O texto de Jorge Borges explora como a inteligência artificial obriga a uma redefinição profunda dos modelos educativos tradicionais, que antes se baseavam na transmissão unilateral de saber. Com a democratização do acesso imediato a respostas complexas, o autor defende que o foco do ensino deve transitar do conteúdo memorizado para o desenvolvimento do pensamento crítico e da literacia digital. A avaliação académica precisa de ser reformulada, valorizando mais o processo de raciocínio e a argumentação do que apenas o resultado final produzido por ferramentas tecnológicas. Neste novo paradigma, o papel do professor evolui de detentor absoluto do conhecimento para um mediador que orienta os alunos na interpretação ética da informação. Em última análise, o artigo apela a uma aprendizagem humanizada, onde a tecnologia funciona como uma aliada cognitiva e não como um substituto para a responsabilidade humana.
Onde se explora o conceito de leitura aumentada, um fenómeno contemporâneo onde os leitores interrompem o texto para procurar informações externas na internet. O Professor Gino Roncaglia detalha uma investigação que utiliza inteligência artificial para identificar e prever estes "pontos de saída", momentos em que o leitor sente necessidade de consultar mapas, dicionários ou contextos históricos. Ao comparar o comportamento humano com o processamento de modelos de linguagem de grande escala, o estudo visa compreender como as máquinas podem simular a curiosidade e as necessidades de aprendizagem das pessoas. Esta investigação possui aplicações práticas cruciais para o setor editorial, permitindo a criação de materiais educativos mais eficazes e personalizados. Além disso, o autor enfatiza a importância da literacia em inteligência artificial, defendendo que os estudantes devem aprender a dominar estas ferramentas tecnológicas com sentido crítico para evitar falhas como as alucinações de dados.
O número especial da revista científica Formation et pratiques d’enseignement en question, explora a interconexão entre a investigação, a formação e a prática docente no contexto das instituições de ensino suíças. O texto propõe uma abordagem sistémica e trialéctica para compreender como a produção de saber científico se articula com o quotidiano escolar, destacando processos de objetivação, subjetivação e encarnação do conhecimento. Através de diversos artigos, são discutidos temas como o desenvolvimento de competências transversais para a sustentabilidade e o ensino de estratégias de aprendizagem. A obra inclui também relatos de experiência de professores e parceiros de investigação, evidenciando o impacto da colaboração na legitimidade profissional e na melhoria das práticas pedagógicas. Por fim, o documento reflete sobre os modelos de inclusão escolar e a necessidade de superar visões meramente técnicas em favor de uma postura crítica e reflexiva.
Onde se fala da obra coletiva, intitulada "O Poder da Argumentação", explora a relevância do debate racional na resolução de conflitos e na construção de consensos. Organizado por Guadalupe Reinoso, o livro reúne diversos académicos que analisam a argumentação sob prismas filosóficos, revisitando o legado dos sofistas e as perspetivas de pensadores como Nietzsche e Wittgenstein. Os textos abordam temas cruciais, como a função terapêutica do discurso, o impacto das metáforas na estrutura do pensamento e a gestão de desacordos profundos em contextos democráticos. Através de uma abordagem interdisciplinar, o volume defende que a palavra e a persuasão são instrumentos fundamentais para a convivência social, opondo-se ao uso da força. No fundo, a publicação procura fornecer ferramentas teóricas para enfrentar desafios contemporâneos, incluindo a pós-verdade e a polarização política.
Esta investigação apresenta uma meta-análise histórica centrada na evolução da biblioteca escolar e do sistema de ensino em Portugal durante o Estado Novo, entre 1934 e 1974. O estudo utiliza o Boletim Escola Portuguesa como fonte primária para examinar a intersecção entre as políticas educativas do regime, a doutrina nacionalista e a promoção da literacia. Inicialmente, o sistema privilegiava uma instrução mínima focada em valores morais e rurais para evitar a corrupção do caráter das massas através do conhecimento. Contudo, a partir da década de 1950, a pressão pelo progresso tecnológico e a cooperação com organismos internacionais como a OCDE forçaram uma modernização pedagógica e o alargamento da escolaridade obrigatória. As bibliotecas rurais e as campanhas de educação de adultos surgiram como ferramentas estratégicas para combater o analfabetismo, embora enfrentassem dificuldades na criação de hábitos de leitura reais. O percurso termina com a Reforma Veiga Simão, que procurou democratizar o ensino e atualizar as metodologias escolares pouco antes da transição democrática.
O artigo do portal Biblio Tubers apresenta o referencial DigComp 3.0 como um guia essencial para integrar a Inteligência Artificial no ambiente escolar de forma pedagógica e ética. O texto desmistifica o receio tecnológico, apelidado de fobIA, ao defender que o papel do professor deve focar-se na curadoria crítica e no desenvolvimento do pensamento reflexivo dos alunos. Em vez de priorizar o domínio técnico de ferramentas, a proposta enfatiza a utilização da tecnologia de forma transversal para potenciar o bem-estar e a cidadania digital. Assim, a educação é apresentada como um espaço onde a intencionalidade humana e os critérios de escolha prevalecem sobre a automatização. O recurso termina oferecendo guiões práticos que auxiliam os docentes a transformar a tecnologia num suporte para a resolução de problemas reais no currículo.
