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Manhãs com Jesus
Bruno Serafim da Luz
588 episodes
1 day ago
Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.
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Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.
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Episodes (20/588)
Manhãs com Jesus
Dons consagrados ao propósito de Deus - 1 Reis 7

Dons consagrados ao propósito de Deus

Leitura: 1 Reis 7


Seleção

1Rs 7.13O rei Salomão enviou mensageiros que trouxessem de Tiro um homem chamado Hirão. 14Ele era filho de uma viúva, da tribo de Naftali, e o pai dele, já falecido, era um homem de Tiro que trabalhava em bronze. Hirão era cheio de sabedoria, de entendimento e de ciência para fazer todo tipo de trabalho em bronze. Ele se apresentou ao rei Salomão e fez toda a sua obra.


Observação

O texto interrompe a descrição das construções para destacar um homem: Hirão. Ele não é rei, não é sacerdote, não é profeta. É um artesão. Ainda assim, a Escritura faz questão de registrar seu nome, sua origem e suas habilidades. Deus valoriza aquilo que muitos consideram apenas “técnico” ou “comum”.


Hirão é descrito com três palavras fortes: sabedoria, entendimento e habilidade. O mesmo vocabulário usado para líderes espirituais aparece aqui aplicado a um trabalhador manual. Isso revela algo essencial sobre o Reino de Deus: dons não são classificados como espirituais ou seculares; eles são consagrados ou não.


A obra do templo — lugar da presença de Deus — dependeu diretamente das mãos habilidosas de Hirão. Sem suas colunas, utensílios e detalhes estruturais, não haveria ambiente preparado para a glória. O que sustenta o sagrado muitas vezes nasce do trabalho silencioso e fiel de pessoas que nunca estarão no centro.


Esse princípio atravessa toda a Escritura. Em Êxodo, Bezalel é cheio do Espírito para trabalhar com arte. No Novo Testamento, Paulo ensina que o corpo tem muitos membros, e todos são necessários. Deus distribui dons diferentes para um mesmo propósito. O problema não está no tipo de dom, mas em usá-lo para si mesmo.


Muitos subestimam seus dons porque não os veem como “espirituais”. Outros desejam funções que não lhes foram confiadas. Mas a maturidade espiritual aprende a servir a Deus com aquilo que Ele já colocou em nossas mãos. Quando dons são consagrados, tarefas comuns se tornam instrumentos do sagrado.


Deus não precisa que todos preguem, mas Ele exige que todos sejam fiéis. A glória não repousa apenas sobre quem aparece, mas sobre quem sustenta. O templo ficou de pé porque alguém trabalhou com excelência nos bastidores.


Petição

Senhor, ensina-me a consagrar meus dons a Ti. Livra-me da comparação e da desvalorização do que colocaste em minhas mãos. Usa minha vida, com fidelidade e excelência, para sustentar a tua obra.


Aplicação

Usarei com fidelidade e excelência os dons que Deus me confiou, para a glória dEle.

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3 days ago
2 minutes 47 seconds

Manhãs com Jesus
A fidelidade que antecede a glória - 1 Reis 6

A fidelidade que antecede a glória

Leitura: 1 Reis 6


Seleção

1Rs 6.38E, no décimo primeiro ano, no mês de bul, que é o oitavo mês, o templo foi concluído com todas as suas dependências, tal como devia ser. Salomão levou sete anos para edificá-lo.


Observação

O texto faz questão de registrar o tempo: sete anos de construção. Nenhuma pressa. Nenhum atalho. Cada detalhe executado conforme o padrão revelado por Deus. Antes que a glória enchesse o templo, houve anos de obediência silenciosa, repetitiva e invisível aos olhos do povo.


1 Reis 6 não narra milagres espetaculares nem momentos de comoção coletiva. Narra medidas, revestimentos, entalhes e ajustes internos. A maior parte da obra acontece longe do aplauso. Isso nos ensina que Deus prepara Seus ambientes de manifestação por meio de processos longos de fidelidade cotidiana.


Existe aqui um princípio espiritual profundo: Deus não começa manifestando glória; Ele começa formando obediência. A glória não inaugura o processo — ela o confirma. Quem busca manifestações sem se submeter ao processo acaba construindo algo que não suporta o peso da presença de Deus.


A obediência descrita nesse capítulo é minuciosa. Nada é improvisado. Cada detalhe importa porque cada detalhe comunica submissão. O cuidado com o que é visível revela reverência pelo Deus invisível. Onde há descuido com o detalhe, geralmente há superficialidade espiritual.


Na Nova Aliança, Pedro afirma que somos edificados como casa espiritual (1Pe 2.5). Isso significa que o mesmo princípio permanece: Deus trabalha pacientemente em nós antes de nos confiar maiores responsabilidades espirituais. A pressa produz aparência; a obediência produz profundidade.


Muitos querem a glória sem o processo. Querem o fogo sem o altar preparado. Querem resultados rápidos, mas rejeitam o trabalho lento de formação do caráter. 1 Reis 6 nos lembra que o Deus que manifesta Sua glória é o mesmo que exige fidelidade no ordinário. A glória vem — mas ela encontra um lugar preparado.


Petição

Senhor, livra-me da pressa espiritual. Ensina-me a obedecer nos detalhes, mesmo quando ninguém vê, e prepara meu coração para sustentar aquilo que só Tu podes derramar.


Aplicação

Serei fiel no processo, confiando que Deus manifesta Sua glória no tempo certo.

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4 days ago
2 minutes 31 seconds

Manhãs com Jesus
O valor do preparo silencioso - 1 Reis 5

O valor do preparo silencioso

Leitura: 1 Reis 5


Seleção

1Rs 5.17O rei mandou que trouxessem pedras grandes, pedras preciosas e pedras lavradas para os alicerces do templo. 18Os edificadores de Salomão, e os de Hirão, e os giblitas cortaram as pedras e prepararam a madeira e as pedras para edificar o templo.


