No apagar das luzes de 2025, repassamos o ano na nossatradicional premiação anual. Como o Chuteira de Aço é diferente, também comentamos o que deveríamos ter dado mais atenção e não comentamos em episódios regulares.
Depois do Rush fazer a galera perder o medo de mostrar as habilidades dentro do rock mais pesado, muitas pessoas atentas aos movimentos de Iron Maiden e Metallica pensaram “nós somos bons, então não podemos deixar o metal mais torto?”. A resposta desta pergunta vem em discos quarentões. Seja no Fates Warning ou no Watchtower, podemos ouvir o nascimento de um subgênero que não tem medo de ser pesado e trabalhado ao mesmo tempo. Repassamos três discos de músicos que não sabiam que estavam fazendo história.
Depois de cinco anos sem um disco novo, o Testament lançou Para Bellum. A troca de Gene Hoglan por Chris Dovas na bateria deu um novo gás pra banda, com um bom balanço entre peso e melodia. Diferente do outro disco, temos uma produção que valoriza detalhes enquanto discute questões atuais (de um jeito thrash metal), resultando em um disco que tem motivos para ir para as listas de melhores do ano.
Somamos dois discos que fazem 50 anos para comemorar a edição 100 do Solada. Em 1975, os australianos do AC⚡DC lançam High Voltage e T.N.T., álbuns que mostra uma banda que ainda procurava achar o seu tom próprio entre o blues e o rock. Lançados apenas na Austrália, no ano seguinte seriam reformatados para a versão internacional de High Voltage. Repassamos estes dois discos e também Ballbreaker, disco que rodou muito nas nossas vidas e saiu há 30 anos atrás. Para não perder a sequência dos fatos da outra semana, também mandamos alguns pitacos sobre a “reunião-nova formação-fato novo” do Angra.
Destrinchamos o elenco (quase) completo do Bangers Open Air, anunciado nessa semana e também mandamos nosso pitaco nas atrações já confirmadas do Guns, ops, Monsters of Rock. Lembramos que este episódio foi gravado antes da confirmação do segundo headliner, que todo mundo no momento especulava ser o AngrA.
“Alice in Chains”, terceiro disco da banda de Seattle, tinha tudo para ser um completo desastre. Era uma banda em fim de ciclo, dominada por vícios e pressionada para entregar mais um disco. O quarteto acaba encontrando uma saída temporária no estúdio, resultando no álbum também chamado de “Tripod”. Vale voltar no disco, mesmo criado debaixo de uma tempestade de heroína e crises de relacionamentos e amizades. No fim do programas, repassamos um pouco o grunge no geral. Além disso, comentamos o retorno do AC/DC no Brasil e o Gunsn’Roses que provavelmente já tem CPF. Em tempo, este é um episódio um pouco pesado, não pense duas vezes antes de pedir ajuda.
A guerra da Bósnia mostrou ao mundo uma consequência triste das mudanças vividas com as transformações no Leste Europeu. Entre abril de 1992 e dezembro de 1995, o fim da Iugoslávia acentuou a transformação de grupos que conviviam em conjunto em inimigos mortais. Inspirados em histórias reais, o Savatage começava uma trilogia informal de discos baseados em notícias. Dead Winter Dead sai semanas antes do fim do conflito, e mostra uma banda ainda em reconstrução, mas com um objetivo claro. E uma certa birra com o metal vai resultar em outra banda, mas esta é mais uma das histórias que contamos neste episódio.
A aposentadoria pode não ser aquilo que você imagina. Em 1995, Ozzy Osbourne decide transformar algumas faixas-bônus em um novo disco, voltando para a vida que aparentemente teria sossegado anos antes. A parceria com Steve Vai não funciona e o que poderia ter sido um disco complicado resulta em Ozzmosis. Chamamos Perry Mason e olhamos com atenção para o último grande disco do madman.
