FONTES:
Eurovision: Boycott Franco and Salazar [vídeo]
O contrabando e a fronteira [artigo]
Intendência Geral dos Abastecimentos na Torre do Tombo [Protocolo de doação da Coleção, com imagens]
Decreto-Lei n.º 32945, de 2 de agosto, que cria no Ministério, para funcionar emquanto durarem as circunstâncias derivadas do estado de guerra, a Intendência Geral dos Abastecimentos [DL]
CONTRIBUIÇÕES E CONTRARADIÇÕES: A EDUCAÇÃO SEPARADA E A EDUCAÇÃO MISTA NOS ANOS 50-60 EM PORTUGAL [artigo académico]
Discurso de Salazar sobre o fim da II Guerra Mundial [som, RTP]
Interview with General Franco [vídeo, youtube]
Olá!
Obrigada se manterem aqui enquanto não publiquei episódios novos.
FONTES
Mineiros da Urgeiriça exigem direitos [artigo do DN]
Companhia Portuguesa de Fornos Elétricos [artigo de blogue]
Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos [Promo Anos 60]
FONTESHealth of the world's Roma population
INQUÉRITO ÀS CONDIÇÕES DE VIDA, ORIGENS E TRAJETÓRIAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE, 24 de junho de 2024
Mais de metade das pessoas de etnia cigana diz já ter sofrido discriminação em Portugal
Este é um episódio sobre partos, menstruações e bruxas.
FONTES
Vidas de portugueses no ano de superavit comercial de 1943, Irene Pimentel
Fernanda da Luz - Igualdade [blogue]
Amor à pancada [youtube]
Carriça a cantar [youtube]
A Amélia Serrano é avó do André, o que torna este episódio mais íntimo e, para mim, mais acolhedor. Era uma noite fria e com trovoada, perfeita para uma conversa sobre liberdade.
FONTES
A Lei da Terra, 1977 [youtube]
VIAGEM TRIUNFAL DO PRESIDENTE CARMONA AO PORTO, em 1949 [youtube]Chão nosso, Trovante [youtube]
Obrigada por aguardarem meses entre o último episódio e este. Estou muito sensibilizada porque o podcast tem hoje mais ouvintes do que alguma vez teve!
FONTES
Aerograma [RTP]
Irmã Marginal (Sister Outsider), Audre Lorde
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Fontes:
A Dama e o Vagabundo [vídeo]
Raras e Discretas, conhecer um pouco da história das primeiras mulheres da Universidade de Coimbra [artigo]
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Nesta temporada falo com a Natércia Salgueiro Maia, com quem contactei através da Associação Salgueiro Maia.
FONTES
O que ficou na memória: os castigos corporais na escola primária 1900-1960, volume II [tese]
Cálculo do factor de atualização de escudos para euros [calculadora]
O desvio do Santa Maria e o princípio da Guerra do Ultramar [vídeo]
CONTACTO
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Ser anti-racista é um trabalho de todos os dias e de todas as pessoas. E podemos começar em qualquer lado e a qualquer momento. Já há muitos anos que se solidificou a percepção de que o racismo existe na sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito.
FONTES
Rádio Clube de Moçambique [vídeo]
Rádio Libertação [texto e som]
Pequeno Manual Antiracista [PDF]
CONTACTO
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Fontes:
Irmã Marginal, Audre Lorde [comprar livro]
O colonialismo dos anticolonialistas, Cunha Leal [livro]
Retrato do Colonizado, Albert Memmi [livro]
Portugal pode viver sem as colónias? [livro]
PROCLAMAÇÃO DA INSURREIÇÃO ARMADA - SAMORA MACHEL [vídeo]
41 ANOS DO ATAQUE À MATOLA [vídeo]
Neste episódio falo com a Celeste José, 76 anos, sobre ser da terra do Eusébio, trabalhar para uma família portuguesa e ir pela primeira vez ao cabeleireiro.
POEMAS LIDOS
AFORISMO
Havia uma formiga compartilhando comigo o isolamento e comendo juntos. Estávamos iguais com duas diferenças: Não era interrogada e por descuido podiam pisá-la Mas aos dois intencionalmente podiam pôr-nos de rastos mas não podiam ajoelhar-nos.
José Craveirinha
BAYETE
Ergueste uma capela e ensinaste-me a temer a Deus e a ti. Vendeste-me o algodão da minha machamba pelo dobro do preço por que mo compraste, estabeleceste-me tuas leis e minha linha de conduta foi por ti traçada. Construíste calabouços para lá me encerrares quando não te pagar os impostos, deixaste morrer de fome meus filhos e meus irmãos, e fizeste-me trabalhar dia após dia, nas tuas concessões. Nunca me construíste uma escola, um hospital, nunca me deste milho ou mandioca para os anos de fome. E prostituíste minhas irmãs, e as deportaste para S. Tomé…
– Depois de tudo isto, não achas demasiado exigir-me que baixe a lança e o escudo e, de rojo, grite à capulana vermelha e verde que me colocaste à frente dos olhos: BAYETE?
Noémia de Sousa
FONTES
Esperança de vida em Portugal segundo o nível de escolaridade, por Filipe Pereira [Artigo]
Educação e empregabilidade em moçambique [artigo]
Gender Inequality in Employment in Mozambique [artigo]
José Craveirinha [poemas]
Noémia de Sousa [poemas e biografia]
Matutuíne [imagens]
Mafalala [wikipédia]
Esse cabelo, por Djaimilia Pereira de Almeida [excerto]
A avó veio trabalhar [site]
No último episódio desta temporada, falamos de Deus, do regresso do fascismo e da recolha de história oral.