Observação

Antes que qualquer parede do templo fosse vista, muito trabalho invisível já estava acontecendo. 1 Reis 5 não descreve culto, glória ou celebração. Descreve madeira sendo cortada, pedras sendo lavradas, acordos sendo firmados e turnos sendo organizados. É um capítulo inteiro de preparo — e isso não é acidental.


O templo, a obra mais simbólica do reinado de Salomão, não começa com barulho, mas com paciência. Deus não tem pressa em construir o que deve permanecer. O preparo silencioso faz parte da obediência tanto quanto a execução visível. Pular essa etapa não acelera a obra; compromete seus alicerces.


Há aqui um confronto necessário com nossa espiritualidade apressada. Muitas vezes queremos resultados rápidos, plataformas visíveis e frutos imediatos, mas desprezamos os processos longos que Deus usa para formar caráter, estrutura e maturidade. O texto nos lembra que o tempo de preparo não é atraso; é proteção.


Na Escritura, grandes obras quase sempre são precedidas por longos períodos de anonimato e preparação. Moisés passa anos no deserto antes de conduzir o povo. Davi é ungido muito antes de reinar. Jesus vive trinta anos em silêncio antes de três anos de ministério público. Deus trabalha profundamente antes de agir publicamente.


O preparo exige humildade, constância e submissão. É nesse tempo que Deus ajusta motivações, alinha expectativas e fortalece fundamentos. Quem rejeita o processo geralmente busca atalhos — e atalhos espirituais cobram um preço alto depois. O que é feito às pressas pode até impressionar, mas não resiste ao teste do tempo.


Deus está mais interessado em obras que permanecem do que em resultados imediatos. E, muitas vezes, o maior sinal de fé não é agir rápido, mas esperar obedientemente enquanto Ele prepara tudo no tempo certo.


Petição

Senhor, livra-me da pressa espiritual. Dá-me um coração paciente para atravessar os tempos de preparo sem desânimo, confiando que Tu estás trabalhando mesmo quando não vejo resultados imediatos.


Aplicação

Aceitarei com fé os tempos de preparo, confiando que Deus está formando alicerces antes de levantar a obra.

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5 days ago
2 minutes 41 seconds

Manhãs com Jesus
Sabedoria que organiza a vida - 1 Reis 4

Sabedoria que organiza a vida

Leitura: 1 Reis 4


Seleção

1Rs 4.1O rei Salomão reinou sobre todo o Israel. 2E estes eram os seus altos oficiais: Azarias, filho de Zadoque, era o sacerdote


Observação

O capítulo 4 de Primeiro Reis pode parecer, à primeira leitura, apenas uma lista administrativa: nomes, cargos, regiões e responsabilidades. Mas a Escritura não desperdiça palavras. Aqui, o texto revela algo essencial sobre a sabedoria concedida por Deus: ela se expressa em organização concreta.


A sabedoria de Salomão não ficou restrita a discursos elevados ou decisões pontuais; ela estruturou o reino. Há funções claras, ciclos definidos, provisão organizada e responsabilidade distribuída. O governo deixa de ser improvisado e passa a operar com ordem. Onde antes poderia haver caos, agora há direção.


E esse ponto é profundamente espiritual. Muitas vezes associamos sabedoria apenas a discernimento moral ou profundidade intelectual, mas a Bíblia amplia esse conceito. Sabedoria bíblica inclui saber ordenar a vida, estruturar o tempo, distribuir cargas e criar ritmos saudáveis. Quando Deus governa o coração, Ele também governa a agenda.


A ausência de ordem raramente é sinal de espiritualidade elevada; geralmente é sinal de falta de maturidade. A fé que confia em Deus não elimina planejamento — ela o orienta. Salomão não organiza o reino para substituir Deus, mas porque Deus lhe deu entendimento para fazê-lo.


Na Nova Aliança, Paulo reforça esse princípio ao afirmar que Deus não é Deus de confusão, mas de paz (1Co 14.33). Onde a sabedoria do alto opera, há clareza, funcionalidade e propósito. A desordem constante drena energia, gera ansiedade e compromete a frutificação.


Organizar não é controlar tudo, mas alinhar o que foi confiado. Quando a sabedoria governa, a vida deixa de ser reativa e passa a ser intencional. Deus se agrada quando usamos bem aquilo que Ele nos entrega — inclusive tempo, recursos e responsabilidades.


Petição

Senhor, concede-me a sabedoria que ordena a vida. Livra-me da confusão disfarçada de espiritualidade e ensina-me a organizar tudo debaixo do teu governo.


Aplicação

Buscarei refletir a sabedoria de Deus também na forma como organizo minha vida diária.

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6 days ago
2 minutes 30 seconds

Manhãs com Jesus
O pedido que agrada a Deus - 1 Reis 3

O pedido que agrada a Deus

Leitura: 1 Reis 3


Seleção

1Rs 3.9Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para governar o teu povo, para que, com prudência, saiba discernir entre o bem e o mal. Pois quem seria capaz de governar este teu grande povo?


Observação

Deus aparece a Salomão em sonho e lhe oferece algo raro: liberdade total de pedido. Não há limite, não há condição explícita, não há direcionamento prévio. O céu, então, se cala para ouvir o que governa o coração do rei. E é exatamente aí que o texto nos confronta.


Salomão não pede poder para controlar, riqueza para se proteger ou longevidade para se perpetuar. Ele pede um coração que escuta. A expressão hebraica usada aqui pode ser traduzida literalmente como “coração ouvinte”. Ou seja, antes de pedir respostas, Salomão pede sensibilidade. Antes de pedir autoridade, pede discernimento. Ele entende que governar o povo de Deus exige mais do que força: exige temor.


