
Mesa de debate focada no fenômeno do chemsex, especificamente no contexto brasileiro. Os palestrantes, que incluem redutores de danos, assistentes sociais e pesquisadores, discutem a evolução da narrativa sobre o chemsex no Brasil, desde a curiosidade inicial em 2019 até o atual pânico moral e a falta de resposta adequada das políticas públicas de saúde. A discussão se concentra na necessidade de desenvolver uma abordagem brasileira do tema, que vá além das quatro substâncias mais estudadas internacionalmente e considere a interseccionalidade (raça, gênero, território) e as linguagens específicas de diferentes comunidades, como as periféricas e funk (e.g., "embrazar," "tuin"). A principal proposta de intervenção é o investimento urgente em educação entre pares e a criação de uma agenda pública robusta para a redução de danos, reconhecendo o uso sexualizado de substâncias como uma questão de saúde integral.