Onde se explora a integração da inteligência artificial no contexto educativo, definindo-a como uma ferramenta de automação capaz de processar grandes volumes de dados para personalizar a aprendizagem. A autora destaca diversas plataformas práticas que auxiliam professores na criação de planos de aula, avaliações e recursos interativos, promovendo um ensino mais adaptado às necessidades individuais. Contudo, enfatiza-se que a tecnologia não substitui o docente, exigindo deste um sentido crítico apurado para validar informações e mitigar riscos como preconceitos algorítmicos ou falta de transparência. São também abordados os desafios éticos e legais, sublinhando a importância da proteção de dados e da conformidade com o novo Regulamento da IA da União Europeia. Por fim, propõe-se uma estratégia organizacional e pedagógica para que as escolas implementem estas ferramentas de forma segura, ética e inovadora.
Detalha a importância de capacitar tanto as organizações educativas como os docentes, promovendo o uso de ferramentas como a SELFIE para o diagnóstico institucional. Destaca-se a necessidade de adotar uma mentalidade de crescimento e metodologias de gestão da mudança para enfrentar as transformações tecnológicas e pedagógicas.
A abordagem foca na Educação 4.0, valorizando a personalização da aprendizagem e o papel do professor curador na seleção de recursos de qualidade. Por fim, sublinha-se que o sucesso desta evolução depende do fator humano e do desenvolvimento de competências críticas para um futuro incerto.
Esta tecnologia, que remonta aos anos 80, permite que desde eletrodomésticos a dispositivos médicos recolham dados e simplifiquem a vida dos utilizadores através da integração digital.
O autor distingue também a IoT da Inteligência Artificial, sublinhando que, enquanto a primeira foca na ligação, a segunda procura replicar a cognição humana em máquinas.
No setor do ensino, a implementação destas ferramentas promete transformar a educação, permitindo uma gestão escolar personalizada e a monitorização em tempo real do progresso dos alunos.
Prevê-se um futuro de crescimento económico massivo, onde biliões de dispositivos inteligentes alterarão profundamente a gestão de cidades, empresas e serviços públicos.
Este guia prático, da autoria de Med Kharbach, oferece aos professores uma estrutura sistemática para selecionar e implementar ferramentas de inteligência artificial no contexto escolar. A análise baseia-se em três pilares fundamentais: a usabilidade técnica, a eficácia pedagógica e a responsabilidade ética, incluindo a proteção de dados dos alunos. O autor recomenda que os docentes realizem testes práticos e consultem avaliações de pares antes de introduzirem novas tecnologias na sala de aula. O processo incentiva uma abordagem iterativa, começando com pequenos projetos-piloto para observar o impacto real na aprendizagem. Por fim, destaca-se a importância da reflexão contínua, permitindo que os educadores ajustem as suas estratégias para garantir que a tecnologia beneficie verdadeiramente o percurso educativo.
Os textos do Biblio Tubers exploram a necessidade urgente de reinventar as bibliotecas escolares, transformando-as em centros de saber dinâmicos e focados no utilizador. Perante a rápida mutação da cultura digital, estas instituições devem evoluir para lá dos livros físicos, apostando na conectividade, colaboração e criação de conteúdos originais. O conceito de identidade digital é apresentado como um pilar essencial para que a biblioteca se torne visível e útil, respondendo às exigências pedagógicas contemporâneas e promovendo a inclusão. Para evitar a obsolescência, as bibliotecas são incentivadas a adotar espaços multifuncionais, serviços de curadoria digital e práticas de avaliação constante. Em suma, as fontes defendem uma transição do modelo analógico para um sistema aberto que integre tecnologia, criatividade e acessibilidade no centro da aprendizagem.
A inteligência artificial está a transformar a curadoria digital, automatizando a organização de dados, a criação de metadados e a preservação de arquivos a longo prazo. Esta evolução tecnológica promove uma maior acessibilidade e inclusão digital, oferecendo ferramentas adaptativas e tecnologias assistivas que beneficiam utilizadores com necessidades especiais. No entanto, a integração destas ferramentas exige que os profissionais desenvolvam novas competências éticas e técnicas para mitigar riscos como o viés algorítmico e garantir a proteção de dados. Além da gestão de informação, a IA otimiza a personalização de conteúdos, a tradução automática e estratégias de SEO, tornando as plataformas digitais mais intuitivas e eficientes. O futuro da área aponta para sistemas preditivos e interativos que antecipam tendências, assegurando uma experiência digital mais vasta, segura e universalmente acessível.
