses estudos mostram que entre 6,7% e 16,8% das pessoas prefeririam uma vida cheia de histórias e descobertas a uma vida feliz ou cheia de propósito.
E aí começa o debate: quem são essas pessoas que trocam estabilidade por experiências transformadoras? Até que ponto buscamos propósito por vontade — ou por pressão social? A felicidade basta? Viver uma vida rica em experiências é privilégio ou possibilidade?
E, no fim das contas, qual frase você gostaria de dizer no leito de morte: “foi divertido”, “fiz a diferença” ou “que jornada”?
Qual é a sua cor preferida? Vermelho, azul, verde, dourado? Pode até parecer só uma questão de gosto, mas as cores têm um impacto direto sobre as nossas emoções e isso não é de hoje.
Na cromoterapia, prática milenar com registros no Egito, na Grécia, na China e na Índia, as cores são usadas como ferramenta para equilibrar corpo, mente e energia. E se as cores influenciam ambientes e estados emocionais, será que elas também impactam quando estão naquilo que vestimos?
A especialista em posicionamento de imagem, Déborah Avelar, responde a essa reflexão - ela é a convidada do Interessa desta segunda (29). Com a virada do ano se aproximando, surge a pergunta inevitável: será que todo mundo precisa mesmo passar o Réveillon de branco? Ou talvez você esteja precisando de outra vibração, outra intenção, outra energia para o novo ciclo?
A escolha das cores, seja das roupas, seja dos ambientes, pode ir muito além da tradição e ganhar mais sentido quando feita com consciência… e, quem sabe, até com a ajuda de um especialista. Afinal, as cores que nos cercam podem mesmo influenciar o humor, o comportamento e a energia do ano que começa?
Por mais que muita gente trate o preservativo como algo ultrapassado, a camisinha segue sendo o único método capaz de prevenir, ao mesmo tempo, a gravidez e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Ainda assim, o uso vem despencando e os números confirmam o alerta. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2023, o Brasil registrou mais de 113 casos de sífilis adquirida a cada 100 mil habitantes e 10 casos de sífilis congênita por mil nascidos vivos, índice cerca de vinte vezes acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O avanço também preocupa entre os jovens, com o crescimento de casos de HIV e HPV.
Onde está o problema? Acredite, não é na falta de insumos, mas na escassez de informação e diálogo. A camisinha passou a ser vista como símbolo de desconfiança. Em relações estáveis, muitos casais abandonam o preservativo apostando em uma fidelidade automática, algo que, na prática, ninguém consegue garantir. Soma-se a isso o preconceito, a vergonha de comprar ou carregar camisinha.
Há ainda a ideia de que “sexo é melhor sem camisinha” ou de que o preservativo “corta o clima” - sim, isso ainda acontece e, na verdade, tem ganhado força, especialmente com a falsa percepção de que métodos como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Pós-Exposição) substituiriam o uso do preservativo. Não substituem. Eles reduzem o risco de infecção pelo HIV, mas não protegem contra outras ISTs. E, muitas vezes, o desconforto está ligado à escolha errada do produto. Hoje existem camisinhas masculinas e femininas, mais finas, com texturas, sabores, lubrificação, efeitos retardantes; opções pensadas para diferentes contextos e preferências. Saber usar corretamente, trocar o preservativo entre práticas e respeitar a validade e o material faz toda a diferença.
Até que ponto o prazer justifica o risco? Dentro do casamento, vale negociar o uso ou a retirada do preservativo? Por que ainda existe tanto tabu em falar sobre sexo seguro? E, talvez a pergunta mais importante de todas: quando foi a última vez que você se testou?
Sabe quando você tá de boa rolando o feed e, do nada, uma postagem te deixa irritado em três segundos? Aquela sensação de “não é possível que alguém escreveu isso” e pior, postou? Pois é. Não é só com você. É com todo mundo.
A Oxford University Press escolheu rage bait - ou “isca de raiva” - como termo do ano justamente porque esse tipo de conteúdo virou método. Postagens pensadas para cutucar, provocar indignação e acender o pavio emocional do público. Irritação virou moeda. E o pior: funciona muito bem.
Segundo a Oxford, o uso do termo triplicou nos últimos 12 meses, acompanhando a explosão de conteúdos criados exclusivamente para gerar reação emocional intensa. É uma espécie de irmão tóxico do clickbait: aqui, o objetivo não é só fazer você clicar, é te deixar bravo o suficiente para comentar, compartilhar, reagir - e alimentar o algoritmo.
