Em julho de 2018, o desaparecimento do engenheiro e triatleta Luís Grilo, em Vila Franca de Xira, deixou o país em suspenso.
O que começou por parecer um acidente de treino transformou-se num dos casos de true crime mais mediáticos de Portugal quando o corpo foi encontrado, 39 dias depois, com sinais de execução violenta.
Junta-te a nós nesta análise detalhada de uma teia de mentiras, traição e ganância. Exploramos as provas forenses que colocaram a viúva, Rosa Grilo, e o seu amante, António Joaquim, na cena do crime,, a bizarra teoria da defesa sobre "diamantes e angolanos", e a batalha judicial que culminou na condenação de ambos à pena máxima de 25 anos de prisão.
Um episódio sobre como uma conspiração para obter meio milhão de euros destruiu uma família e chocou uma nação,.
Na noite de 31 de dezembro de 2021, em Loures (Grande Lisboa), o jantar de Ano Novo numa residência partilhada transformou-se num palco de um crime chocante. Uma mulher de 26 anos, grávida de cerca de seis meses, foi violada sexualmente por um homem de 27 anos que morava no mesmo imóvel e que era amigo do seu marido.
O episódio explora o contraste brutal entre a celebração da festividade e a violência sexual, destacando a quebra de confiança, visto que o agressor era um conhecido da vítima. A investigação policial é detalhada, mostrando a resposta rápida da PJ de Lisboa, que deteve o suspeito fora de flagrante delito nas primeiras horas de 1 de janeiro de 2022. A vítima, que ficou numa gravidez de alto risco após o ataque, sofreu trauma físico e emocional.
A 30 de dezembro de 2005, em Almada, Kayongo Martins Rifa, um adolescente de 15 anos, saiu de casa no Laranjeiro para realizar uma tarefa simples: despejar o lixo. Kayongo, que era angolano de nascimento e vivia em Portugal desde os nove meses, era portador de deficiência intelectual (descrita na época como "atraso mental"). Ele abriu a porta de casa e nunca mais voltou.
O seu desaparecimento imediato, que ocorreu numa tarde fria do período natalício, causou angústia na família, que comunicou o caso à PSP de Almada e à Polícia Judiciária (PJ). Apesar das buscas e de o caso ter tido alguma repercussão mediática em janeiro de 2006, as autoridades não encontraram "a mínima pista" do seu paradeiro. Não houve indícios de crime na altura.
Quase duas décadas depois, o mistério de Kayongo, que é frequentemente citado em relatórios de casos sem solução (cold cases) em Portugal, permanece em aberto. Este episódio investiga a trajetória de vida de Kayongo – a sua vulnerabilidade como estrangeiro, adolescente e com necessidades especiais – e questiona o que pode ter acontecido após aquele último passo. Reflita sobre a fragilidade de indivíduos que, por dificuldades cognitivas, não conseguem regressar a casa ou pedir ajuda. A família ainda busca respostas.
Em Vale da Amoreira, concelho da Moita, na noite de 20 de dezembro de 2022, as luzes de Natal não conseguiram disfarçar o drama que se desenrolava numa casa humilde.
Mariana e Rita narram a trágica história de Lurdes (52 anos) e do seu filho, Carlos A. (20 anos). O seu lar era conhecido pelos vizinhos como "um campo de batalha verbal", onde mãe e filho se amavam e feriam num "amor viciado no conflito". As discussões, diárias e intensas, eram sobre dinheiro e o futuro.
Naquela noite, a tensão sobre dinheiro e irresponsabilidade culminou num ato de brutalidade: Lurdes, cansada, agarrou uma faca de cozinha e desferiu vários golpes no filho, perfurando-lhe o coração.
A GNR encontrou Carlos sem vida no chão da cozinha. A investigação da Polícia Judiciária revelou um histórico de violência mútua, mas o Ministério Público defendeu a intenção do crime. Lurdes foi condenada a 16 anos de prisão por homicídio qualificado.
Neste episódio, questionamos: O que leva uma mãe a cometer um ato de tal brutalidade contra o próprio filho? Esta história serve de "lembrete de que o amor, quando se mistura com raiva e solidão, pode tornar-se fatal", provando que, às vezes, "o perigo não vem de fora. Vive connosco".