Este podcast analisa a transição urgente das bibliotecas tradicionais para o modelo de biblioteca digital, focando-se na necessidade de as instituições educativas acompanharem a evolução tecnológica. O autor defende que o foco deve deslocar-se do acervo físico para a comunidade, integrando a aprendizagem não formal e as multiliteracias no processo de ensino. É proposta uma estrutura para estas plataformas virtuais que privilegia a curadoria digital, a identidade institucional em rede e o acesso universal a conteúdos multimédia validados. O texto enfatiza que o papel do professor deve evoluir para o de um orientador capaz de ensinar a aprender a aprender num mundo saturado de informação. Através de exemplos práticos, sublinha-se a importância de criar espaços virtuais dinâmicos que promovam o sentido crítico e a cidadania digital.
Neste vídeo analisa-se a transição urgente das bibliotecas tradicionais para o modelo de biblioteca digital, focando-se na necessidade de as instituições educativas acompanharem a evolução tecnológica. O autor (Jorge Borges) defende que o foco deve deslocar-se do acervo físico para a comunidade, integrando a aprendizagem não formal e as multiliteracias no processo de ensino. É proposta uma estrutura para estas plataformas virtuais que privilegia a curadoria digital, a identidade institucional em rede e o acesso universal a conteúdos multimédia validados. O texto enfatiza que o papel do professor deve evoluir para o de um orientador capaz de ensinar a aprender a aprender num mundo saturado de informação. Através de exemplos práticos, sublinha-se a importância de criar espaços virtuais dinâmicos que promovam o sentido crítico e a cidadania digital.
Esta tese de doutoramento analisa o impacto e os desafios dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) de nível secundário numa escola específica. A investigação fundamenta-se na evolução histórica e teórica da aprendizagem ao longo da vida, destacando o papel de organizações como a UNESCO e a implementação de políticas públicas em Portugal. Através de uma metodologia qualitativa, que incluiu entrevistas e análise documental, a autora examina o funcionamento das equipas pedagógicas e os processos de reconhecimento de competências. Os resultados evidenciam a importância da experiência de vida dos formandos como base para o desenvolvimento de novos saberes e para a valorização pessoal. O texto sublinha ainda a necessidade de estratégias pedagógicas inovadoras que se afastem do modelo escolar tradicional para melhor servir o público adulto. Em suma, o estudo oferece uma visão detalhada sobre a eficácia e a organização destes percursos formativos num contexto de mudança social e tecnológica.
Descrição do lado menos convencional de Leonardo da Vinci, destacando-o como um homem de beleza física notável e grande vigor atlético no seu tempo. Para além da sua inteligência e talento artístico, o génio toscano é retratado como alguém que valorizava a elegância no vestuário, possuía um apurado sentido de humor e apreciava a música e a culinária. A fonte desmistifica a imagem do sábio melancólico ao revelar detalhes sobre o seu estilo de vida vegetariano, a sua vaidade pessoal e a sua provável homossexualidade. O artigo utiliza registos históricos e biográficos para humanizar a figura histórica, apresentando Da Vinci como uma autêntica celebridade do Renascimento. Estas curiosidades oferecem uma perspetiva íntima que complementa o seu legado como inventor e mestre das artes.
Descrição do lado menos convencional de Leonardo da Vinci, destacando-o como um homem de beleza física notável e grande vigor atlético no seu tempo. Para além da sua inteligência e talento artístico, o génio toscano é retratado como alguém que valorizava a elegância no vestuário, possuía um apurado sentido de humor e apreciava a música e a culinária. A fonte desmistifica a imagem do sábio melancólico ao revelar detalhes sobre o seu estilo de vida vegetariano, a sua vaidade pessoal e a sua provável homossexualidade. O artigo utiliza registos históricos e biográficos para humanizar a figura histórica, apresentando Da Vinci como uma autêntica celebridade do Renascimento. Estas curiosidades oferecem uma perspetiva íntima que complementa o seu legado como inventor e mestre das artes.
A Comissão Europeia quer garantir que os cibernautas conseguem distinguir conteúdos reais de conteúdos gerados por Inteligência Artificial. O código de conduta vai ajudar os fornecedores de AI a rotularem devidamente os textos ou imagens manipulados por esta tecnologia.
A Comissão Europeia acaba de divulgar o primeiro projeto de código de conduta sobre a marcação e rotulagem de conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA). Bruxelas está a aceitar até 23 de janeiro contribuições para este código, que deverá estar finalizado em junho de 2026.
A Odisseia é, juntamente com a Ilíada, a primeira grande obra conhecida da literatura ocidental. Prelúdio das narrativas de aventuras e berço de mitos e histórias que ainda hoje continuamos a contar, a Odisseia contém, além de maravilha, grandes lições de vida.
O poema homérico começa com um Odisseu ou Ulisses completamente desesperado e deprimido: está há quase 20 anos longe de casa, primeiro a lutar na guerra de Tróia e agora mergulhado numa viagem de regresso que se torna eterna. Para nós, a sua história começa na paradisíaca ilha da ninfa Calipso.