Esse pedido nasce da humildade. Salomão se descreve como “menino” — não em idade, mas em consciência de limitação. Ele sabe que o chamado é maior do que sua capacidade natural. E é justamente essa confissão que agrada ao Senhor. Deus não se agrada de líderes que confiam no próprio repertório, mas daqueles que sabem que não sabem.


O texto nos ensina algo profundo sobre oração: Deus se agrada quando pedimos aquilo que nos mantém dependentes dEle. Pedidos que nos tornam autossuficientes raramente produzem maturidade espiritual. Pedidos que nos mantêm ouvindo, discernindo e temendo ao Senhor moldam o coração para o Reino.


Na Nova Aliança, Tiago ecoa esse mesmo princípio: “Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus” (Tg 1.5). A sabedoria bíblica não é informação acumulada, mas coração alinhado. Não é rapidez para decidir, mas sensibilidade para discernir. É a capacidade de ouvir Deus antes de reagir às circunstâncias. O que pedimos a Deus revela quem está no centro da nossa vida. Salomão pede algo que não o coloca no centro — e por isso Deus lhe confia muito mais do que ele imaginava.


Petição

Senhor, dá-me um coração que escuta. Livra-me de orações centradas em mim mesmo e ensina-me a pedir aquilo que te agrada e me torna dependente da tua direção.


Aplicação

Antes de pedir soluções rápidas, pedirei um coração sensível à voz de Deus.

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1 week ago
2 minutes 30 seconds

Manhãs com Jesus
O chamado à fidelidade contínua - 1 Reis 2

O chamado à fidelidade contínua

Leitura: 1 Reis 2


Seleção

1Rs 2.3Guarde os preceitos do Senhor, seu Deus, andando nos seus caminhos, guardando os seus estatutos, os seus mandamentos, os seus juízos e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés. Assim, você será bem-sucedido em tudo o que fizer e por onde quer que você for


Observação

As últimas palavras de Davi a Salomão não são estratégias de governo nem conselhos militares. Ele aponta para algo mais profundo e decisivo: a obediência contínua ao Senhor. Davi entende que o futuro do reino não dependeria apenas da sabedoria de Salomão, mas da sua perseverança em andar nos caminhos de Deus.


Há um detalhe importante no texto: Davi não fala apenas de começar bem, mas de guardar, andar e permanecer. A fidelidade exigida aqui não é pontual, é cotidiana. O maior risco para Salomão não seria a falta de recursos ou de influência, mas o afastamento gradual da Palavra. A história mostrará que esse alerta era necessário.


Esse princípio atravessa toda a Escritura. Muitos começam bem, cheios de temor e dependência, mas se perdem ao longo do caminho por relaxarem na obediência. A fé não se sustenta apenas por experiências passadas; ela precisa ser alimentada por escolhas diárias. Obedecer quando é conveniente é fácil. O desafio espiritual é obedecer quando o coração já se sente seguro, forte ou autossuficiente.


Na Nova Aliança, Jesus ecoa esse mesmo chamado ao dizer que quem permanece na sua palavra é verdadeiramente seu discípulo (Jo 8.31). A perseverança não é um detalhe opcional da vida cristã; é evidência de maturidade. Não se trata de perfeição, mas de constância. Cair não é o fim; abandonar o caminho, sim.


Davi aponta o segredo de uma vida frutífera: não é brilho momentâneo, mas fidelidade a longo prazo. A obediência não garante ausência de lutas, mas sustenta o coração para atravessá-las sem perder o temor do Senhor.


Petição

Senhor, livra-me de uma fé baseada apenas em começos empolgantes. Ensina-me a permanecer, a obedecer diariamente e a guardar a tua Palavra no coração.


Aplicação

Escolherei obedecer ao Senhor hoje, confiando que a fidelidade contínua produz frutos duradouros.

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1 week ago
2 minutes 16 seconds

Manhãs com Jesus
Ambição sem submissão gera confusão - 1 Reis 1

Ambição sem submissão gera confusão

Leitura: 1 Reis 1


Seleção

1Rs 1.5Então Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu serei o rei. Providenciou carros de guerra, cavaleiros e cinquenta homens que corressem na sua frente. 


Observação

O problema de Adonias não começa com cavalos, carros ou apoiadores. Começa com uma frase perigosa: “Eu serei o rei”. Ele não consulta o Senhor, não espera o tempo de Deus e não se submete à palavra já revelada. Sua ambição nasce do desejo de ocupar um lugar que Deus ainda não lhe havia concedido — e talvez nunca concederia.


Adonias constrói um movimento aparentemente forte, estrategicamente organizado e politicamente articulado. Tudo parece legítimo aos olhos humanos. Mas falta o elemento mais essencial: chamado. Onde não há submissão à vontade de Deus, a ambição precisa se sustentar por autopromoção. O texto é claro: ele se exaltou a si mesmo.


Esse padrão se repete ao longo da Escritura. Quando a ambição não passa pelo altar da submissão, ela se torna fonte de divisão, não de edificação. A busca por posição, quando desconectada da obediência, produz pressa, ansiedade e atalhos espirituais. O coração deixa de perguntar “o que Deus quer?” e passa a declarar “o que eu quero”.


Na Nova Aliança, Jesus confronta esse espírito ao ensinar que no Reino o caminho da exaltação passa pela humilhação (Mt 23.12). Toda liderança que nasce da vontade própria carrega em si o DNA do conflito. Deus não unge projetos nascidos da autopromoção, ainda que pareçam bem estruturados e populares.


A maturidade espiritual aprende a esperar. Aprende a discernir entre desejo santo e ambição carnal. Aprende que aquilo que vem de Deus não precisa ser forçado, defendido ou imposto. O que nasce da ambição precisa ser sustentado pela força; já o que nasce da submissão floresce no tempo certo.


