A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu aval ao Projeto de Lei (PL) 3.749/25, que aborda o uso de tecnologias na atividade agrícola.
Proposto pelo deputado Carlos Henrique (PL), o texto inicial previa alterações na Lei 21.156, de 2014, que estabelece a política estadual de desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar, incluindo entre seus princípios o estímulo ao uso de ferramentas como GPS, drones e blockchain.
No entanto, durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto recebeu parecer favorável à sua legalidade na forma do substitutivo nº 1. Essa nova versão sugere mudanças na Lei 11.405, de 1994, que trata da política estadual de desenvolvimento agrícola.
O substitutivo acrescenta, entre os objetivos da política, a promoção da integração e da ampliação do acesso a tecnologias digitais voltadas à coleta, análise e gestão de dados, bem como à automação de processos na produção agrícola.
Sob relatoria do deputado Raul Belém (Cidadania), o texto foi aprovado nessa nova forma e agora segue para votação em 1º turno no Plenário.
A Lei nº 15.040, de 10 de dezembro de 2024, passa a valer em 11 de dezembro de 2025 e estabelece um novo marco legal para os contratos de seguro privado no país, abrangendo também o seguro rural. Suas regras se aplicam somente aos contratos firmados após o início da vigência e incorporam entendimentos que já vinham sendo consolidados pelas decisões dos tribunais.
Nestor Tippa Junior, da Agência Agroeffective, tem mais informações.
A Subcomissão Temporária que acompanhou os embargos de terras, ou seja, as decisões do Ibama que impedem o uso de certas áreas por causa de possíveis irregularidades ambientais, concluiu seus trabalhos e entregou o relatório final. O documento, apresentado pelo relator, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), afirma que esses embargos ambientais, quando feitos de forma ampla e sem detalhamento, são ilegais, exagerados e ruins para o país. O parecer também diz que é preciso garantir que os produtores rurais possam se defender antes de serem punidos. Agora, o relatório será analisado pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária.
Marina Dantas tem mais informações.
As Comissões de Agricultura e de Direitos Humanos discutiram em audiência pública o endividamento de produtores rurais no Rio Grande do Sul.
O estado perdeu mais de R$320 bilhões no agronegócio desde 2020 devido a eventos climáticos e, segundo especialistas, à má condução das políticas de crédito rural. A reunião foi solicitada pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que ressaltou a urgência de encontrar uma solução para os ciclos de endividamento dos produtores.
Marina Dantas, da Rádio Senado, tem mais informações.
A Câmara dos Deputados aprovou o PLP 453/17, que autoriza o Exército a realizar, sem licitação, obras de engenharia abandonadas há mais de um ano e projetos considerados estratégicos, como rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e empreendimentos de energia. O projeto também permite a criação de um batalhão específico para realizar a dragagem do rio São Francisco e seus afluentes, garantindo a navegabilidade da hidrovia.
Marcelo Larcher tem mais informações.
Entender a composição genética do búfalo é um passo importante para o criador melhorar o seu sistema de produção voltado para o queijo. A partir do Programa de Avaliação Genética em Búfalos, conduzido pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), a entidade levantou a demanda de um estudo de genes que poderiam ter interferência nesse processo. A partir disso, o Instituto de Zootecnia, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolveu um método que identifica um dos genes responsáveis por aumentar o rendimento do leite e melhorar a qualidade do queijo.
REJANE COSTA, da Agência Agroeffective, traz mais informações.
O forte crescimento da produção tem reduzido os preços globais dos lácteos, mas a moderada expansão prevista para 2026 tende a aliviar parte dessa pressão. É o que avalia o Rabobank.
A produção de leite nas principais regiões exportadoras segue crescendo de forma acelerada, superando as expectativas anteriores do RaboResearch. Nos Estados Unidos, a produção avançou 4,2% em julho, o maior crescimento desde 2021, e manteve ritmo elevado em agosto, com aumento anual de 3,2%.
Na Nova Zelândia, o início da temporada também foi recorde, culminando em outubro, tradicionalmente o mês de maior oferta. A expectativa é que esse avanço continue até 2026, ainda que em ritmo mais moderado. Entre as sete principais regiões exportadoras, projeta-se que a oferta de leite cresça 1,8% na comparação anual no segundo semestre de 2025, desacelerando para 1,1% em 2026.
No campo da demanda, os mercados globais de lácteos seguem enfrentando dificuldades, especialmente entre consumidores de baixa e média renda. A fraqueza persistente da demanda é visível em diversos canais de alimentação, e a recuperação dependerá do aumento da confiança do consumidor. O cenário base do RaboResearch indica preços mais baixos até 2026, impulsionados pela maior disponibilidade de leite exportável.
O leilão mais recente da plataforma GDT revelou nova queda nos preços internacionais do leite. O recuo, ainda que esperado, trouxe preocupação aos produtores.
Quem tem mais detalhes é Rafael Mendonça, direto da redação.
Nos primeiros quinze dias do mês, os preços da cenoura caíram, segundo o 11º Boletim Prohort da Conab, que também registrou estabilidade com leve redução de 0,32% nas cotações da raiz em outubro. O alface apresentou queda nas médias pelo terceiro mês seguido, influenciada pela elevada oferta e pela menor demanda, especialmente em regiões mais frias, como observado na central de abastecimento de Curitiba.
Essas e outras informações você acompanha a partir de agora com a repórter Flávia Agnello.