Há 30 anos atrás, o jovem Blaze Bayley assumia o seu posto como vocalista do Iron Maiden. The X Factor mostrou uma banda diferente, mudando o seu som para marcar a então nova fase. Amado por uns, odiado por outros, é um disco importante na trajetória do Iron Maiden. Em uma collab com o podcast Rock na Mesa, viramos o disco do avesso, comentando até as faixas dos singles. É o maior episódio do podcast até agora, mas mostramos alguns detalhes que fazem a diferença na hora de entender o álbum.
Uma gravadora que não apoiava a banda, um guitarrista importante fora e uma capa reciclada de outro disco. Stomp 442 é uma coleção de problemas, mas é um disco do Anthrax que tem seus bons momentos, mesmo que não lembre a banda mesmo. Passamos pano para um disco difícil de passar pano e até erramos o número do episódio nisso.
É isso mesmo, o Rush voltou. Alex Lifeson e Geddy Lee anunciaram o retorno oficial aos palcos para o ano que vem, acompanhados de Anika Niles na bateria. Fizemos praticamente um react, especulando algumas coisas – e pensando em qual show escolher.
1975 e 1985 foram dois anos bem interessantes para o Rush. Com Fly by Night, a banda apresenta ao mundo um senhor chamado Neil Peart, que entrega um disco de hard rock já com sinais claros do que aconteceria adiante. No mesmo ano, com mais liga, a banda arrisca tudo com Caress of Steel e quase acaba ao entregar um disco ousado e que tem sua beleza, mesmo que cabeça demais para jovens de vinte e poucos anos. Uma década depois, Power Windows mostra o trio tentando usar as tecnologias disponíveis para entregar um disco que fosse maduro sem apelar para o AOR. Repassamos esses três discos no episódio, passando um pouco de pano para o trio, mas também lamentando algumas decisões.
Depois de atrair olhares com o seu metal digno das páginasde Sonja e Conan, o Castle Rat lançou seu segundo disco. The Bestiary expande o conceito digno das histórias de fantasia, mas não simplifica o som. Analisamos essa aposta arriscada, mas que entrega bons momentos.
Infelizmente, a passagem de Tomas “Tompa” Lindberg deixou a semana mais triste. Uma das forças criativas responsável por moldar o que conhecemos como death metal melódico, melodeath ou metal de Gotemburgo, trabalhou em muitos projetos, mas seu principal trabalho foi com o At the Gates. Neste ano, o disco “Slaughter of the Soul” completa 30 anos e aproveitamos para olhar com cuidado para o “Reign in Blood” da sua geração.
Depois de um final de semana movimentado, repassamos o que aconteceu na edição de 2025 do Setembro Negro e ainda comentamos um pouco sobre Bruce Dickinson no The Town.
Na semana do Setembro Negro, aproveitamos a passagem de Tom G. Warrior com o Triptykon para fazer o que ele fará ao vivo, tocar clássicos do Celtic Frost. "To Mega Therion", o segundo disco, completa 40 anos agora em outubro e ouvimos um discos que moldou uma cena. Também comentamos o que pode surpreender na edição deste ano do festival.
Nem parece, mas Meliora, do Ghost, completou a sua primeira década. Depois de dois discos, a banda chama um produtor pop para ajudar a deixar o capeta mais palatável, usando ideias mais contemporâneas (e um pouco de ABBA) no mix de Candlemass e Sabbath que tinha dado certo antes. Viramos o disco do avesso, mas também aproveitamos para comentar a grande fase do Testament.
Em agosto de 1995, uma banda holandesa lançava o seu terceiro disco depois de quase acabar. Mandylion, o terceiro disco do The Gathering, completa 30 anos e sempre será lembrado como o momento em que o mundo metálico descobre Anneke van Giersbergen.
Foram dez anos mágicos. Do lançamento do disco de estreia do Rainbow, em agosto de 1975, até Sacred Heart, o terceiro álbum em sua carreira solo uma década depois, Ronnie James Dio atingiu seu auge comercial. Pareando os discos, contamos como o vocalista tornou-se um ícone do metal.
Aproveitamos o aniversário de 20 anos da pedrada ThisGodless Endeavor para repassar a discografia do Nevermore. A banda oferecia peso, mas com um refino técnico, vocal e melódico único. Relembre alguns clássicos – e torça conosco para a nova formação aparecer no Bangers.