Petição

Senhor, guarda meu coração da ambição que não passa pela tua vontade. Livra-me do desejo de me exaltar e ensina-me a esperar, confiar e obedecer ao teu tempo.


Aplicação

Buscarei submissão ao Senhor antes de qualquer posição ou reconhecimento.

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1 week ago
2 minutes 10 seconds

Manhãs com Jesus
Quando números substituem a confiança - 2 Samuel 24

Quando números substituem a confiança

Leitura: 2 Samuel 24


Seleção

2Sm 24.1Mais uma vez a ira do Senhor se acendeu contra os israelitas, e ele incitou Davi contra eles, dizendo: Vá e levante o censo de Israel e de Judá. 2O rei disse a Joabe, comandante do seu exército: Percorra todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e levante o censo do povo, para que eu saiba o seu número.


Observação

O pedido de Davi parece, à primeira vista, apenas administrativo. Contar o povo soa como planejamento, organização e estratégia. No entanto, o texto revela algo mais profundo: o problema não está na contagem em si, mas no coração que a motivou. Davi deseja “saber o número do povo” porque, em algum nível, sua segurança começa a se apoiar na força visível e mensurável, e não mais na fidelidade invisível de Deus.


Joabe, homem acostumado à guerra, percebe o perigo espiritual antes do rei. Ele questiona a ordem, não por incapacidade técnica, mas por discernimento espiritual. O censo revela uma mudança sutil e perigosa: números passam a ocupar o lugar da confiança. Aquilo que deveria servir como ferramenta torna-se fundamento.


Esse é um pecado silencioso e moderno. Não abandonamos Deus explicitamente; apenas passamos a confiar mais no que podemos medir do que no que devemos crer. Resultados, estatísticas, recursos e projeções começam a sustentar nossa paz, identidade e senso de controle. O coração deixa de dizer “se o Senhor quiser” e passa a dizer “se os números fecharem”.


Na Escritura, o problema nunca foi planejar, mas planejar sem dependência. Provérbios afirmam que o coração do homem faz planos, mas a resposta certa vem do Senhor (Pv 16.1). Quando a lógica estratégica se desconecta da submissão espiritual, decisões aparentemente sensatas se tornam atos de autossuficiência.


Na Nova Aliança, Jesus reafirma esse princípio ao advertir contra a ansiedade que nasce do acúmulo e do controle (Mt 6.31–33). O Reino não é edificado sobre garantias numéricas, mas sobre confiança obediente. Números informam; Deus governa. Quando trocamos um pelo outro, o coração já saiu do lugar certo.


Petição

Senhor, guarda meu coração da falsa segurança dos números. Livra-me da autossuficiência disfarçada de prudência e ensina-me a planejar em dependência, submissão e temor.


Aplicação

Antes de confiar em números, confiarei no Senhor que governa todas as coisas.

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1 week ago
2 minutes 30 seconds

Manhãs com Jesus
Deus escreve histórias grandes com pessoas disponíveis - 2 Samuel 23

Deus escreve histórias grandes com pessoas disponíveis

Leitura: 2 Samuel 23


Seleção

2Sm 23.1São estas as últimas palavras de Davi: “Palavra de Davi, filho de Jessé; palavra do homem que foi exaltado, do ungido do Deus de Jacó, do amado salmista de Israel.”


Observação

O capítulo começa com o fim em vista. Davi olha para trás e interpreta sua própria história não como uma sucessão de feitos pessoais, mas como obra soberana de Deus. Ele não se apresenta como herói, estrategista ou guerreiro; apresenta-se como alguém que foi exaltado, ungido e levantado. A ênfase não está no talento de Davi, mas na ação graciosa do Senhor.


Logo depois, o texto registra os valentes — homens lembrados por coragem, fidelidade e feitos extraordinários. No entanto, a história deles começa muito antes dessa lista honrosa. Muitos vieram do anonimato, da rejeição e da crise. O mesmo Davi que agora canta glória foi, um dia, pastor esquecido, fugitivo nas cavernas e homem quebrado diante do próprio pecado. A lista de 2 Samuel 23 não é um catálogo de perfeitos, mas um memorial da graça que transforma pessoas comuns em instrumentos úteis.


Há aqui um princípio essencial: Deus não escreve Sua história com pessoas prontas, mas com pessoas rendidas. Ele não escolhe com base em currículo, status ou força, mas em disponibilidade. A fidelidade precede o reconhecimento. O serviço escondido precede o nome lembrado. O caráter forjado no processo sustenta a honra recebida no final.


Na Nova Aliança, o padrão permanece. Paulo lembra aos coríntios que Deus escolheu o que é fraco, improvável e desprezado para que ninguém se glorie diante dEle (1Co 1.26–29). O Reino avança não pela autopromoção, mas pela obediência perseverante. Deus continua escrevendo histórias grandes com vidas que dizem “eis-me aqui”, mesmo quando ninguém está vendo.


Petição

Senhor, livra-me da ansiedade por reconhecimento. Dá-me um coração disponível, fiel no oculto e submisso ao teu processo. Escreve a tua história em mim, para a tua glória.


Aplicação

Escolherei ser fiel onde Deus me colocou, mesmo quando não há aplausos.

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1 week ago
2 minutes 18 seconds

Manhãs com Jesus
Refúgio na angústia - 2 Samuel 22

Refúgio na angústia

Leitura: 2 Samuel 22


Seleção

2Sm 22.2…“O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza, o meu libertador; 3o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu alto refúgio. Ó Deus, tu me salvas da violência.7“Na minha angústia, invoquei o Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do seu templo ele ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.


Observação

O cântico de Davi (paralelo ao Salmo 18) nasce da aflição. Ele fala sobre “ondas de morte”, “torrentes de perdição” (vv.5–6)… E o primeiro verbo citado não é “aguentar”, mas é “invocar”. Aqui, reside um princípio que muda tudo: refúgio, na Bíblia, não é um esconderijo passivo; é movimento decidido em direção ao Senhor. 