Não por acaso, o termo do ano passado foi brain rot, uma expressão que já alertava para o desgaste mental provocado pela rolagem infinita. Agora, com a raiva transformada em entretenimento, a pergunta é inevitável: como isso está afetando nossa saúde mental, nossas relações e a forma como enxergamos o mundo?
Para aprofundar esse debate, o Interessa recebe Bianca Costalonga Dorigo, psiquiatra da Rede Mater Dei, para falar sobre os impactos do rage bait fora das telas, os efeitos da irritação constante no bem-estar e como desenvolver mais consciência emocional em um ambiente digital que lucra com o nosso descontrole.
Em tempos de perguntas que 'exigem' respostas instantâneas, filas que, mesmo pequenas, irritam, mensagens não respondidas e uma rotina cada vez mais acelerada, a paciência parece estar em extinção. Mas será que a gente sabe, de fato, o que significa ser paciente? Ou será que confundimos paciência com engolir tudo em silêncio?
O pensador islâmico Abu Hamid al-Ghazal (c. 1058–1111), um dos mais importantes teólogos da história do Islã, defendia que a paciência não é uma virtude automática. Segundo ele, nem toda paciência é boa: apenas aquela que serve a objetivos justos contribui para uma vida ética. E aí surge uma questão fundamental: quem define quais objetivos são justos? Cada um de nós.
A ciência contemporânea concorda em parte com essa reflexão. Hoje, a paciência é entendida como uma habilidade ligada à regulação emocional, autoconsciência e escolhas conscientes. Não se trata apenas de esperar, mas de como reagimos enquanto esperamos e do que fazemos com nossas emoções nesse processo.
Mas por que temos cada vez menos paciência? Como essa dificuldade impacta nossos relacionamentos, decisões, produtividade e saúde mental? A falta de paciência anda de mãos dadas com a ansiedade? E mais: é possível treinar essa habilidade ou ela é um traço inato da personalidade?
Nesta terça-feira (16), o Interessa abre espaço para discutir os limites, os benefícios e até o lado tóxico da paciência. Para essa conversa, a bancada feminina recebe Gustavo Cury, psicólogo, escritor e educador físico, que ajuda a traduzir o que a ciência diz sobre paciência, como desenvolvê-la no dia a dia e por que, às vezes, perder a paciência também pode ser um sinal de saúde emocional.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra anualmente mais de 220 mil casos de câncer de pele não melanoma e 9 mil diagnósticos de melanoma. Mas você sabe a diferença entre um e outro?
A primeira dúvida é clássica: basta usar somente o protetor? A resposta é dura, mas necessária: não. A propósito, usar o produto de forma inadequada é praticamente a mesma coisa que não usar - e a gente sabe como as pessoas erram feio nesse ponto. Tem quem ache que pele morena “não queima”, quem ignora pintas que mudam, quem normaliza aquela queimadura leve só porque não deu insolação. E é aí que o câncer de pele se instala: anos de pequenas negligências, dia após dia.
O grande vilão não é aquele sol fortíssimo das férias na praia, mas o famoso sol da rotina, o mesmo que atinge quem trabalha dirigindo, quem passa o dia em lavouras, obras, feiras, ruas.
E aí fica a pergunta: se o Brasil é um país ensolarado o ano inteiro, por que ainda tratamos proteção solar como algo sazonal? Hoje, conversamos com a Dra. Graziella Piló, médica oncologista, para entender como se proteger de verdade.
Quem nunca soltou (ou ouviu alguém dizer) um “sou viciado em Instagram”? Mas será que é vício mesmo ou... só costume? Um estudo publicado no Scientific Reports (Nature) mostra que nossa autopercepção anda bem distorcida: para cada pessoa realmente em risco de dependência, outras oito acreditam estar “viciadas” sem estarem.
No levantamento, apenas 2% apresentaram sinais clínicos, enquanto 18% se declararam dependentes. Nesta quinta, quem ajuda nossas meninas a compreender melhor esse comportamento é o psiquiatra Bruno Brandão, que se junta à bancada para esclarecer o que é hábito, o que é compulsão e o que é só a gente se autodiagnosticando à toa.
Chamar de vício aquilo que é apenas repetição pode bagunçar nossa relação com o próprio comportamento e ainda minimizar casos reais, que exigem cuidado. A dependência envolve perda de controle, sofrimento emocional, abstinência e prejuízo social. Já hábitos automáticos, como abrir o celular sem perceber, muitas vezes respondem ao tédio, ansiedade ou rotina… sem necessariamente virar um problema clínico.