Um episódio de tom dramático e humano sobre os silêncios que ecoam na violência doméstica.
Em 20 de dezembro de 2020, o que deveria ser um reencontro natalício familiar em Arouca (distrito de Aveiro) transformou-se num crime chocante. Um casal de emigrantes regressado a Portugal para passar o Natal com os filhos viu uma discussão por ciúmes e acusações de traição escalar de forma fatal.
Movido por ciúmes obsessivos, o homem de 55 anos apanhou um machado de lenha e atingiu a ex-companheira na nuca, num golpe único que perfurou o crânio da vítima.
A mulher, de 55 anos, não resistiu às graves lesões cerebrais e acabou por falecer a 1 de janeiro de 2021. O agressor entregou-se às autoridades após confessar o crime a uma irmã. O caso, que mobilizou a Polícia Judiciária e chocou o país, revelou um longo histórico de violência doméstica prévia por parte do arguido.
Em novembro de 2021, o Tribunal da Feira condenou o homem a 20 anos de prisão por homicídio qualificado, destacando a falta de arrependimento sincero.
Este episódio criminal ilustra o padrão trágico em que o ciúme patológico culmina em fatalidade, oferecendo um enredo tenso e dramático que levanta reflexões urgentes sobre violência de género e sinais de alerta em relacionamentos abusivos.
Num pequeno apartamento na Rua da Alegria, no Porto, em 2007, uma discussão de fim de ano entre mãe e filho transforma-se numa tragédia silenciosa. Este é o brutal caso familiar de Henriqueta C. (67 anos) e do seu filho, Eugénio A. (37), onde o álcool, o ressentimento e o isolamento se misturaram até ao limite.
Após Eugénio atirar uma garrafa à mãe, deixando-a inconsciente, ele fez o impensável: não chamou ajuda. Durante os dois dias seguintes, Henriqueta permaneceu no chão, entre a vida e a morte, enquanto o filho a ignorava. A morte não veio com o golpe, mas sim com a espera.
O tribunal classificou a indiferença de Eugénio como homicídio qualificado por omissão, pois não foi o traumatismo craniano que a matou, mas sim o abandono e a falta de assistência médica.
Descubra o caso onde a indiferença é também uma forma de matar, provando que, por vezes, o perigo mora connosco.
25 de Dezembro de 2021, Almada. Uma festa de Natal improvisada no bairro Terras da Costa transforma-se numa tragédia. Samir Landim, um jovem cabo-verdiano de 26 anos, foi fatalmente atingido a tiro por Admilson Varela, então com cerca de 28 anos.
Este crime chocante não foi aleatório: o homicídio foi o culminar de uma rixa preexistente e violência anterior entre os dois homens. Varela entrou no barracão pré-fabricado, disparou de muito perto e fugiu no seu automóvel. A investigação da Polícia Judiciária (PJ) recolheu projéteis e depoimentos cruciais de familiares.
O agressor entregou-se no dia seguinte, confessando ter cometido o ato por "temor" de ser morto pelo rival. Descubra os detalhes da investigação e do julgamento que afastou as qualificadoras do Ministério Público, condenando Admilson Varela por homicídio simples a uma pena de 15 anos de prisão, além do pagamento de uma indemnização à família da vítima. Uma história dramática de rivalidade fatal que manchou o Natal de 2021.
24 de dezembro de 2016. Lisboa acorda para a noite das mesas cheias, mas nem todas as casas são cenário de paz.
Conheça o caso de Ana Ribeiro (nome fictício), uma professora e mãe, condenada a 17 anos de prisão por matar o seu companheiro.
Num relacionamento marcado por ciúmes e controlo, a tensão acumulada explodiu na cozinha, culminando em dois golpes fatais. Este é o homicídio qualificado de uma mulher culta, no momento de grande simbolismo da véspera de Natal — um período que psicólogos chamam de "o gatilho das festas".
Exploramos o crime que chocou Portugal e se tornou um exemplo clássico de crime por saturação emocional.
Ouça a história dolorosa que nos lembra que a violência doméstica pode esconder-se atrás das luzes mais brilhantes.
Neste episódio especial, mergulhamos no caso trágico que manchou as celebrações natalícias em Portugal e chocou a comunidade cabo-verdiana. Relembramos o Homicídio de Natal na Costa da Caparica, ocorrido na madrugada de 25 de dezembro de 2021.
