Neste trigésimo nono episódio do "Quem Tem Medo de Psicanálise?", a gente fala sobre o depois de Freud - não como ruptura ou superação, mas como continuidade que se desloca: um gesto que precisa seguir andando para não virar dogma.
Abrindo a temporada 2026 do QTMP, o episódio parte do caminho já feito com Freud para perguntar o que acontece quando o mundo muda e o sofrimento muda junto. É nesse ponto que entram Sándor Ferenczi, Melanie Klein, Donald Winnicott e Jacques Lacan - não como respostas prontas, mas como modos diferentes de sustentar a escuta quando aquilo que chega já não cabe nas mesmas formas. Porque, na psicanálise, seguir adiante nunca é abandonar o que veio antes. É levar a sério demais para parar ali.
Neste trigésimo oitavo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o começo - não como virada limpa ou promessa de reinvenção, mas como corte: algo que separa, desloca e dói um pouco.
Partindo do clima de fim de ano, o último episódio da temporada 2025 do QTMP questiona a fantasia do recomeço ideal e se aproxima dessa borda entre repetição e mudança para perguntar: o que é um começo de verdade? O que faz diferença entre repetir a cena e sustentar um corte possível - mesmo sem garantias?
Neste trigésimo sétimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre esse lugar estranho e cotidiano que costuma aparecer na frase “tá tudo bem”.
Não como um estado ideal, nem como uma meta a ser alcançada, mas como um modo de seguir vivendo quando nem tudo está resolvido.
Depois de passar pelo laço no episódio anterior, a gente se aproxima dessa zona intermediária entre o desamparo e o desespero, para perguntar: o que é que a gente chama de “tudo bem”? E o que sustenta a vida quando ela não desmorona - mas também não fecha?
Neste trigésimo sexto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o laço - não como sinônimo de amor ou afinidade, mas como aquilo que sustenta a vida desde o início. Depois de atravessar o desamparo no episódio anterior, a gente volta a esse ponto de origem para perguntar: o que é que faz com que o ser humano não precise existir sozinho? O que permite que uma vida se organize, se mantenha e atravesse a falta?
Neste trigésimo quinto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o desamparo - essa condição que antecede o “eu” e acompanha toda a vida.
Aquele começo radical em que existir depende do outro, e é justamente daí que nascem o desejo, a angústia, a fantasia e tudo o que nos faz sujeito. Hoje, a gente volta para esse ponto de origem para perguntar: o que significa começar a vida precisando de alguém para poder existir?
Neste trigésimo quarto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre a realidade psíquica - esse lugar onde o que você vive por dentro pode não bater com o que aconteceu lá fora, mas ainda assim organiza seus afetos, escolhas e sintomas.
Hoje, a gente mergulha nesse território em que fato e fantasia não são opostos, mas materiais diferentes de uma mesma história - a sua. E tenta responder: o que realmente faz algo ser “real” para o sujeito?
Neste trigésimo terceiro episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o conflito psíquico - essa fricção discreta, mas constante, que atravessa todos nós. Não é briga externa, nem crise existencial grandiosa: é esse desencontro interno que começa quando partes da gente puxam para lados diferentes, como se houvesse uma pequena assembleia emocional… e ninguém votasse igual.
Hoje, a gente mergulha nesse movimento que estrutura o sujeito - e tenta responder: até onde o conflito é algo que precisamos resolver… e até onde ele é justamente o que nos mantém vivos por dentro?
Neste trigésimo segundo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre a identificação - esse processo silencioso em que o outro se inscreve dentro da gente. Não é imitação, nem escolha: é a forma mais antiga e mais profunda de laço psíquico, o modo como o eu nasce e se reorganiza ao longo da vida.
Hoje, a gente mergulha nesse movimento que nos forma e nos transforma - e tenta responder: até onde somos nós que nos construímos, e até onde é o outro que nos escreve primeiro?
Neste trigésimo primeiro episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre uma fantasia que acompanha quase todo mundo que começa a estudar psicanálise: a fantasia da chegada - a ideia de que existe um momento certo em que você finalmente “vira analista”.
Hoje, a gente olha para o ponto em que esse desejo esbarra no que a formação realmente pede: tempo, risco, elaboração, atravessamento. É um episódio para quem está caminhando e quer entender, com honestidade, o que significa se autorizar - e o que essa pergunta revela sobre o próprio desejo.
Neste trigésimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre a fantasia - esse roteiro invisível que o inconsciente escreve dentro da gente. A fantasia não é o oposto da realidade: é a forma que encontramos de viver dentro dela. É o enredo secreto que organiza o desejo, que dá sentido ao que sentimos e molda o lugar que ocupamos nas nossas próprias histórias. De Freud a Lacan, a fantasia aparece como a ponte entre o inconsciente e o eu - o fio que separa o real do insuportável. Hoje, a gente mergulha nessa narrativa que nos habita, nesse sonho acordado que nos mantém de pé, e tenta responder: até que ponto somos nós que escrevemos a nossa história - e até que ponto é ela que nos escreve?
Neste vigésimo nono episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o Supereu e a culpa - essa voz que vive dentro da gente, cobrando, julgando e exigindo o impossível. De Freud a Lacan, o Supereu aparece como a herança da interdição, o efeito da civilização dentro de nós - e, ao mesmo tempo, a força que nos tortura em nome dela. Entre o desejo e a lei, entre o prazer e a dívida, nasce a culpa: o sentimento mais fiel a essa voz que nunca se cala.