Então, como saber quando algo passa do ponto?
Tem casais que viram quase uma entidade: não existem mais separados. Foto de perfil juntinha, vida social completamente compartilhada, amigos em comum - uma fusão total. Só que, quando a relação termina, surge uma questão ainda maior do que o rompimento: quem sou eu agora? E aí: quando essa relação deixa de existir, o que sobra?
Muita gente se vê presa à própria imagem de “metade de um casal”. Algumas pessoas perdem relevância profissional, outras descobrem que não têm mais vida social independente, outras percebem que não sabem mais quem são sem a dinâmica a dois. Por outro lado, há quem reconstrua a própria história: pessoas que foram, por anos, “ex de alguém” e encontraram voz e propósito próprios depois do término.
Como preservar a autonomia dentro da relação? Como não permitir que o casamento se transforme na sua principal identidade? E, quando o fim chega, como reencontrar a própria narrativa?
A cena é comum e parece até doce: uma mãe dizendo que “sonha em ser avó”. Mas, quando esse sonho invade o espaço da filha, do filho... a conversa muda de tom. No episódio desta terça (09), nossa bancada destrincha esse tema que mexe com gerações inteiras. A frase recente da Xuxa, revelando o desejo de ter um neto, reacende o debate: existe o tempo de quem deseja… e o tempo de quem seria responsável por realizar esse desejo.
Quantas mulheres não enfrentam o famoso “E aí, quando vem o bebê?”, como se maternidade fosse checklist obrigatório? Namorou, tem que noivar. Noivou, tem que casar. Casou, tem que ter filho. Filhou, tem que ter outro. Uma sequência automática que ignora desejos próprios, planos pessoais e até o simples fato de que nem toda mulher quer ou pode ser mãe.
E quando a filha não quer ter filhos? Ou quando isso é íntimo demais para virar brincadeira de sobremesa no almoço de domingo? A pressão, por mais embrulhada em carinho que venha, pode machucar. Pode gerar culpa, conflito, ansiedade. Pode ultrapassar limites que deveriam ser sagrados.
A pergunta que fica é: quando esse pedido é expressão de amor e quando vira egoísmo disfarçado? Como colocar limites sem romper laços importantes? E como quebrar essa tradição que empurra as mulheres para ciclos que deveriam acontecer apenas por vontade própria?
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2024 foram registradas 240 notificações de efeitos adversos causados por suplementos vitamínicos, sendo 28% deles graves. No mesmo período, mais de 62 mil anúncios irregulares foram removidos da internet - destes suplementos. A indústria movimenta mais de R$ 4 bilhões por ano no Brasil e muitos desses produtos são vendidos sem qualquer comprovação científica.
Casos como o da empresária baiana, Perinalva Dias, que ficou 28 dias em coma após intoxicação por vitamina D, acendem o alerta sobre a banalização do uso dessas substâncias.
Qual o procedimento para lidar com a intoxicação de vitaminas se cada uma se difere da outra dado seu grupo de nutrientes? Como saber que o excesso de uma específica está sendo a razão para o colapso na saúde de alguém? É só interromper o uso? É possível ter sequelas de uma ‘auto suplementação’? O que essa febre por “soros da imunidade” e megadoses de vitaminas revela sobre a nossa relação com o corpo e com a saúde? A gente prefere comprar polivitamínicos a comer bem? Até onde vai a responsabilidade das clínicas que vendem “soro milagroso” sem respaldo científico?
Esta segunda-feira, primeiro de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data conversa diretamente com saúde pública e, por isso, nada mais natural do que repercutirmos no Interessa esse tema tão urgente e tão cheio de contrastes no Brasil.
No combate ao HIV, o país avança com força: os antirretrovirais distribuídos pelo SUS transformaram o vírus em uma condição controlável, e quando a pessoa atinge a famosa carga viral indetectável, praticamente zera a chance de transmissão - reforço do Ministério da Saúde. Os números de Belo Horizonte mostram isso na prática: queda de quase 14% nos diagnósticos entre 2023 e 2024. Em Minas Gerais, a curva também desce entre jovens de 20 a 34 anos, segundo a SES-MG. Mas a mesma estatística acende outro alerta: sete bebês foram infectados no último ano, todos com menos de um ano de idade, maior número desde 2020.
