Home
Categories
EXPLORE
True Crime
Comedy
Business
Society & Culture
History
Sports
TV & Film
About Us
Contact Us
Copyright
© 2024 PodJoint
00:00 / 00:00
Sign in

or

Don't have an account?
Sign up
Forgot password
https://is1-ssl.mzstatic.com/image/thumb/Podcasts211/v4/a8/f6/be/a8f6be86-1101-f3ec-937d-e7043ea7ce24/mza_7948602358924415127.jpg/600x600bb.jpg
Uma palavra no seu caminho
Luís M. Figueiredo Rodrigues
1127 episodes
1 day ago
Um podcast que marca o ritmo da vida, através da liturgia dominical.
Show more...
Christianity
Religion & Spirituality
RSS
All content for Uma palavra no seu caminho is the property of Luís M. Figueiredo Rodrigues and is served directly from their servers with no modification, redirects, or rehosting. The podcast is not affiliated with or endorsed by Podjoint in any way.
Um podcast que marca o ritmo da vida, através da liturgia dominical.
Show more...
Christianity
Religion & Spirituality
https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/staging/podcast_uploaded_episode/2987043/2987043-1766929889164-a52f68f299581.jpg
Festa da Sagrada Família - Homilia
Uma palavra no seu caminho
11 minutes 12 seconds
1 week ago
Festa da Sagrada Família - Homilia

Há realidades da vida religiosa e da vida crente que facilmente se deixam olhar de modo idealizado, perfeccionista e até idílico, como se vivessem num plano sem rugosidades nem chão. A família é um desses lugares onde a tentação do ideal é forte: imagina-se uma “família cristã” como molde rígido ao qual todas as famílias e todas as histórias deveriam caber. Não é esse o caminho. Quando se contempla a família de Nazaré, não se recebe um modelo estreito para reproduzir, mas uma forma de viver: uma familiaridade que pode existir na família nuclear, na família alargada, nas famílias recompostas, e também em comunidades como a “família hospitaleira”, onde homens e mulheres se encontram e, por diversas circunstâncias, constroem uma casa comum.


O que se entende, então, por “família” e por “familiaridade” em sentido cristão? Antes de mais, a consciência de que todos derivam do mesmo Pai, Deus, e que, por serem filhos, se devem tratar como irmãos. As primeiras comunidades cristãs diziam-no com naturalidade; hoje, por vezes, reserva-se a palavra “irmão” para contextos religiosos, esquecendo que o estilo cristão é, todo ele, um modo de viver como família de Deus. É nesse horizonte que ganha relevo o apelo paulino: suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro; como o Senhor perdoou, assim também vós. A consequência concreta de vestir o “traje” da misericórdia é um perdão real, praticado, que não fica em teoria. E, acima de tudo, como toque final, revesti-vos de caridade, vínculo da perfeição: a caridade é o elo que une de forma plena e madura.


Há, porém, uma tensão que se sente no quotidiano: também se escolhe roupa para “estar na moda”, para não destoar, para se sentir integrado. Revestir-se de misericórdia e caridade pode não ser a “moda” de muitos ambientes; pode até parecer um fato antigo, como algo ultrapassado. Por isso é importante a comunidade cristã, onde, pelo menos ao domingo, se volta a ver que esse traje não está fora de tempo: há outros homens e mulheres que o vestem, e nele encontram alegria e vida plena. Ainda assim, isto exige aprendizagem; pede tempo, pede que estas atitudes se entranhem, que se tornem “carne” em quem crê.


Aqui se percebe a importância insubstituível da família biológica. É nela, com o pai e a mãe, com irmãos, tios, avós, primos, que surgem as primeiras relações significativas; é aí que, idealmente, se aprende a experiência fundamental de ser amado de forma incondicional. Sem essa base, educar na fé torna-se mais difícil: se, lá atrás, não houve a experiência de amor recebido e oferecido sem cálculo, a relação com Deus pode ficar mais árdua e inquieta. Quando essa experiência existe, a receção de Deus tende a fazer-se com maior serenidade e confiança. E, a partir daí, a família cristã e a comunidade tornam-se lugar onde se exercitam, de modo continuado, laços de misericórdia, humildade, mansidão, paciência e caridade. “Suportar” uns aos outros, no sentido pleno da palavra, aprende-se também em situações concretas: quando alguém adoece, quando a fragilidade cresce, quando a mente enfraquece e o ritmo abranda, nasce o respeito e a delicadeza que permitem a paz, sustentadas pelo perdão.


A Escritura, aliás, ajuda a purificar equívocos: não é legítimo invocar a religião para privilegiar homens ou mulheres. Há uma beleza particular naquela afirmação: Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade, incluindo a autoridade da mãe. A complementaridade, o lugar próprio e a imprescindibilidade de cada um não se opõem; sustentam-se. Assim se aprende a viver em família com alegria, presença inteira e confiança.

Uma palavra no seu caminho
Um podcast que marca o ritmo da vida, através da liturgia dominical.