Davi corre para a Rocha, não para anestesias. Ele ora com honestidade (nomeia a angústia) e com fé (nomeia quem Deus é). É uma teologia que sustenta a alma: Deus é Rocha (estabilidade), Fortaleza (proteção), Escudo (interposição), Refúgio (acolhimento) e Libertador (ação concreta).


Note o contraste: quando buscamos “refúgios” falsos — controle, telas, comida, experiências — a dor muda de lugar, mas não se resolve. Quando invocamos o Senhor, a história muda de direção: “Ele me ouviu”. O texto descreve Deus inclinando céus, relâmpagos, vento — imagens de um Rei que se levanta por amor dos seus (vv.8–16). 


Na nova aliança, sabemos onde esse favor foi garantido: Cristo, a Rocha ferida por nós (1Co 10.4). Por Ele, temos ousadia para clamar e graça para ser socorridos “em ocasião oportuna” (Hb 4.16). Portanto, o refúgio ativo é um hábito: pausar, orar, ancorar a alma na Palavra e dar o próximo passo obediente. A circunstância pode não mudar na hora, mas o coração muda de chão. Quem se abriga em Deus volta ao campo com olhos limpos e pés firmes.


Petição

Senhor, ensina-me a correr para Ti na primeira dor. Ouve meu clamor, firma meus passos na tua Rocha e livra-me dos refúgios falsos.


Aplicação

Sempre buscarei o Senhor na minha angústia.

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2 weeks ago
2 minutes 24 seconds

Manhãs com Jesus
Honrar alianças e reparar injustiças - 2 Samuel 21

Honrar alianças e reparar injustiças

Leitura: 2 Samuel 21


Seleção

2Sm 21.1Nos dias do rei Davi houve uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou o Senhor, e o Senhor lhe disse: É por causa de Saul e de sua família sanguinária, porque ele matou os gibeonitas.


Observação

O texto recorda um pacto antigo (Js 9): Israel havia jurado, em nome do Senhor, poupar os gibeonitas. Mas, anos depois, Saul violou a aliança. Em 2Sm 21, a fome expõe a culpa coletiva do reino e Davi busca a face de Deus. 


O Senhor leva promessas a sério: juramentos feitos diante dEle têm peso público. Na Antiga Aliança, em um contexto teocrático, a reparação assumiu forma civil dura e representativa. Os gibeonitas definem a compensação; Davi poupa Mefibosete por outro juramento; e, após justiça e sepultamento digno, Deus concede favor. Fato importante: trata-se de um relato descritivo de um tempo específico onde havia uma teocracia em Israel; portanto, não se trata de um  prescrição direta para a igreja reproduzir.


Como esse princípio se aplica na Nova Aliança? Em Cristo, a culpa última é levada por Ele (Gl 3.13) e a igreja não exerce vingança nem espada (Rm 12.19; 13.1–7). Ainda assim, Deus continua exigindo verdade, fidelidade e reparação. Portanto, quando quebramos promessas, ferimos pessoas ou contratos, o caminho é: confissão sincera, reparação proporcional (dinheiro, tempo, reputação), processos bíblicos de disciplina (Mt 18) e, quando houver crime, envolver as autoridades civis. 


Cristo é nossa propiciação; e a graça que nos perdoa também nos envia a consertar o que quebramos. Deus honra alianças e abençoa comunidades que tratam a injustiça com luz, verdade e reparo.


Petição

Senhor, dá-me um coração fiel às alianças. Perdoa minhas quebras de palavra, move-me a reparar com coragem e faz resplandecer tua graça sobre a minha casa e igreja.


Aplicação

Procurarei me manter fiel às minhas palavras e promessas.

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2 weeks ago
2 minutes 17 seconds

Manhãs com Jesus
Fuja de pessoas facciosas - 2 Samuel 20

Fuja de pessoas facciosas

Leitura: 2 Samuel 20


Seleção

2Sm 20.1Aconteceu que estava ali um homem perverso, cujo nome era Seba, filho de Bicri, homem de Benjamim. Ele tocou a trombeta e disse: Não temos parte em Davi, nem herança no filho de Jessé. Cada um para as suas tendas, ó Israel.


Observação

Seba ainda não empunhava uma espada; ele lançava "apenas" um slogan. Curto, sedutor e teologicamente vazio: “Não temos parte em Davi”. O alvo é o coração ferido de um povo cansado após a crise com Absalão. O método é antigo: transformar frustração em bandeira, criar “nós x eles” e separar pessoas da ordem que Deus estabeleceu. Em Israel, Davi não era apenas uma preferência; era o rei que Deus havia estabelecido. E rebelião travestida de frase de efeito continua sendo rebelião.


No Novo Testamento, a unidade é um dom e um mandamento. Paulo diz aos Efésios que fizessem tudo para preservar a unidade do Espírito (Ef 4.3). A Escritura também manda marcar quem promove divisões (Rm 16.17) e, após admoestação, afastar o faccioso impenitente (Tt 3.10). Há uma diferença brutal entre queixa honesta, que busca correção no Senhor, e mobilização paralela que coleta adeptos para um movimento faccioso, sem cruz e sem verdade.


De forma prática: não compramos narrativas que nos isolam da Verdade assim como causam separação na igreja local. A unidade não é construída em torno de preferências pessoais. Ela é um dom do Espírito Santo e deve ser mantida por meio de nossa responsabilidade pessoal e coletiva.


Petição

Senhor, guarda meu coração de slogans que inflamam a carne. Dá-me amor pela tua igreja, coragem para tratar pecados à luz e mansidão para promover paz sem negociar a verdade.