Enquanto isso, a corrida pela cura segue acelerada. Na Alemanha, pesquisadores identificaram anticorpos “superpotentes”, como o 04_A06, capazes de neutralizar mais de 98% das variantes analisadas em laboratório - achados destacados pela Nature e pela Sociedade Brasileira de Infectologia. O Brasil também brilha no cenário mundial com um estudo da Unifesp, liderado por Ricardo Sobhie Diaz, que combina antirretrovirais tradicionais com três medicamentos extras para acordar o vírus escondido nos chamados “reservatórios virais” - gânglios, mucosas, sistema nervoso. Esses esconderijos são o grande problema: o HIV fica ali, quietinho, esperando o tratamento parar para voltar à ativa. A abordagem brasileira tenta revelar esse vírus camuflado e ensinar o corpo a destruí-lo. A ousadia científica ganhou destaque em publicações como The Lancet HIV.
Mas quando olhamos para o comportamento humano… a história fica menos linear. BH registra queda nas infecções? Sim. Ao mesmo tempo, no Brasil, a cada 15 minutos alguém é infectado (Unaids). A PrEP e a PEP avançam? Sim. Mas Minas também viu nascer mais bebês soropositivos nos últimos quatro anos. O que explica tantos cenários diferentes? Estamos mais perto da cura, mas também mais longe da prevenção? As falhas no pré-natal ainda justificam o nascimento de crianças com HIV? E, principalmente: como evitar que a história siga se repetindo?
Quem não se lembra - gostando dela ou não - de como a galera foi a loucura nas redes sociais quando Selena Gomez assumiu seu relacionamento com Benny Blanco? Desde 2023, o produtor musical e compositor mal pode sorrir que vira assunto. Tem gente que faz comentários de todo o tipo - maldosos, inclusive, dando conta de que Selena fez caridade; tem quem jure que foi trauma pós-Justin Bieber, e outros cravam que Selena “adotou um feio” para se resguardar emocionalmente. A internet é implacável e cruel. E esse universo de especulações levou o termo “shreking” a ganhar força: quando alguém “fora do padrão de beleza” conquista alguém considerado “muito bonito”.
E não é só com Selena. Virgínia Fonseca, influencers, anônimos - todo mundo vira meme quando o casal não parece visualmente “proporcional”. A narrativa é sempre parecida: “baixou a régua”, “foi buscar segurança”, “evitar ser traída”. Como se beleza garantisse caráter, e a falta dela garantisse fidelidade.
No Interessa desta quinta-feira, Josiele Sena, psicóloga clínica e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, conversa sobre o assunto com as nossas meninas. Ela ajuda a entender por que nos incomodamos tanto com escolhas amorosas alheias, por que idealizamos que “o feio é mais gente boa”, como o medo contamina decisões afetivas e como esse rótulo, o do “feio da história”, bate na autoestima de quem o recebe.
Sabe aquela sensação de ainda estar preso a alguém ou a alguma fase da vida que já acabou, mesmo depois de muito tempo? Especialistas explicam que, quando o passado insiste em se infiltrar no presente, pode ser hora de recorrer ao chamado Divórcio Energético, um processo que atua no campo emocional para desfazer laços que ficaram pendurados entre você e um ex, um parente, um trabalho, uma casa ou até um animal de estimação. A lógica é simples: se parte da sua energia ainda está investida em histórias antigas, fica difícil abrir espaço para o novo. É preciso soltar o velho para permitir a chegada do que faz sentido agora.
Quem passa pelo processo costuma relatar sensação de vida destravando: portas que se abrem, relações que se reorganizam, decisões que ficam mais leves e um sentimento claro de encerramento como se finalmente tivesse chegado o “ponto final” que faltava.
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No Interessa desta quarta-feira, quem ajuda as nossas meninas a responderem tudo acerca do processo é Cristina Camargo, terapeuta holística, psicóloga e Master de ThetaHealing pelo Instituto Think, com ampla experiência em atendimentos clínicos e grupos terapêuticos desde 1999. Ela explica como identificar escolhas atuais comandadas por dores antigas, como diferenciar saudade de amarra emocional, por que certos vínculos parecem impossíveis de romper e muito mais.
"Parassocial” foi eleita pelo Dicionário de Cambridge como a palavra do ano de 2025. O termo descreve relações unilaterais - com celebridades, personagens ou até inteligências artificiais - aquele sentimento de “quase amizade” com alguém que você nunca encontrou pessoalmente, mas acompanha tanto que parece da família... sabe? Acontece que alguém precisa avisar o famoso desse parentesco todo aí.