FONTES
Emissão da Emissora Nacional [youtube]
Entrevista a Óscar Cardoso [youtube]
"A homossexualidade no masculino, parte I", Falatório, por Anabela Mota Ribeiro [RTP Arquivos]
Adelfopoiesis [wikipédia]
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Neste episódio falo com a Raimunda da Conceição, 89 anos, sobre apaixonar-se, o dia do casamento e a roupa que se vestia.
FONTES
Idade média do primeiro casamento [estatística]
Povo que Canta [youtube]
Linda de Suza [youtube]
CONTACTO
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Em cada temporada converso com uma pessoa ao longo de vários episódios. Neste episódio, o primeiro da temporada, falo com a Raimunda da Conceição, 89 anos, sobre ir à escola, nassos e vacinação.
Este era um dia de inverno em Beringel, uma aldeia no Alentejo. Estamos na sala da Raimunda, quentinhas: eu e a Celina da Piedade, a vizinha da Raimunda e minha amiga, que nos pôs em contacto.
Do longo desta entrevista, a Celina vai intervindo a cantar e a ajudar a puxar pela memória.
A Raimunda tem cabelo curto e cara risonha. Muitas rugas de expressão. Está confortável no sofá e eu tenho vista para o dia chuvoso na rua.
FONTES
Aviso ao povo para não morrer de bexigas [publicação]
Ponto de Desencontro FNAC, com Maria Gil [podcast]
Livro do Pantagruel [Livro]
Portugueses Ciganos e Ciganofobia em Portugal [Livro]
O Anticiganismo - Reflexões sobre uma variante moderna e por isso esquecida do racismo moderno [Livro]
CONTACTOS
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A Gracinda, que queria ser Graciete, engravidou e gestou três vezes, educou duas filhas, não namorou enquanto não se pagava o terreno que o pai tinha comprado para poder plantar árvores e terem sombra e fruto.
A Gracinda que se apaixonou pelo carpinteiro da aldeia porque não vinha sujo para casa, que era vista como a culpada das bebedeiras dele, a quem lhe gastaram o dinheiro na taberna.
Que começou a trabalhar aos 11 anos.
Que nunca foi à escola porque não havia ali ao pé. Que fez quase 100 quilómetros a pé para ir vindimar por um caminho perigoso. E depois voltou para casa pelo mesmo caminho, mas com dinheiro.
Que não foi ouvida pela Jacinta nem pelo Francisco, porque os pastorinhos não lhe salvaram a bebé, que foi a enterrar numa caixa de sapatos.
Que não nomeou as filhas nem Jacinta, nem Francisco, nem Graciete nem qualquer nome que gostasse.
Que ultrapassou a idade da mãe em três anos.
Que em dezembro de 2023 me deu esta entrevista deitada na sua cama, à hora de almoço, num quarto a cheirar a chá de cidreira, com sol de inverno e um frio de rachar na rua e um aquecedor aos pés da cama.
Que, quando eu me despedi, disse “até à próxima”, sabendo que não haveria próxima, e ela disse "até à próxima filha, muita sorte, espero ter dito qualquer coisa que ajude".
MÚSICA
Todo Este Céu, Fausto Bordalo Dias [música]
Neste episódio falamos de ab*rtar, Deus acudir a umas e não a outras e votar pela primeira vez sem saber ler.
FONTES
Malala e educação infantil, 2013 [vídeo]
Travessia do Deserto, José Mário Branco [música]
Discurso de Sá Carneiro PPD-PSD [vídeo]
Neste episódio falo com a Gracinda de Jesus, de 94 anos, sobre fazer muitos quilómetros a pé para ir vindimar, bailaricos e os pequenos almoços da infância em 1935.
FONTES
Severa [filme completo]
Fole [documentário]
Na temporada 7 de MEMÓRIA FUTURA entrevisto a Gracinda, de 93 anos.
O pequeno quarto onde conversei com a Gracinda era um rodopio silencioso de mulheres. A Raquel ia rindo das piadas da avó. A tia da Raquel, lá ao longe, cozinhava - no áudio há loiça a lavar e grelhados ao lume. E a mãe da Raquel aguardava que a conversa terminasse.
Éramos 4: quatro mulheres juntas num quarto. Um quarto só para nós.
A Gracinda deixou-nos em Janeiro. É uma grande honra ter recolhido o seu testemunho em vida.
A voz das mulheres, a nossa voz, ficará para memória futura.
No último episódio da temporada - o mais longo! - falamos sobre castigos corporais, ser g.ay no Estado Novo e assédio. E acordar!
CONTACTO
@falesia_ [instagram]
laurafalesia@gmail.com
FONTES
O que ficou na memória: os castigos corporais na escola primária 1900-1960 [tese]
A resistência quotidiana dos homossexuais no Estado Novo [artigo]
Decreto-Lei n.º 27.279 de 24 de novembro de 1936
Protesto na Universidade de Lisboa: “O assédio nas faculdades existe e tem de ser tratado” [reportagem]
Acordai!, de Fernando Lopes Graça [música]
Liberdade, de Sérgio Godinho [música]
Nem mais uma palmada [site]