No episódio de hoje, testamos um novo formato aqui no Quem tem medo de Psicanálise? : um bate-papo com o psicanalista e professor universitário Cássio Azevedo, sobre o que é ser um psicanalista hoje. Quais as dificuldades, os desafios e, principalmente, sobre o que esperar dessa jornada para se tornar um psicanalista.
Neste vigésimo sétimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre o Ideal de Eu e o Eu Ideal — forças que moldam o modo como o sujeito se enxerga e se cobra. Entre o olhar do Outro e a imagem do espelho, o eu tenta se equilibrar - se estica pra caber no ideal e se comprime pra não decepcionar o olhar que o mede. De Freud a Lacan, o eu aparece como algo que se constrói entre o desejo e a lei. E talvez seja nesse intervalo - entre o que somos, o que queremos e o que achamos que devemos ser - que se esconde o mal-estar de existir.
Neste vigésimo sexto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente mergulha no tema da psicose em Freud - não como sinônimo de loucura ou perda da razão, mas como uma forma radical de reconstruir o mundo quando ele se rompe. Desde os tempos da dementia praecox, passando por Bleuler, Jung e chegando ao caso Schreber, Freud vai descobrir que o delírio não é o fim do pensamento, mas o seu esforço extremo de sobreviver. Porque, às vezes, quando o real desaba, o sujeito precisa inventar outro mundo para continuar existindo - e é justamente nesse gesto, entre a queda e a criação, que a psicanálise encontra a psicose.
Neste vigésimo quinto episódio do "Quem Tem Medo de Psicanálise?", a gente mergulha no tema da perversão em Freud - não como insulto ou moralismo, mas como uma chave para entender a sexualidade humana. Nos Três Ensaios, de 1905, Freud mostra que o desejo não nasce reto, mas cheio de desvios, fixações e atalhos. Fetichismo, sadomasoquismo, voyeurismo, exibicionismo… longe de serem apenas estranhezas, revelam algo universal: todos nós começamos polimorficamente perversos. Porque, muitas vezes, aquilo que parece desvio é justamente a forma como a pulsão encontra caminhos para existir, desejar e sobreviver.
Neste vigésimo quarto episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente fala sobre os mecanismos de defesa em Freud - essas manobras que o psiquismo inventa para lidar com desejos e conflitos que seriam insuportáveis se viessem à tona sem disfarce. Do recalque, que funda o inconsciente, até formas como a projeção, a formação reativa ou a racionalização, as defesas mostram sua ambivalência: protegem, mas também aprisionam. Porque, muitas vezes, aquilo que parece só uma desculpa frágil, um riso fora de hora ou um esquecimento “sem querer”… é a marca de como o inconsciente insiste em se revelar.
Neste vigésimo terceiro episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente mergulha no universo das neuroses em Freud - não como rótulos prontos, mas como modos de o inconsciente lidar com o conflito. Vamos voltar ao final do século XIX, quando Freud começa a organizar esse mapa: das chamadas neuroses atuais, ligadas ao presente, até as neuropsicoses de defesa, onde surgem a histeria, a neurose obsessiva e a fobia. Porque, às vezes, aquilo que parece só um drama exagerado, uma mania sem sentido ou um medo irracional… é justamente a forma que o psiquismo encontrou para se defender, para existir, para sobreviver.
Neste vigésimo segundo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente entra numa polêmica que está quente dentro e fora da psicanálise: a formação do analista e os bacharelados em psicanálise reconhecidos pelo MEC na modalidade EAD. Mais do que discutir diploma, instituição ou decreto, o episódio coloca em questão o que realmente sustenta a formação: o tripé da análise pessoal, do estudo teórico e da supervisão - e os limites de qualquer escola em “garantir” isso sem esvaziar a experiência. Vamos pensar também sobre democratização, custos, acesso e responsabilidade ética, para entender o que está de fato em jogo quando alguém pergunta: “como é que eu me torno analista?”. Porque, às vezes, aquilo que parece só uma briga de instituições é, na verdade, o sintoma de uma pergunta muito mais profunda sobre o que é a psicanálise e como ela se transmite.
Neste vigésimo primeiro episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente mergulha na ideia de sujeito em Freud - esse ser que não coincide com o indivíduo racional e inteiro da filosofia, mas que a psicanálise revelou como dividido, atravessado pelo inconsciente e em conflito consigo mesmo. Vamos percorrer o caminho que vai do “penso, logo existo” de Descartes até o “o eu não é senhor em sua própria casa” de Freud, para entender como nasce o sujeito do inconsciente. Porque, às vezes, aquilo que parece só um tropeço, um sintoma ou um ato falho… é justamente a cena onde esse sujeito encontra um jeito de se mostrar.
Neste vigésimo episódio do Quem Tem Medo de Psicanálise?, a gente mergulha no universo dos sonhos – esse território em que o real e a fantasia se confundem. Vamos imaginar como pode ter sido o primeiro sonho da humanidade, ver como diferentes culturas deram sentido a esse enigma e acompanhar Freud na aposta de que o sonho não é sobra da noite, mas via régia para o inconsciente. Porque, às vezes, aquilo que parece só um absurdo noturno… é justamente a cena onde o desejo encontra um jeito de falar.