A escolha não veio do nada. A própria plataforma divulgou que registrou um salto nas buscas pela palavra: cerca de 350 milhões de usuários e 1,5 bilhão de páginas acessadas, segundo o Cambridge. O pico de interesse aconteceu em agosto, quando o noivado de Taylor Swift mobilizou uma legião de fãs que reagiram como se fossem íntimos da cantora - o que reacendeu debates sobre o limite entre afeto genuíno e envolvimento parassocial. E esse fenômeno não é moderno: surgiu em 1956, quando pesquisadores da Universidade de Chicago observaram como telespectadores criavam sensação de intimidade com figuras da TV.
O que mudou agora é o tamanho disso tudo. A exposição constante de influenciadores, a presença diária de inteligências artificiais e a dinâmica das telas potencializam essas conexões unilaterais. No Interessa, quem ajuda a bancada feminina a entender os limites entre idealização, fantasia e saúde emocional é o psicólogo Jailton Souza, que explica como essas relações afetam autoestima, comparação, identidade e até nossas escolhas no mundo offline.
O tanquinho pode até continuar sendo o sonho de consumo de muita gente, mas quem realmente virou estrela nas academias foram os braços. Bíceps, tríceps e ombros estão vivendo seus dias de glória, numa tendência que cresce mundo afora. Portais internacionais como Women’s Health UK e Sydney Morning Herald apontam que o treino de superiores ganhou espaço não só por estética, mas por representar autonomia, funcionalidade e prevenção de problemas do dia a dia.
E quais exercícios realmente constroem força global? Treinar braços ajuda a fortalecer o corpo todo? Entre elas, a ideia de que “levantar peso deixa a mulher masculina” ainda prevalece? A chamada “era dos braços” não fala sobre exibir músculos, mas sobre construir a força que sustenta a vida fora da academia, hoje e no futuro.
No Interessa desta segunda-feira, quem ajuda nossas meninas a entender por que o treino de superiores deixou de ser opcional é a médica ortopedista Dra. Silvia Kobata. Ela explica como a perda muscular acelera com o tempo, de que forma a genética influencia (e até onde!) e por que ainda existe tanto medo de “ficar musculosa demais”.
Uma pesquisa, exibida pelo Fantástico, revisitou, duas décadas depois, o comportamento sexual no Brasil e revelou uma revolução silenciosa: a internet entrou sem pedir licença na intimidade. O estudo mostra que fazemos menos sexo do que em 2005, mas com mais duração e foco em preliminares.
Outro ponto explosivo é o crescimento do sexo virtual. Ele ampliou caminhos para o prazer, mas também trouxe desafios: mais frustração na vida real, comparação com conteúdos online, medo de performance (que atinge 71% dos homens) e adiamento da iniciação sexual - hoje, 30% começam depois dos 19 anos.
A pesquisa ainda mostra que 35% dos brasileiros já traíram, num cenário em que as fronteiras da infidelidade ficaram borradas entre curtidas, comentários, nudes e encontros virtuais.
Nesta sexta, o Interessa recebe a sexóloga e terapeuta sexual, Renata Dietze, para ajudar a bancada feminina a responder: o que realmente mudou em duas décadas?
No Interessa de hoje, Iraci Laudares mostra como arrumar a casa pode arrumar a cabeça e por que o fim do ano é o melhor momento pra isso!
Organizar a casa vai muito além de colocar cada coisa no seu devido lugar. É renovar a energia do espaço, melhorar a rotina e até devolver tempo para quem vive ali. O “menos é mais” virou mantra entre profissionais da área: ao desapegar do que não faz mais sentido, abrimos espaço para o novo. Mas, afinal, por onde começar? Como categorizar objetos, criar “casinhas” para cada item? Será que isso tem mesmo o poder de transformar o dia a dia, trazendo leveza e praticidade?
E aí: como equilibrar organização e desapego sem cair no consumismo? Até que ponto a tecnologia ajuda de fato ou cria novas dependências? Como tornar essas soluções acessíveis para a maioria das famílias brasileiras? O que cada um pode fazer no dia a dia, sem grandes investimentos, para manter a casa em ordem e a mente mais leve? Qual é o papel da família nesse processo; dá para dividir responsabilidades e envolver até as crianças? Como lidar com o apego emocional a objetos na hora de organizar? E, por fim: organização é só estética ou pode transformar, de verdade, a qualidade de vida e o bem-estar mental?
Vem para este papo, que começa às 14h e que tem como convidada, Iraci Laudares, personal organizer!
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