O mercado internacional da soja apresenta, neste momento, um leve viés de alta na Bolsa de Chicago, após um período de liquidações e realização de lucros. Os preços buscam sustentação nos principais vencimentos, enquanto a safra brasileira avança dentro da normalidade, com condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. Apesar de ajustes pontuais e desafios localizados, o cenário indica uma safra cheia na América do Sul, com colheitas começando a ganhar ritmo no Brasil e no Paraguai. Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, destaca que o mercado já opera com foco na safra nova, refletindo uma oferta robusta e um forte desempenho das exportações brasileiras, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa.
A primeira semana de 2026 foi marcada por forte movimentação no mercado de feijão, com destaque para a firme demanda e preços sustentados, especialmente para o feijão carioca e o feijão preto. Mesmo com a entrada da safra do Paraná, o baixo volume e a produtividade inferior ao esperado mantiveram a oferta restrita, colocando o controle do mercado nas mãos dos produtores. No cenário externo, mudanças geopolíticas e comerciais trazem desafios e oportunidades: enquanto alguns mercados tradicionais podem se retrair, novas frentes se abrem, como a União Europeia e os Estados Unidos. Quem comenta esses fatores é o presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders.
As perspectivas para o mercado de milho em 2026 apontam para um cenário de oferta confortável. Com estoques elevados, incertezas sobre a área de plantio americana e atenção redobrada ao clima no Hemisfério Norte, os preços tendem a depender da definição da próxima safra norte-americana. No Brasil, a sazonalidade ainda favorece melhores oportunidades no primeiro semestre, enquanto exportações, câmbio e a crescente demanda interna — com destaque para o etanol — serão determinantes para os estoques de passagem. Joãozinho Grafista comenta esses fundamentos e projeta, graficamente, como pode ser o mercado em Chicago.
Após a virada do ano, o Brasil se consolida como protagonista no mercado do algodão ao encerrar 2025 com recorde histórico de exportações, tanto em volume quanto em receita. O cenário internacional também traz mudanças relevantes, como ajustes tarifários na Índia e na China, além do anúncio do acordo Mercosul–União Europeia, que reforça expectativas positivas para a cadeia têxtil. Lício Pena, diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA), comenta que as perspectivas para o algodão em 2026 indicam um mercado atento ao clima, à redução de área plantada e à necessidade de estratégias focadas em eficiência e qualidade.
O mercado global de algodão segue em 2026 marcado por ajustes estruturais e cautela dos produtores. Nos Estados Unidos, mesmo com o anúncio de um robusto programa de apoio ao produtor, a rentabilidade segue pressionada, resultando em expectativa de redução de área plantada e vendas externas fracas. Lício Pena, diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA), chama a atenção para o recorde histórico de exportações no Brasil. Os preços médios tímidos, no entanto, limitam margens e o estímulo à expansão de área plantada.
2026 se inicia em um cenário marcado por forte volatilidade no mercado do café, influenciado principalmente pelas variações climáticas típicas do verão e por movimentos especulativos. Além do clima, fatores geopolíticos trouxeram momentos de apreensão aos mercados, ainda que sem impactos duradouros. Apesar disso, os números de exportação foram bastante positivos, com destaque para Brasil e Vietnã, reforçando o bom humor do setor. O ano se inicia com incertezas, mas com otimismo, muito trabalho e boas perspectivas para o café. A análise é do economista Haroldo Bonfá, da Pharos Consultoria.
Preço do leite com tendência de aumento no primeiro semestre, e presidente de cooperativa comenta essa possibilidade.
Mercado do Leite – como foi 2025? Pior problema do setor estão sendo os juros altos, diz cooperativista.
Importação de leite diminui, mas continua muito acima do volume necessário, e cooperativista comenta.
“É momento de descartar vacas que produzem pouco” afirma vice-presidente de cooperativa de produtores de leite.
O mercado brasileiro de arroz encerra 2025 emum dos piores momentos dos últimos anos, marcado por safra recorde de 12,8milhões de toneladas e cotações nos níveis mais baixos em cinco anos,resultando em prejuízos generalizados para os produtores. No Brasil, o excessode oferta interna, exportações limitadas e importações acima de 1,5 milhão detoneladas pressionaram os preços, especialmente no Rio Grande do Sul, onde asaca ficou entre R$46 e R$55. Diante do cenário negativo, Vlamir Brandalizzedestaca que os produtores reduziram a área plantada em diversas regiões, o quedeve levar a uma safra menor, próxima de 11 milhões de toneladas no próximociclo, sinalizando um mercado mais ajustado à frente.
Omercado do boi encerra 2025 com forte valorização e desempenho histórico dasexportações, que se consolidaram como o principal motor de sustentação dascotações. Diante da escassez global de gado e da competitividade da carnebrasileira, Vlamir Brandalizze projeta a manutenção da forte demandainternacional em 2026, sustentando um cenário positivo para o setor bovino.
O mercado de feijão encerra 2025 com balançomisto, marcado por recorde histórico de exportações, próximo de 500 miltoneladas, e preços baixos ao consumidor no segundo semestre, sem reaçãosignificativa da demanda interna. A produção total ficou em torno de 3 milhõesde toneladas, enquanto a primeira safra em curso já indica redução de área eprodutividade devido ao clima adverso, sinalizando oferta menor em 2026. Essecenário, de acordo com Vlamir Brandalizze, começa a sustentar leve reação nospreços, sobretudo do feijão carioca.
Omercado de carne de frango encerra 2025 em ritmo positivo, com o Brasilconsolidando sua liderança global nas exportações e caminhando para um recordehistórico, com embarques que devem superar 5 milhões de toneladas. Acompetitividade do produto brasileiro, sustentada pela ampla oferta de milho esoja e pelos baixos custos de produção, mantém o frango como a proteína maisacessível ao consumidor interno e altamente atrativa no mercado internacional.Vlamir Brandalizze destaca que a avicultura brasileira fecha o ano fortalecidae com perspectivas de crescimento contínuo em 2026, tanto no mercado internoquanto no externo.
O mercado do milho encerra 2025 com fundamentossólidos e perspectiva positiva, impulsionado por demanda recorde no Brasil,exportações entre as maiores da história e preços firmes. No cenáriointernacional, a safra 2024/25 registrou forte déficit entre produção econsumo. A demanda tende a seguir aquecida, favorecida pelo aumento do consumode ração no hemisfério Norte durante o inverno e pela redução da produção empaíses como a Ucrânia.
No Brasil, Vlamir Brandalizze projeta que aprodução pode alcançar cerca de 131 milhões de toneladas, com grande peso dasafrinha, ainda sujeita a riscos climáticos, enquanto o consumo interno devesuperar 100 milhões de toneladas.
O mercado global e brasileiro de soja caminhapara um cenário mais ajustado na safra 2025/26, segundo dados do USDA, com levequeda na produção mundial, estimada em 422,5 milhões de toneladas, praticamenteigual ao consumo projetado, o que reduz significativamente os estoques globais.No Brasil, a produção pode chegar a 175 milhões de toneladas ou mais, com safrarecorde recentemente colhida e cerca de 85% já comercializada, enquanto a vendaantecipada da próxima safra segue abaixo da média histórica. A expectativa é deforte concentração da colheita em março, período que pode pressionar os preçosno curto prazo. Quem avalia esse cenário é o nosso parceiro Vlamir Brandalizze,da Brandalizze Consulting.