Aplicação

Sempre lutarei para preservar a unidade da igreja local.

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2 weeks ago
2 minutes 6 seconds

Manhãs com Jesus
O choro de lamento e o posicionamento servil - 2 Samuel 19

O choro de lamento e o posicionamento servil

Leitura: 2 Samuel 19


Seleção

2Sm 19.7Agora, levante-se, saia e diga uma palavra de encorajamento aos seus soldados. Juro pelo Senhor que, se não sair, nem um só homem ficará com você esta noite. E este mal seria maior do que todos que têm vindo sobre você desde a sua mocidade até agora.


Observação

O texto mostra duas verdades que andam juntas no Reino: o luto é legítimo e a missão continua. Davi chora a morte de Absalão — dor real, coração sangrando. A Bíblia não pede frieza (Ec 3.4; Sl 13); ela nos ensina a levar a dor ao Senhor. Ao mesmo tempo, Deus preservou o povo, e os que arriscaram a vida precisam de cuidado e direção. Joabe (com todos os seus problemas) acerta num ponto: o rei não pode transformar livramento em vergonha, nem paralisar a comunidade no dia em que Deus sustentou os seus.


Teologicamente, isso é amor ordenado: amamos os nossos sem esquecer a responsabilidade recebida de Deus (2Co 1.4). O caminho bíblico não é negar o choro, mas ordená-lo: primeiro, lamentamos diante do Senhor; depois, levantamos para edificar o corpo. Em Cristo vemos esse padrão: Ele chora em Betânia (Jo 11.35) e, em seguida, chama à fé e à vida. Assim, 2Sm 19 nos convida a unir coração e mãos: consolo na presença de Deus e serviço no campo.


Não é performance; é obediência. O mesmo Deus que acolhe nossas lágrimas nos convoca a cuidar de quem ficou exausto. Luto sem missão vira estagnação; missão sem luto vira ativismo. O Espírito nos dá ambos: sensibilidade para chorar e coragem para seguir em frente.


Petição

Senhor, recebe meu luto e reorganiza meu coração. Consola-me com tua presença e dá-me graça para levantar, encorajar teu povo e seguir fiel à missão que confiaste.


Aplicação

Chararei as perdas, mas me levantarei e seguirei.

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Manhãs com Jesus
Justiça sem quebrar princípios - 2 Samuel 18

Justiça sem quebrar princípios

Leitura: 2 Samuel 18


Seleção

2Sm 18.14bJoabe pegou três dardos e com eles traspassou o coração de Absalão, enquanto ele ainda estava vivo, pendurado no carvalho.


Observação

A batalha termina, mas o capítulo nos lembra que, no Reino, o “como” importa tanto quanto o “que”. Davi havia ordenado: poupem o jovem Absalão. A instrução não era fácil de ouvir — Absalão era rebelde, responsável por mortes e dor —, porém era uma ordem legítima do rei e, mais que isso, revelava um princípio: justiça dentro de limites. 


No entanto, Joabe decide o oposto. Em nome de um “bem maior” (encerrar a ameaça), ele viola a palavra do rei, executa o inimigo indefeso e manda calar a verdade. O resultado? A vitória chega manchada, a confiança se rompe e o luto de Davi paira sobre o povo.


O texto nos confronta quando estamos tentados a “resolver” nossas questões à força. Fins justos buscados por meios errados continuam errados. Obediência não é fraqueza; é proteção pessoal e comunitária. Quando descumprimos princípios — verdade, honra, autoridade — criamos oportunidades para ciclos de vingança (como se verá na história de Joabe), minamos a legitimidade das conquistas e ferimos quem deveríamos guardar.


Por outro lado, justiça que honra a Deus combina coragem e limites: confronta o mal, mas recusa atalhos; enfrenta pecados, mas preserva a dignidade; decide com firmeza, porém à luz, com testemunhas e sob autoridade. Em tempos de pressão, a pergunta não é só “o que devo fazer?”, mas “o que permanece fiel ao caráter de Deus?”. Melhor perder velocidade do que perder a alma.


Petição

Senhor, dá-me temor a teu nome. Livra-me do pragmatismo que viola princípios. Ensina-me a fazer justiça com verdade, sob autoridade e à tua maneira.


Aplicação

Listarei uma decisão difícil em que estou tentado a “encurtar caminho” e nomearei quais princípios bíblicos estariam sendo violados.

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A providência que frustra planos malignos - 2 Samuel 17

A providência que frustra planos malignos

Leitura: 2 Samuel 17


Seleção

2Sm 17.14Então Absalão e todos os homens de Israel disseram: O conselho de Husai, o arquita, é melhor do que o conselho de Aitofel. Acontece que o Senhor havia decidido frustrar o bom conselho de Aitofel, para que o mal viesse sobre Absalão.


Observação

2Sm 17 é uma aula sobre a providência: Deus governa, em silêncio e precisão, para frustrar o mal planejado contra os seus. O texto coloca o sujeito no lugar certo: “o Senhor havia decicido frustrar o bom conselho de Aitofel”. O plano de Aitofel era rápido, cirúrgico e letal; mas o coração de Absalão é inclinado por Deus a ouvir o atraso de Husai. A providência compra tempo — e tempo vira livramento. 


Em seguida, pequenos atos formam uma corrente: sacerdotes que informam, uma criada que corre, mensageiros que se escondem, uma mulher anônima que cobre o poço com um pano e espalha grãos. Uma casa comum torna-se fortaleza; um lençol, barreira; um poço, refúgio. Nada é “coincidência”: é o Deus vivo costurando proteção por meio de gente fiel.


