A bióloga e ambientalista Daniela Lerario é a convidada de Victor Cremasco neste episódio do podcast Futuro Vivo. O ponto de partida é uma pergunta direta: a Terra está dando conta do nosso modo de vida?A entrevista mergulha em temas como crise climática, gestão de resíduos, consumo excessivo, economia circular e os limites físicos do planeta.Daniela explica conceitos fundamentais como o Dia da Sobrecarga da Terra, as barreiras planetárias, o papel do lixo e do plástico na degradação ambiental e por que reciclar, sozinho, não resolve o problema. A conversa também aborda desigualdade social, o papel dos catadores, o impacto dos resíduos eletrônicos e a necessidade de repensar o design dos produtos desde a origem.A partir da experiência na expedição ao Pacífico que cruzou a maior mancha de resíduos do mundo, Daniela traz dados, reflexões e provocações sobre como chegamos até aqui e quais escolhas precisam ser feitas para garantir um futuro possível.Um episódio para quem quer entender por que consumir menos, melhor e com consciência não é mais uma opção, é uma urgência.
Combater a crise climática é um papel de todos, mas o chamado das crianças à educação ambiental dos adultos de suas famílias é uma das propostas da atriz, ativista e comunicadora socioambiental Laila Zaid. "Essas crianças, querendo ou não, elas sabem que elas estão num momento de muita insegurança. Eu acho que a humanidade nunca viveu uma crise existencial coletiva como a gente está vivendo agora. E elas muito provavelmente vão ser expostas a possíveis soluções inclusive que vocês, pais e mães, não foram. Então assim, abram escuta ao invés de dizer 'ah bobagem, pare com isso.' Se seu filho te sugerir de separar o lixo em casa, ajuda a botar duas lixeiras", afirma Laila.
Em conversa com Victor Cremasco neste episódio do podcast Futuro Vivo, a autora do livro infantil “Manual para Super-Heróis: O início da revolução sustentável” fala sobre o otimismo de ver a sociedade civil cada vez mais atenta e cuidadosa com um dos principais desafios do nosso tempo, mas expressa preocupação diante do "freio de mão" que parte do setor privado ainda representa com a emissão de combustíveis fósseis.
Além de defender os diálogos de educação ambiental dentro das famílias e escolas, Laila defende uma mudança algorítmica, para que os conteúdos produzidos por ativistas e comunicadoras como ela possam circular melhor nas redes sociais e para que as fake news sejam banidas dessas plataformas.
Os impactos dos eventos extremos já são parte do cotidiano dos brasileiros. A crise climática deixou há muito tempo de ser um conceito e passou a afetar diretamente a vida urbana, onde reside 87% da população. Neste episódio do podcast Futuro Vivo, Victor Cremasco conversa com o urbanista climático Pedro Henrique de Christo sobre a urgência de preparar nossas cidades para um futuro que, segundo ele, será de pelo menos “mais 50 a 100 anos de fervura global”. Pedro explica por que a adaptação e a resiliência precisam ocupar o centro das políticas públicas. E mesmo que se faça uma transição energética imediata, o planeta levará décadas para recuperar o equilíbrio climático. Isso significa que precisamos agir agora para proteger vidas, infraestrutura e serviços essenciais. O episódio mergulha no conceito de Urbanismo Climático, abordagem que integra arquitetura, ciência, tecnologia e justiça social para transformar territórios vulneráveis. Pedro conta sobre seu trabalho em Harvard, os modelos 4D de simulação climática e experiências brasileiras como o Parque Sitiê, no Vidigal, um dos melhores exemplos de regeneração urbana e impacto comunitário do mundo. A conversa desmonta mitos do ambientalismo tradicional, evidencia limites do modelo de conservação isolada e propõe uma visão de futuro possível, mais justa e adaptada. Para Pedro, ainda há muito a ser feito: desistir não é uma opção. Construir resiliência é o caminho para um amanhã verdadeiramente mais vivo.
A necessidade de proteção da biodiversidade está relacionada a própria manutenção da vida no planeta e o Brasil tem papel fundamental como guardião dessa riqueza natural. Em conversa com Victor Cremasco, o escritor e ambientalista João Meirelles dá uma verdadeira aula sobre os ecossistemas brasileiros, mostrando a dimensão da riqueza natural que a Amazônia abriga. “Se olharmos o arquipélago do Marajó, por exemplo, ele concentra cerca de 10% da biodiversidade do Brasil”.
Meirelles também destaca que a biodiversidade vai muito além das espécies mais visíveis. “A gente pensa sempre nas grandes espécies, mas é nos micro-organismos e nos insetos que está a verdadeira diversidade”, explica.
No episódio, o ambientalista também reflete sobre o papel do Brasil como guardião global da biodiversidade, ressaltando a necessidade de conciliar desenvolvimento e preservação. O episódio convida o público a refletir sobre a biodiversidade como um sistema que conecta todas as formas de vida e garante a estabilidade do planeta.
Mais do que um conceito científico, é uma rede viva da qual todos fazemos parte.
"Prestes a embarcara para a COP30, a ativista e líder quilombola Katia Penha conversa com Victor Cremasco sobre a luta por titulação de territórios quilombolas no Brasil, ressaltando a dívida histórica com essas comunidades, sua ligação com a preservação ambiental e a importância de maior inclusão em eventos globais como a Conferência das Partes (COP).