Samir Landim, um jovem cabo-verdiano de 26 anos residente em Setúbal, estava a celebrar o Natal com a família e amigos numa festa não autorizada que reunia aproximadamente 300 pessoas. O convívio decorria num barracão abandonado no bairro das Terras da Costa, em Almada.
Por volta das 10h00 da manhã, a festa transformou-se num pesadelo. Um automóvel parou junto ao barracão, e o seu único ocupante desceu, iniciando rapidamente uma discussão com Samir. O confronto escalou para a violência e o suspeito, posteriormente identificado como Admilson Varela, de 28 anos, sacou de uma pistola.
O agressor disparou cinco tiros. Samir Landim foi atingido diretamente duas vezes — um disparo no pescoço e outro no peito (embora a sentença final mencione pescoço e braço). O pânico instalou-se, com todos a fugirem, enquanto o agressor fugia do local em alta velocidade. Samir foi transportado para o Hospital Garcia de Orta, mas acabou por falecer poucas horas depois.
A Investigação e a Sentença:
Descubra como a GNR e a Polícia Judiciária (PJ) conduziram a investigação. O suspeito, que conhecia a vítima de conflitos antigos e episódios de agressão recíproca no Seixal e no Algarve, entregou-se espontaneamente na PJ de Setúbal no dia seguinte, acompanhado por um advogado.
No Tribunal de Almada, Admilson Varela foi acusado de homicídio qualificado e condenado a 15 anos de prisão em fevereiro de 2023, sendo ainda obrigado a pagar cerca de 231 mil euros de indemnização à família da vítima.
Este crime violento não só causou indignação local, mas também relançou o debate sobre a violência com armas de fogo em festas privadas e não monitorizadas.
Ouvimos os detalhes do tiroteio, a fuga e as repercussões deste caso dramático que acrescentou uma trágica página à estatística de crimes na Margem Sul do Tejo.
Na madrugada festiva da Véspera de Natal de 2021, em Lisboa, ocorreu um homicídio que chocou o país. Este episódio trágico centra-se em Francisco Gonçalves, um jovem estudante de 17 anos, descrito como tranquilo e apaixonado por dançar e música latina.
Francisco foi mortalmente atacado à porta da discoteca Barrio Latino, localizada na popular Rua Nova do Carvalho, a "Pink Street". O incidente começou após um desentendimento inicial na fila de entrada do clube, escalando rapidamente para um confronto fatal no exterior. Francisco, que estava desarmado, sofreu golpes letais no peito e abdómen, resultando em choque hipovolémico.
A investigação policial (PSP) utilizou câmaras de videovigilância e testemunhos cruciais para identificar e deter dois suspeitos. Ambos foram condenados pelo Tribunal de Lisboa por homicídio qualificado, com um réu sentenciado a 23 anos e o outro a 17 anos como cúmplice.
O caso de Francisco Gonçalves teve enorme repercussão mediática em Portugal, servindo como um ponto de reflexão sobre a violência juvenil e expondo fissuras na segurança noturna de Lisboa. Discute-se a necessidade de maior fiscalização das discotecas e a atuação da segurança privada. Acompanhe os detalhes desta história, desde a cronologia dos acontecimentos até a sentença final, e as consequências sociais que este crime brutal desencadeou.
Relembramos a noite de 10 de junho de 1995, quando este jovem cabo-verdiano, que imigrou para Lisboa em busca de melhores oportunidades, foi espancado de forma selvática no Bairro Alto, tornando-se uma vítima do ódio racial.
O crime, perpetrado por um grupo de skinheads neonazis, chocou o país e expôs de forma crua o racismo violento em Portugal. Analisamos em detalhe a história da vítima, o contexto social e político dos anos 90, a brutalidade da agressão, a investigação, o julgamento (que condenou vários agressores por homicídio qualificado), e as repercussões duradouras.
Saiba como o caso Alcindo Monteiro desencadeou debates intensos sobre racismo e extremismo e motivou mudanças legais e institucionais no combate à discriminação racial em Portugal. Alcindo Monteiro permanece hoje como um símbolo trágico e necessário na luta contínua por uma sociedade mais justa e tolerante. Uma história dura que precisa de ser contada e recontada, para que nunca seja esquecida.
