
continuação da promagramação das notícias; segunda semana
> Brasil e geopolítica > sequência – linguística [ler a luz de …]
2.1.1 – Português [Lima Barreto]_1
[https://gauchazh.clicrbs.com.br/]
[https://oglobo.globo.com/]
[https://www.gazetadopovo.com.br/]
2.1.2 – Inglês [Charlotte Bronte]_2
[https://apnews.com/]
-> Texto literário 1
[O conto satírico de Lima Barreto cujo título é “Os Bruzundangas” de 1917; “V - as riquezas da bruzundanga
A Bruzundanga tem carvão, mas não queima o seu nas fornalhas de suas locomotivas. Compra-o à Inglaterra, que o vende por bom preço. Quando se pergunta aos sábios do país por que isso se dá, eles fazem um relatório deste tamanho e nada dizem. Falam em calorias, em teor de enxofre, em escórias, em grelhas, em fornalhas, em carvão americano, em briquetes, em camadas, e nada explicam de todo. Os do povo, porém, concluem logo que o tal carvão de pedra da Bruzundanga não serve para fornalhas, mas, com certeza, pode ser aproveitado como material de construção, por ser de pedra. O que se dá com o carvão dá-se com as outras riquezas da Bruzundanga. Elas existem, mas ninguém as conhece. O ouro, por exemplo, é tido como uma das fortunas da Bruzundanga, mas lá não corre uma moeda desse metal. Mesmo nas montras dos cambistas, as que vemos são estrangeiras. Podem ser turcas, abexins, chinas, gregas, mas do país não há nenhuma. Contudo, todos afirmam que o país é a pátria do ouro. O povo da Bruzundanga é doce e crente, mais supersticioso do que crente, e entre as suas superstições está esta do ouro. Ele nunca o viu, ele nunca sentiu o seu brilho fascinador; mas todo bruzundanguense está certo de que possui no seu quintal um filão de ouro. [...]
A riqueza mais engraçada da Bruzundanga é a borracha. De fato, a árvore da borracha é nativa e abundante no país. Ela cresce em terras que, se não são alagadiças, são doentias e infestadas de febres e outras endemias. A extração do látex é uma verdadeira batalha em que são ceifadas inúmeras vidas. É cara, portanto. Os ingleses levaram sementes e plantaram a árvore da borracha nas suas colônias, em melhores condições que as espontâneas da Bruzundanga. Pacientemente, esperaram que as árvores crescessem; enquanto isso, os estadistas da Bruzundanga taxavam a mais não poder o produto. Durante anos, essa taxa fez a delícia da província dos Rios. Palácios foram construídos, teatros, hipódromos, etc. Das margens do seu rio principal, surgiram cidades maravilhosas e os seus magnatas faziam viagens à Europa em iates ricos. As cocottes caras infestavam as ruas da cidade. O Eldorado… Veio, porém, a borracha dos ingleses, e tudo foi por água abaixo, porque o preço de venda da Bruzundanga mal dava para pagar os impostos. A riqueza fez-se pobreza. [p. 49]”
-> Texto literário 2
[“I reflected. Poverty looks grim to grown people; still more so to children: they have not much idea of industrious,
working, respectable poverty; they think of the word only as connected with ragged clothes, scanty food, fireless grates, rude manners, and debasing vices: poverty for me was synonymous with degradation.
‘No; I should not like to belong to poor people,’ was my reply.
‘Not even if they were kind to you?’
I shook my head: I could not see how poor people had the means of being kind; and then to learn to speak like them, to adopt their manners, to be uneducated, to grow up like one of the poor women I saw sometimes nursing their children or washing their clothes at the cottage doors of the village of Gateshead: no, I was not heroic enough to purchase liberty at the price of caste.
‘But are your relatives so very poor? Are they working people?’
‘I cannot tell; Aunt. Reed says if I have any, they must be a beggarly set: I should not like to go a begging.’
‘Would you like to go to school?’’
... (Jane Eyer, Chapter 3, p. 33-34)