Do outro lado do rio, a mesma mão cuida do cansaço com uma mesa improvável: Shobi, Maquir e Barzilai chegam com cama, alimento e água. A providência não só impede a morte; ela sustenta a vida. Note: Deus frustra o mal sem anular a responsabilidade humana. Cada elo obedece, age com prudência e guarda sigilo. Assim, aprendemos a confiar e a cooperar: quando o mal trama, o Senhor reina; quando os seus oram e se movem, o mal tropeça. O Deus que fecha portas ao inimigo abre rotas para o seu povo.


Petição

Senhor, reina sobre os intentos do mal contra nós. Frustra conselhos perversos e faz de nós elos fiéis da tua providência.


Aplicação

Vou orar hoje pedindo que Deus desarme qualquer trama contra minha casa e igreja e incline corações conforme a Sua vontade.

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Humildade diante da ameaça e da crítica - 2 Samuel 16

Humildade diante da ameaça e da crítica

Leitura: 2 Samuel 16


Seleção

2Sm 16.11E Davi disse a Abisai e a todos os seus servos: Se o meu próprio filho quer me matar, que dizer desse benjamita? Deixem-no em paz. Que amaldiçoe, pois o Senhor lhe ordenou.  12Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e o Senhor reverta em bênção a maldição que ele está proferindo no dia de hoje.


Observação

Simei amaldiçoa, atira pedras e humilha Davi em público. Abisai quer calar o ofensor “num golpe”; Davi escolhe outra via: não revida, considera que Deus pode usar aquela afronta como disciplina e segue em frente. Não é passividade — é autocontrole santo. Ele protege a equipe de uma escalada inútil, entrega a vindicação ao Senhor e mantém o foco: continuar o caminho. A verdadeira força não é responder na mesma moeda; é dominar o próprio espírito (Pv 16.32).


Perceba a sabedoria: Davi não canoniza a ofensa, mas pergunta o que Deus quer tratar no coração. Nem toda crítica é voz de Deus, porém toda crítica é ocasião para humildade e auto-exame. Ao dizer “talvez o Senhor olhe para a minha aflição…”, Davi coloca a dor na presença de Deus e recusa transformar a ferida em vingança. Quem confia no Juiz pode suportar a afronta sem se tornar igual ao agressor.


Também há prudência prática. Davi não fica preso no ciclo do insulto, nem estaciona a missão para provar um ponto. Há momentos de confrontar; naquele dia, a obediência era avançar e deixar Deus escrever o desfecho. Humildade não é fraqueza; é governo do coração sob a mão do Senhor.


Petição

Senhor, dá-me um coração manso quando for atacado. Livra-me da pressa de revidar, ensina-me a discernir tua mão em meio à crítica e a seguir meu caminho confiando na tua justiça.


Aplicação

Diante de uma crítica, farei um auto-exame em oração e perguntarei: o que preciso confessar/aprender?

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Confiar na presença, não em símbolos - 2 Samuel 15

Confiar na presença, não em símbolos

Leitura: 2 Samuel 15


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2Sm 15.25Então o rei disse a Zadoque: Leve a arca de Deus de volta para a cidade. Se eu encontrar favor aos olhos do Senhor, ele me fará voltar para lá e me deixará ver tanto a arca como a sua habitação. 26Se ele, porém, disser: “Não tenho prazer em você”, eis-me aqui; faça de mim o que achar melhor.


Observação

No auge da crise, Davi poderia usar a arca como talismã político e carregar o símbolo para legitimar seu caminho. Em vez disso, manda devolvê-la a Jerusalém. A rendição é radical: “Se o Senhor quiser, eu volto; se não, faça de mim o que lhe parecer bem.” Davi recusa manipular resultados e escolhe confiar na soberania de Deus. A arca é santa, mas continua sendo sinal; Deus é a realidade. A fé madura troca garantias visíveis pela companhia invisível do Senhor.


Aqui aprendemos duas coisas. Primeiro, presença não é posse: não controlamos Deus com métodos, cargos, prédios, números ou “formas sagradas”. Esses sinais têm lugar, mas não substituem o Senhor. Segundo, obediência sem garantias é o caminho da paz. Davi segue para o deserto com lágrimas e oração, mas com o coração entregue. Ele prefere estar fora do palácio com Deus do que dentro do palácio sem Deus.


A tentação hoje é usar “arcas modernas” — imagens, plataformas, métricas, posições — para sentir segurança. O evangelho nos chama a colocar tudo no altar e dizer: “Eis-me aqui.” Quando soltamos o controle, descobrimos que Deus pastoreia no vale, abre portas no tempo certo e nos devolve (ou não) aquilo que entregamos, mas sempre nos dá a si mesmo.


Petição

Senhor, livra-me de idolatrar símbolos e resultados. Ensina-me a confiar na tua presença e a render meus controles, dizendo com Davi: “Faça de mim o que te parecer bem.”


Aplicação

Identificarei possíveis “símbolos” que tenho usado como segurança (título, método, meta, visibilidade) e o entregarei em oração, escrevendo essa entrega.

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Mediação sábia: verdade sem manipulação - 2 Samuel 14

Mediação sábia: verdade sem manipulação

Leitura: 2 Samuel 14


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2Sm 14.1Joabe, filho de Zeruia, vendo que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão, 2mandou trazer de Tecoa uma mulher sábia e lhe disse: Finja que está muito triste, vista as suas roupas de luto, não se unja com óleo e faça de conta que é uma mulher que há muito tempo está de luto por algum morto.


Observação

A história parece um acerto bonito, mas está cheia de atalhos. Joabe arma uma encenação com a “mulher sábia” de Tecoa para mover o coração do rei. O discurso soa piedoso, porém evita a verdade dura: não há confissão de culpa, nem reparação, apenas um retorno político. O resultado? Absalão volta sem ver a face do pai, o beijo final não cura a distância do coração, e o capítulo seguinte mostrará a revolta. Mediação que manipula pode produzir gestos frios sem reconciliação verdadeira.