Prepare-se para um caso sombrio e perturbador do século XVIII. Neste episódio do Crime Junkie Portugal, mergulhamos na história de Luísa de Jesus, considerada a primeira mulher assassina em série portuguesa.
Em Coimbra, por volta de 1772, Luísa aproveitou-se do sistema da Roda dos Expostos — um dispositivo de caridade para bebés abandonados. Agindo como ama de leite, ela assassinou dezenas de recém-nascidos (fontes sugerem entre 28 e mais de 30 vítimas) por pura ganância.
Analisamos o contexto social da época Pombalina, o seu modus operandi frio e calculista, e a investigação que levou à sua confissão e à execução pública por enforcamento e esquartejamento.
Aviso: Este episódio contém descrições detalhadas de violência contra crianças e pode ser sensível para alguns ouvintes.
Em março de 2020, o Algarve foi palco de um crime macabro: o homicídio de Diogo Gonçalves, de 21 anos, planeado pelas namoradas Mariana Fonseca (enfermeira) e Maria Malveiro (segurança). A motivação central era financeira, visando roubar os cerca de 70 mil euros de indemnização que a vítima havia recebido. O plano foi brutal: Diogo foi sedado com um fármaco subtraído do hospital, imobilizado e torturado para ceder os códigos bancários, e por fim, asfixiado até à morte.
Após o assassinato, o corpo foi desmembrado na garagem, e os restos mortais dispersos em diferentes pontos do Algarve, chocando o país – a cabeça foi encontrada no Pego do Inferno, Tavira, e o torso numa falésia em Sagres.
Embora condenada por crimes secundários, Mariana Fonseca foi inicialmente absolvida do homicídio em primeira instância e saiu em liberdade. Contudo, após recursos do Ministério Público, o Supremo Tribunal de Justiça confirmou a sua condenação por homicídio qualificado a 23 anos de prisão. Aproveitando a liberdade durante a fase de recursos, Mariana, apelidada pela imprensa de "enfermeira assassina", colocou-se em fuga quando a sentença se tornou definitiva em 2025, estando agora em parte incerta e sendo procurada com mandado de detenção.
Este episódio explora a traição, a crueldade do crime e as falhas judiciais que permitiram a fuga de uma condenada por homicídio grave.
(Nota: Maria Malveiro, a coautora, condenada a 25 anos de prisão, suicidou-se na cadeia antes do trânsito em julgado final do processo.)
Em 29 de Agosto de 1987, a pacata Vila Franca de Xira foi palco de um dos crimes mais chocantes da história criminal portuguesa. Vítor Jorge, um operário local conhecido por ser reservado, transformou-se no infame "Mata-Sete" ao cometer uma violenta série de homicídios.
O que levou um homem aparentemente comum a esta explosão de violência?
Munido sucessivamente de um pau, uma faca e uma pistola, Vítor Jorge atacou brutalmente, matando sete pessoas — incluindo a sua esposa, sogros e vizinhos. As fontes indicam que ele enfrentava conflitos familiares intensos e notável instabilidade de comportamento nos meses anteriores.
Após uma forte discussão familiar que serviu de gatilho, Vítor Jorge agiu em estado de surto, num ato que peritos ligaram a problemas psicológicos não diagnosticados, como possível psicose paranoide e pensamentos delirantes.
Relembre o pânico da comunidade, a caótica detenção pela GNR e as complexas motivações de um caso que expôs fragilidades na saúde mental e que resultou na condenação de Vítor Jorge a 20 anos de prisão.
Esta análise factual aborda os casos de violência sexual contra menores que surgiram ocasionalmente em Portugal, ligados ao setor do turismo, em locais como hotéis, resorts e alojamentos locais ao longo das últimas décadas.
O estudo foca-se em destinos de grande fluxo, como o Algarve e Lisboa, detalhando casos notórios como o desaparecimento de Madeleine McCann em 2007, que expôs fragilidades na segurança de resorts, e a condenação de funcionários de hotel e turistas estrangeiros.
Desde os anos 2000, estes incidentes chocantes impulsionaram a consciência pública e geraram reformas significativas. As autoridades (Polícia Judiciária e Ministério Público) responderam com maior rigor, culminando na criação do Registo de Condenados por Crimes Sexuais contra Menores em 2015, e na intensificação da cooperação internacional.
