O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo estratégico com o governo interino da Venezuela para a entrega de 30 a 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade aos americanos. O volume equivale a cerca de dois meses da produção venezuelana e será vendido a preço de mercado, com controle total dos recursos pelos EUA, que alegam querer evitar desvios após a queda de Nicolás Maduro. O acordo redireciona o petróleo que antes ia para a China às refinarias da costa do Golfo.
Paralelamente, Trump abriu uma nova frente de tensão diplomática ao discutir publicamente a possibilidade de adquirir a Groenlândia, território da Dinamarca. A sinalização de que o uso de força militar não está descartado provocou reação dura da Europa e colocou a OTAN em alerta, com líderes europeus reafirmando que qualquer decisão sobre a ilha cabe apenas aos groenlandeses e dinamarqueses.
Os Estados Unidos afirmaram na ONU que a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro não foi um ato de guerra, mas uma ação policial de grande escala. O embaixador Mike Waltz disse que Washington não ocupa a Venezuela nem ataca seu povo e classificou Maduro como narcotraficante. Em Nova York, o ex-presidente venezuelano se declarou inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” do governo Trump.
Enquanto isso, Donald Trump descartou eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, alegando que o país precisa ser “consertado” antes. A vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, disse assumir o cargo com “dor, mas com honra” e afirmou estar disposta a cooperar com os EUA em uma relação equilibrada, enquanto Trump declarou liderar diretamente a supervisão das ações americanas no país.
Segundo o relato, os Estados Unidos lançaram na madrugada de sábado (3) a “Operação Resolução Absoluta”, uma intervenção militar de grande escala na Venezuela. A ofensiva, que durou pouco mais de duas horas, teria mobilizado mais de 150 aeronaves a partir de 20 bases, com ataques concentrados em alvos estratégicos de Caracas.
Ainda conforme o texto, forças de elite americanas capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, que foram levados a um navio no Caribe. Maduro teria sido transferido para Nova York para responder a acusações de narcotráfico, enquanto o presidente dos EUA afirmou que o país passará a controlar a Venezuela, com foco no setor petrolífero.
A revista britânica The Economist publicou um editorial defendendo que o presidente Lula não concorra à reeleição em 2026, apontando a idade — 80 anos — como um fator de risco para a estabilidade do Brasil. O texto compara Lula ao ex-presidente dos EUA Joe Biden, afirma que carisma não impede declínio cognitivo e critica o que chama de políticas econômicas “medíocres” e a falta de renovação na esquerda.
O PT reagiu classificando o editorial como preconceituoso, enquanto a revista também analisou a oposição, mencionando Jair Bolsonaro preso e avaliando Flávio Bolsonaro como impopular. A The Economist destacou Tarcísio de Freitas como alternativa jovem e ponderada e defendeu uma nova geração de líderes, apontando que 2026 pode marcar uma disputa geracional no país.
O caso envolvendo o Banco Master teve um novo desdobramento com o depoimento do empresário Daniel Vorcaro e de ex-executivos. A Polícia Federal promoveu uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), para confrontar versões sobre a tentativa de venda da instituição financeira, posteriormente rejeitada pelo Banco Central.
As investigações indicam que o Banco Master não tinha liquidez para honrar títulos com vencimento em 2025, o que levou o BC a barrar a operação e decretar a liquidação do banco em novembro. O depoimento ocorreu no Supremo Tribunal Federal, acompanhado por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, e também incluiu a oitiva de um diretor do Banco Central. O caso segue sob sigilo, enquanto a PF apura possível pressão política para viabilizar o negócio bilionário.
Reportagens revelaram que o ministro Alexandre de Moraes participou de um jantar com o então dono do Banco Master, enquanto o escritório de sua esposa mantinha contrato milionário com a instituição. Documentos indicam que o acordo poderia chegar a R$ 129 milhões.
A oposição intensificou a pressão no Congresso, protocolando novo pedido de impeachment e articulando uma CPMI. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedidos de investigação por ausência de provas de irregularidades.
Levantamento do Paraná Pesquisas indica que o presidente Lula lidera o primeiro turno da eleição de 2026, com 37,6% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que soma 27,8%. Ratinho Júnior aparece com 9% e Ciro Gomes com 7,9%. A pesquisa foi realizada entre 18 e 22 de dezembro, após a oficialização de Flávio como pré-candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
No segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro caiu para 3,1 pontos percentuais, configurando empate técnico dentro da margem de erro. O presidente também aparece em situação semelhante contra outros nomes da oposição, enquanto registra maior vantagem em um confronto com Tereza Cristina. Segundo o instituto, o voto conservador tende a se concentrar em Flávio Bolsonaro, e Lula mostra sinais de ter atingido um teto próximo a 37% no primeiro turno.