A sabedoria do Reino não trabalha com truques emocionais; trabalha com luz. Mediação bíblica nomeia pecados, enfrenta consequências, busca arrependimento e propõe passos justos (confissão, reparação, limites e tempo). O objetivo não é “voltar ao normal”, mas restaurar a comunhão sob a luz e a verdade. Quando pulamos esse caminho, plantamos semente de amargura e colhemos crises maiores.


Aprendemos a separar persuasão santa de manipulação útil. A primeira se submete à Palavra e à oração; a segunda força resultados. A primeira respeita processos; a segunda cria atalhos. Deus não precisa de teatro — Ele habita a verdade. Melhor um caminho mais lento à luz do Senhor do que uma “paz” encenada que traz consequências trágicas. 


Petição

Senhor, livra-me de atalhos emocionais. Dá-me discernimento para buscar mediação que anda na verdade, coragem para nomear o pecado e mansidão para acompanhar processos que visam restauração real.


Aplicação

Buscarei sempre resolver os conflitos de forma transparente e com graça.

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O perigo de conselhos não filtrados - 2 Samuel 13

O perigo de conselhos não filtrados

Leitura: 2 Samuel 13


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2Sm 13.3Mas Amnom tinha um amigo que se chamava Jonadabe, filho de Simeia, irmão de Davi. Jonadabe era um homem muito esperto. 4E ele disse a Amnom: Por que você está emagrecendo tanto dia após dia, ó filho do rei? Por que não me conta o que está acontecendo? Então Amnom disse: Estou apaixonado por Tamar, irmã de Absalão, meu irmão por parte de pai. 5Jonadabe respondeu: Deite-se na sua cama e finja que está doente. Quando o seu pai vier visitá-lo, diga-lhe: “Por favor, permita que a minha irmã Tamar venha e me dê de comer. Que ela prepare a comida diante de mim, para que eu coma de sua mão.”


Observação

A tragédia de 2Samuel 13 começa numa conversa. Amnom não cai sozinho; ele cai amparado por um “amigo” astuto. Jonadabe oferece um plano prático, rápido, “resolutivo” — mas sem temor do Senhor. Astúcia sem santidade vira engenharia do pecado. O conselho que ignora a vontade de Deus sempre soa eficiente, porque atira naquilo que desejamos; e, justamente por isso, abre portas para destruir pessoas, famílias e futuras gerações.


Perceba os sinais do falso conselho: apela ao secreto, não leva em conta a oração, contorna limites e trata gente como meio para um fim. Não pergunta “isso honra a Deus e protege o próximo?”, e sim “como dá para fazer funcionar?”. Onde não há Palavra nem oração, cresce o autoengano. Em contraste, a sabedoria que vem do alto é “primeiramente pura, depois pacífica… sem hipocrisia” (Tg 3.17). O filtro espiritual não é a conveniência, é o caráter de Deus.


Filtrar conselhos é ato de fé: pausar, levar o assunto ao Senhor, abrir a Bíblia e submeter a vontade à Sua voz. Deus guia por meios ordinários — Palavra, oração, conselho piedoso — para nos guardar de conselhos sedutores. Quando a decisão nasce na presença de Deus, ela pode até custar mais, mas não cobra o preço da nossa alma.


Petição

Senhor, livra-me de vozes astutas sem temor do teu nome. Dá-me coração ensinável, discernimento para provar os conselhos à luz da tua Palavra e coragem para escolher o que te agrada, mesmo quando for o caminho mais difícil.


Aplicação

Vo sempre filtrar os conselhos pela oração e pela Palavra.

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Arrependimento: confissão, mudança e reparação - 2 Samuel 12

Arrependimento: confissão, mudança e reparação

Leitura: 2 Samuel 12


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2Sm 12.13Então Davi disse a Natã: Pequei contra o Senhor. E Natã respondeu: Também o Senhor perdoou o seu pecado; você não morrerá.


Observação

Quando a Palavra de Deus nos confronta, há dois caminhos: mascarar o pecado ou se arrepender. Davi vinha encobrindo: desejo, adultério, mentira, abuso de poder, morte. Ao ouvir “Tu és o homem!”, ele não se justifica, não terceiriza, não explica: “Pequei contra o Senhor.” Essa frase curta derruba o castelo do autoengano. Arrependimento começa com confissão — nomear o pecado como Deus o nomeia, sem rodeios.


Mas a confissão bíblica não para nos lábios; ela muda a rota. Davi encerra a encenação do encobrimento: ele se levanta, lava-se, adora (v.20) e volta ao caminho da obediência. Ele aceita a disciplina de Deus, em vez de manipular novos atalhos. Arrependimento é metanoia — mudança de mente que produz mudança de prática. O homem que tomou o que não era seu agora aprende a receber o que Deus dá e a caminhar sob limites santos.


E onde o pecado feriu pessoas, arrependimento inclui reparação. Davi “consolou Bate-Seba” (v.24) — não como gesto vazio, mas como cuidado concreto com quem foi esmagada por sua culpa. Reparar é reconhecer danos, pedir perdão sem condições, assumir consequências e fazer o possível para restaurar dignidade e confiança. Em nós, isso se traduz em passos práticos: acertos, restituições, prestação de contas. Graça não é desculpa para manter padrões antigos; é poder para uma vida nova.


Assim, 2Sm 12 nos ensina a tríade do arrependimento: confissão honesta, mudança de caminho e reparação amorosa. Deus perdoa para reconstruir — e a reconstrução passa pela verdade.


Petição

Senhor, dá-me um coração quebrantado. Livra-me das desculpas. Ensina-me a confessar com verdade, a mudar de rota e a reparar o que quebrei, para a tua glória e o bem do próximo.


Aplicação

Sempre que for confrontado, buscarei arrependimento sincero e reparação.

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Manhãs com Jesus
Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.