A coordenadora nacional da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas ) também alerta sobre os impactos das grandes obras e das políticas de mitigação ambiental que desconsideram as comunidades locais.""Não adianta pensar uma transição energética limpa, sendo que é o meu território que está sendo usado para fazer essa transição e não está sendo titulado. Os parques eólicos estão tomando o meu território"", destaca Katia."
#FuturoVivo #Terra
Em tempos de tantos (e novos) desafios para famílias, escolas e educadores, Victor Cremasco conversa com a pedagoga Ana Paula Yaszek sobre como as novas configurações sociais, ambientais e tecnológicas estão impactando a infância e a educação. A fundadora do Espaço Ekoa destaca o papel do adulto como tradutor e mediador da criança com a natureza, com a sociedade e com diferentes ferramentas tecnológicas. De acordo com ela, o excesso de uso de telas entre as crianças está criando pessoas com dificuldade de esperar e de lidar com o ócio. A pedagoga também faz um alerta sobre a adultização de crianças sob diferentes aspectos: como a sexualização, o consumismo e a imposição de padrões estéticos.
Um dos maiores desafios do nosso tempo, o combate à crise climática, exige a compreensão do ser humano como parte integrante de um ecossistema complexo, e não separado ou superior a ele. Provocar e fortalecer essa compreensão foi a premissa de "Histórias da Ecologia", que estreou no MASP no início de setembro e segue em cartaz até fevereiro de 2026. Os curadores do museu e responsáveis por essa mostra coletiva conversaram com Victor Cremasco sobre o trabalho curatorial dessa relação de pensar a ecologia como um sistema de inter-relações entre seres humanos e o que eles chamam de "mais que humanos", no caso dos animais, as florestas, as plantas e os rios.
Se a sociobioeconomia é uma das palavras da moda quando se fala em sustentabilidade, Bia Saldanha é uma das precursoras do assunto no Brasil. Carioca de nascença, a economista mora no Acre há 34 anos, desde que percebeu que não poderia “salvar” a Amazônia vivendo em Ipanema.Depois te tentar se afastar da moda, da qual vivia no Rio de Janeiro, percebeu que era justamente com ela que poderia mais ajudar a proteger a floresta que tanto ama e a desenvolver as comunidades amazônicas.Hoje, Bia traz no currículo a articulação da parceria entre grandes empresas privadas e produtores locais, sempre incentivando novos mecanismos de remuneração para os produtos e serviços da floresta. Entre as marcas de moda com as quais já trabalhou estão Farm, Veja, Hermès e Ralph Lauren."Eu me considero uma estudante e uma pessoa que está a serviço dessa floresta, desses povos, dessa gente, mas sempre aprendendo, sempre nessa posição de aprendiz e estudante", diz.
No quarto episódio do podcast Futuro Vivo, Denise Fraga reflete sobre o papel da arte em temas como meio ambiente e inteligência artificial. "Estamos sofrendo um processo de desumanização. Estamos sendo reformatados", disse a artista durante o bate-papo com o apresentador Victor Cremasco.
Ao refletir sobre a humanidade, Denise tem um sentimento dúbio: "uma esperança equilibrista. Todo dia dá uma balançada". Parte dessa 'estremecida' veio recentemente, com a aprovação do PL 2159/202, que propõe mudanças na legislação sobre licenciamento ambiental. "Tenho a sensação de sermos irresponsáveis com nosso tempo, à medida em que estamos nessa hora crucial, nesse ponto de não retorno", diz a atriz.
Ela, que é cocriadora da websérie 'A Vida Convida' em parceria com a Vivo, defende a importância das manifestações artísticas para "quebrar" a automatização da vida e para ajudar as pessoas a pensarem mais. “A arte, de toda maneira, te humaniza", diz. “Achamos que o problema é nosso. Quando vamos ao teatro, vemos que o problema é de todo mundo. A arte é saúde mental. Precisamos da arte para fazer a gente se reconhecer no que a gente é."
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O músico e compositor Gilberto Gil compartilhou, em entrevista ao podcast Futuro Vivo, perspectivas de esperança sobre o desenvolvimento da sociedade em harmonia com a natureza e afirmou que a inteligência artificial ajuda a humanidade a avançar de forma mais rápida. Ele também exaltou a solidariedade e a bondade do povo brasileiro.Na conversa com o apresentador Victor Cremasco, Gil ainda falou sobre o tamanho e a força do seu legado e sobre a importância da arte para que o ser humano consiga traduzir a vida.Este episódio foi gravado no dia 11 de Julho de 2025, antes da morte de Preta Gil.Acesse o link e fique por dentro de todos os detalhes do evento https://www.encontrofuturovivo.com.br/ #FuturoVivo
Em uma conversa no podcast Futuro Vivo, Kaká Werá, escritor, ambientalista, educador e líder indígena do povo Tapuia trouxe reflexões essenciais sobre a relação da humanidade com a Terra e a necessidade urgente de resgatar a sabedoria ancestral.
O papo com o apresentador Victor Cremasco abordou desde sua trajetória pessoal até a visão dos povos originários sobre os desafios contemporâneos e o papel da tecnologia.
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Em um cenário de crescentes alertas ambentais, o pesquisador e cientista climático Carlos Nobre afirmou em entrevista ao podcast Futuro Vivo que o clima global está “quase que em colapso”. A declaração serve como um chamado de atenção para a urgência da crise que o mundo enfrenta, marcada por eventos extremos como enchentes, incêndios, ondas de calor e secas severas.
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