O ex-presidente Jair Bolsonaro oficializou, por meio da “Carta aos Brasileiros”, a indicação do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026. O documento, lido pelo próprio Flávio em Brasília, defende a escolha como forma de preservar a representação do eleitorado bolsonarista e pede a união da base de oposição diante do que Bolsonaro chama de cenário de injustiça.
A leitura ocorreu pouco antes de Bolsonaro passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, realizada sem intercorrências. Esta foi a nona intervenção desde o atentado de 2018, e o ex-presidente segue internado em recuperação, com previsão de alta entre cinco e sete dias.
A crise institucional envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes ganhou força após a revelação de contatos diretos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da venda do Banco Master ao BRB. Segundo reportagem de Malu Gaspar, as conversas ocorreram ao menos quatro vezes e teriam relação com entraves impostos pelo BC, em um contexto no qual o banco mantém contratos milionários com o escritório de advocacia da esposa do ministro, o que levou a oposição a apontar possível advocacia administrativa.
Diante das denúncias, parlamentares da oposição articulam um novo pedido de impeachment e a instalação de uma CPI para investigar a relação entre a família do ministro e o Banco Master, embora o avanço dependa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em nota, Moraes afirmou que as reuniões tiveram como único objetivo discutir os impactos da Lei Magnitsky, aplicada contra ele e familiares pelos Estados Unidos, negando qualquer atuação em favor de interesses privados.
O presidente Lula assinou o decreto do indulto natalino de 2025, publicado no Diário Oficial da União, com critérios mais rígidos para a concessão do perdão de penas. O texto reforça o endurecimento para crimes graves e exclui expressamente condenados por atentados ao Estado Democrático de Direito, crimes hediondos, violência contra a mulher, terrorismo, racismo, liderança de facções e tráfico de drogas, além de manter restrições a casos de corrupção e colaboração premiada.
Por outro lado, o decreto amplia o foco humanitário ao detalhar situações de saúde e vulnerabilidade social que podem justificar o indulto, reconhecendo limitações do sistema prisional. Doenças graves, deficiências severas, transtornos mentais específicos, além de idosos e responsáveis por filhos menores, podem ter redução no tempo mínimo de pena exigido, desde que cumprido até 25 de dezembro de 2025.
A interceptação do petroleiro Bella1 pelas forças dos Estados Unidos, em águas internacionais próximas àVenezuela, provocou forte reação da China, principal compradora do petróleovenezuelano. Pequim classificou a ação como uma apreensão arbitrária e umagrave violação do direito internacional, reforçando críticas às sançõesunilaterais impostas por Washington e defendendo o direito soberano daVenezuela de manter relações comerciais globais.
O episódio amplia o clima depré-conflito no Caribe, em meio ao endurecimento da política americana contra oregime de Nicolás Maduro e à retórica cada vez mais agressiva de ambos oslados. Analistas alertam para impactos no mercado global de petróleo e para orisco de uma crise humanitária na América Latina, preocupação tambémmanifestada pelo presidente Lula durante a cúpula do Mercosul, marcada pordivisões internas sobre como lidar com a crise venezuelana.
Em pronunciamento no Palácio doPlanalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um balançodetalhado do governo federal, destacando os resultados econômicos de 2025. Comtom otimista, Lula celebrou o crescimento do PIB acima de 3% e a queda dodesemprego, afirmando que os números desmentem as previsões pessimistas feitasno início do ano. Segundo o presidente, a estratégia de “colocar o pobre noorçamento” foi determinante para o desempenho positivo da economia.
Questionado sobre as investigaçõesde fraudes no INSS, Lula comentou a atuação da Polícia Federal e a supostarelação comercial entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Carecado INSS”, e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O presidente afirmouque todas as pessoas eventualmente envolvidas no esquema serão investigadas ereforçou que não haverá proteção ou interferência nas apurações.
O Senado Federal aprovou, em votação marcada por tensão política, o projetode lei que altera as regras de dosimetria para crimes de golpe de Estado eabolição violenta do Estado Democrático de Direito. A proposta impede a somadas penas nesses casos, o que pode reduzir significativamente o tempo de prisãodos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidenteJair Bolsonaro.
Otexto foi aprovado por 48 votos a 25, com uma abstenção, após acordo deprocedimento articulado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT),para evitar o travamento da pauta econômica. A decisão gerou críticas noPlanalto e entre aliados, enquanto o relator Esperidião Amin (PP) defendeu amudança como um ajuste contra excessos do Judiciário. O projeto segue agorapara sanção do presidente Lula, que avalia veto integral.
Pesquisa Quaest divulgada nestasemana apresenta os primeiros cenários eleitorais para a disputa presidencialde 2026 após a confirmação de Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato. Noconfronto direto de segundo turno, o presidente Lula (PT) aparece com 46% dasintenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro, mantendo vantagem mesmo apósoscilações recentes. O levantamento indica vitória de Lula em todos os cenáriostestados, que incluem nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, RonaldoCaiado e Romeu Zema.
