
O texto de Jorge Borges explora como a inteligência artificial obriga a uma redefinição profunda dos modelos educativos tradicionais, que antes se baseavam na transmissão unilateral de saber. Com a democratização do acesso imediato a respostas complexas, o autor defende que o foco do ensino deve transitar do conteúdo memorizado para o desenvolvimento do pensamento crítico e da literacia digital. A avaliação académica precisa de ser reformulada, valorizando mais o processo de raciocínio e a argumentação do que apenas o resultado final produzido por ferramentas tecnológicas. Neste novo paradigma, o papel do professor evolui de detentor absoluto do conhecimento para um mediador que orienta os alunos na interpretação ética da informação. Em última análise, o artigo apela a uma aprendizagem humanizada, onde a tecnologia funciona como uma aliada cognitiva e não como um substituto para a responsabilidade humana.