A reposição de animais no mercado do boi deve enfrentar desafios. Há escassez de garrotes para o período dezembro-janeiro, levando compradores a buscar animais em regiões distantes, elevando custos com frete. A entressafra do bezerro também limita a oferta, já que muitas vacas estão recém-paridas e os bezerros ainda não atingiram o ponto de venda. O leiloeiro Moacir Naves destaca que o mercado permanece firme e que o setor se prepara para o fechamento de novembro, à espera de um início de dezembro ainda aquecido para a pecuária de corte.
O mercado das carnes mostra desempenho positivo, impulsionado pela expectativa de aumento de consumo no fim do ano e pelo ritmo forte das exportações. O boi registrou embarques superiores a 238 mil toneladas em novembro, superando o mesmo período do ano passado e acumulando recorde de 4,4 milhões de toneladas no ano. O frango também avançou, com mais de 323 mil toneladas exportadas no mês e potencial para ultrapassar 400 mil toneladas. Vlamir Brandalizze faz um balanço dos dados das exportações de carnes até o momento e avalia como deve ser o encerramento de novembro.
O mercado do feijão segue enfraquecido, com lavouras prejudicadas pelo clima e uma queda significativa na área plantada da primeira safra. Enquanto a Conab projetava cerca de 950 mil a 1 milhão de toneladas, a expectativa atual do setor é de que a produção não alcance 800 mil toneladas, refletindo tanto problemas climáticos quanto o desestímulo provocado pelos preços baixos. Vlamir Brandalizze destaca que a demanda deve permanecer fraca. O varejo registra vendas normais, sem aumento de consumo, devido ao foco em produtos natalinos.
O mercado do arroz segue em forte calmaria, com preços pressionados entre R$50 e R$55 por saca no Sul e entre R$60 e R$70 nos estados centrais. A demanda industrial está fraca, com indústrias adiando compras para janeiro e focadas no abastecimento do varejo, que por sua vez prioriza produtos de fim de ano. Com isso, o mercado deve permanecer estável e sem grandes mudanças entre novembro e dezembro, período tradicionalmente marcado por manutenção e férias nas indústrias. Vlamir Brandalizze projeta que, após uma safra recorde em 2025, a temporada de 2026 deve ser menor, o que pode ajudar a sustentar preços adiante.
A colheita do trigo avança para a fase final no Brasil, com o Paraná praticamente concluído e o Rio Grande do Sul chegando a 85%. No Brasil o comércio segue acomodado, com valores entre R$1.020 e R$1.050 por tonelada no Rio Grande do Sul e entre R$1.100 e R$1.200 no Paraná. Moinhos relatam dificuldade em carregar estoques devido ao alto custo do dinheiro, já que precisam comprar trigo à vista e vender farinha a prazo. Vlamir Brandalizze destaca a safra argentina, que é apontada como muito grande, estimada entre 24 e 26 milhões de toneladas, com forte potencial de abastecer o Brasil.
A comercialização da safrinha de milho do Brasil está atrasada. Até o momento, 72,4% negociados ante uma média de 80%, deixando 31,3 milhões de toneladas ainda nas mãos dos produtores, além de 6 milhões de toneladas da safra de verão. Esse volume disponível traz tranquilidade para a indústria de ração, que mantém compras cautelosas. Vlamir Brandalizze projeta que os negócios mais firmes devem ser retomados apenas em janeiro, diante do alto custo financeiro.
O mercado internacional da soja monitora o avanço das negociações entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, que podem resultar em um acordo para encerrar a guerra. Esse movimento aliviaria a pressão sobre o petróleo e beneficiaria países como o Brasil, dependente de diesel e fertilizantes russos. Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, avalia o cenário e projeta um encerramento calmo para o mês de novembro por conta do feriado de Ação de Graças.
Você já ouviu falar na mastite ambiental? É uma doença que causa muitos prejuízos aos bovinos e consequentemente à produção de leite no Brasil. É uma infecção causada por bactérias presentes no ambiente, como lama, esterco e urina.
Guilherme Nunes de Souza, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, conta mais sobre a doença.
Um estudo publicado pela Embrapa avaliou um sistema agrossilvipastoril orgânico para recria de novilhas mestiças em uma região do Distrito Federal. O objetivo é ampliar a diversificação do solo e das culturas em uma determinada área.
Quem conta os detalhes é o pesquisador da Embrapa Cerrados João Paulo Guimarães.
A Embrapa Cerrados publicou no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) as primeiras cultivares de maracujás silvestres para uso como porta-enxertos resistentes à fusariose. Essa doença causada pelo fungo fusarium é devastadora e pode matar o maracujazeiro azedo e comprometer a produção nas áreas afetadas. Com o lançamento desses materiais, a Embrapa oferece aos produtores rurais mais uma ferramenta para garantir a qualidade e a continuidade da produção de maracujá no Brasil.
As quatro cultivares de maracujás silvestres para uso como porta-enxerto foram obtidas por meio de melhoramento genético convencional. O objetivo foi aumentar a produtividade, melhorar a resistência à fusariose e otimizar o desempenho agronômico das mudas enxertadas.
Quem explica mais sobre esse avanço é Fábio Faleiro, pesquisador da Embrapa.
O mercado de feijão registrou aumento de oferta do carioca em São Paulo com o avanço da colheita, levando produtores a aceitarem preços entre R$230 e R$240, abaixo dos valores inicialmente praticados. Apesar de empacotadores e supermercados defenderem preços mais altos, a realidade de custos elevados e necessidade de giro de estoque pressiona os produtores a venderem por valores inferiores. O presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders, afirma que a expectativa é de maior demanda apenas na virada do mês, mas sem grandes saltos de consumo.