Apesar do desempenho eleitoral, aavaliação do governo segue em empate técnico: 49% desaprovam a gestão e 48%aprovam. A pesquisa também aponta melhora na percepção econômica, com queda nopercentual dos que veem piora na economia e aumento entre os que considerammais fácil conseguir emprego. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 120municípios entre 11 e 14 de dezembro de 2025, com margem de erro de dois pontospercentuais.
O projeto de lei da dosimetria, que trata da individualização da pena e pode beneficiar condenados — inclusive investigados por atos golpistas no STF —, foi incluído na pauta do plenário do Senado para esta quarta-feira (17) pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União). Apesar disso, a proposta enfrenta forte resistência e deve ser modificada antes da votação final.
Já aprovado pela Câmara, o texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Senadores como Esperidião Amin e Sergio Moro indicaram que a versão atual dificilmente será mantida, enquanto o presidente da CCJ, Otto Alencar, criticou a amplitude dos benefícios, que poderiam alcançar crimes graves. Há um acordo para acelerar a tramitação, com pedido de vista coletiva de apenas duas horas, e a expectativa é de mudanças substanciais antes da votação no colegiado e no plenário.
O governo dos Estados Unidos retirouo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e suaesposa, Viviane, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A decisão,anunciada na sexta-feira, encerra as restrições impostas em julho deste ano,após articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a retirada, ficam suspensos o bloqueio deeventuais bens do casal nos EUA e a proibição de transações com cidadãosamericanos. A medida foi vista como um revés para a ala bolsonarista, enquantoo governo brasileiro celebrou a decisão como uma “vitória da democracia”,destacada também pela imprensa internacional
O ministro Alexandre de Moraesanulou a decisão da Câmara dos Deputados que havia mantido o mandato de CarlaZambelli, mesmo após sua condenação definitiva pelo STF. No despacho, Moraesafirmou que a decisão da Mesa Diretora violou o artigo 55 da Constituição, quedetermina a perda de mandato em caso de condenação criminal com trânsito emjulgado. O ministro ordenou a cassação imediata e deu 48 horas para opresidente da Câmara, Hugo Motta, cumprir a determinação.Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão porinvadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça e está presa na Itália. Adecisão de Moraes será analisada ainda hoje pela Primeira Turma do STF, emvotação no plenário virtual. A Constituição prevê a perda de mandato deparlamentares em diversas situações, incluindo condenação penal definitiva equebra de decoro
O ministro Gilmar Mendes decidiususpender trechos da própria liminar que restringia a abertura de processos deimpeachment contra ministros do STF. A mudança ocorre após forte repercussãonegativa e um pedido do Senado, restabelecendo a regra que permite que qualquerpessoa apresente pedidos, que são analisados pela Casa.
A decisão faz parte de um movimentopara dar tempo ao Congresso discutir uma nova legislação sobre perda demandato. Mesmo assim, o projeto que atualiza a Lei do Impeachment foi retiradode pauta na CCJ e só deve voltar a ser debatido no próximo ano, enquanto semantém a exigência de quórum qualificado de dois terços para abertura dosprocessos.
A sessão da Câmara dos Deputadosdesta terça-feira foi marcada por uma forte confusão após o deputado GlauberBraga (PSOL-RJ) ocupar a cadeira da Presidência em protesto contra a intençãode Hugo Motta (Republicanos-PB) de pautar sua cassação ainda este ano. O atoescalou rapidamente: o sinal da TV Câmara foi cortado, jornalistas foramretirados do plenário e, pouco depois, Braga acabou removido de formatruculenta pela Polícia Legislativa.
Associações de imprensa, como Abert,Aner e ANJ, condenaram o corte do sinal e a expulsão de repórteres,classificando as ações como incompatíveis com a liberdade de imprensa. Após otumulto, a sessão foi retomada e, perto da meia-noite, os deputados passaram aanalisar um projeto que beneficia Jair Bolsonaro e outros condenados portentativa de golpe de Estado.
O governador de São Paulo, Tarcísiode Freitas, comentou pela primeira vez a indicação de Flávio Bolsonaro comopré-candidato à Presidência, reafirmando sua lealdade à família Bolsonaro.Durante agenda em Diadema, ele disse que Flávio conta com seu apoio e destacouque o senador se soma a outros nomes da oposição, como Zema, Caiado e RatinhoJúnior.
Tarcísio avaliou que a candidaturade Flávio deve liderar um dos projetos da direita e que diferentes iniciativasdo campo oposicionista tendem a convergir no segundo turno, fortalecendo odebate político. Ao ser questionado sobre a decisão de Jair Bolsonaro indicar opróprio filho, o governador afirmou que ainda é cedo para fazer essejulgamento.