Descubra como Portugal adotou uma política de tolerância zero e implementou medidas preventivas no terreno (como a formação de profissionais e códigos de conduta hoteleiros) para garantir a segurança dos menores, consolidando a reputação do país como um destino seguro para famílias.
Imagine trabalhar dezasseis horas por dia, "de sol a sol", sob o escaldante sol alentejano, numa situação próxima da servidão, e por salários miseráveis.
Em maio de 1962, algo mudou: duzentas mil pessoas disseram "basta" ao mesmo tempo.
Este podcast narrativo conta a história de como os trabalhadores rurais do Alentejo e Ribatejo (incluindo os de Odemira), organizados clandestinamente sob a repressão feroz do Estado Novo e da PIDE, levaram a cabo uma greve geral que parecia impossível.
Descubra os confrontos, a violência da repressão, e o significado profundo desta vitória. A conquista das oito horas foi mais do que uma mudança laboral; foi o momento em que os trabalhadores se descobriram como força coletiva, conquistando a sua dignidade e sinalizando o princípio do fim do regime senhorial. Uma história de coragem que não pode ser esquecida.
Prepare-se para uma história impressionante de segredos, traições e consequências trágicas.
Na ilha da Madeira, no início dos anos 90, o Padre Frederico Cunha era um sacerdote carismático e querido pela comunidade. Contudo, o que ninguém sabia era que por detrás da batina se escondia um lado obscuro.
O episódio mergulha nos factos sombrios de Março de 1992, quando o adolescente de 15 anos, Luís Miguel, desapareceu e foi encontrado morto com múltiplos ferimentos nas falésias de Ponta de São Lourenço. O principal suspeito tornou-se o padre local, cuja vida dupla e comportamento impróprio para um clérigo foram expostos.
Vamos detalhar a investigação policial e as evidências cruciais, como vestígios de sangue no carro do padre, o julgamento mediático, e a condenação a 14 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Descubra também o polémico papel da Igreja, incluindo suspeitas de encobrimento, e o escândalo da fuga do Padre Frederico Cunha para o Brasil em 1998, onde escapou à justiça portuguesa. Esta é uma história que abalou uma comunidade inteira e pôs em causa a confiança na Igreja Católica.
Crimes em Portugal é o seu podcast semanal para mergulhar nos casos criminais mais chocantes, horrendos e misteriosos do nosso país, à beira mar plantado.
Oo crime brutal contra José Manuel Anes, um conceituado professor universitário e criminologista de 81 anos, atacado em Lisboa em outubro de 2025.
O caso é inacreditável: a principal suspeita do ataque é a própria filha, Ana Anes (também conhecida por Ana Rawson), uma escritora e sexóloga.
O motivo por trás do ódio e da agressão extrema, que incluiu múltiplas facadas, murros e a tentativa macabra de cegar o pai. Parecia ser um conflito prolongado por herança e dinheiro, especificamente uma casa na Costa de Caparica.O caso Anes é emblemático do conteúdo que encontrará, combinando:
• Violência Extrema: A agressão deixou a vítima gravemente ferida.
• Conflitos Pessoais: Um historial de perseguição e ameaças de morte por parte da filha durante anos.
• Delírios: A suspeita publicou posts chocantes nas redes sociais, confessando o crime e acusando o pai de colaborar com a Mossad e de estar envolvido no caso Camarate.
Junte-se a nós para refletir sobre como sinais de violência e perturbação psicológica numa relação familiar podem culminar em tragédia.
Um novo episódio de Crimes em Portugal semanalmente.
A 7 de agosto de 2008, o assalto à agência do Banco Espírito Santo (BES) em Campolide, Lisboa, transformou-se num dos episódios criminais mais dramáticos da história recente de Portugal. Os assaltantes, Wellington Rodrigues Nazaré (24 anos) e Nilson Souza, imigrantes brasileiros ilegais com o objetivo de roubar dinheiro e realizar o “sonho europeu”, fizeram seis reféns (quatro mulheres e dois homens). Entre os reféns estavam a gerente Ana Antunes e o subgerente Vasco Mendes, que foram amarrados com braçadeiras de plástico.
A resposta policial, liderada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP, montou um cerco que se arrastou por mais de oito horas de negociações. Pelas 23h, a situação tornou-se insustentável e a vida dos reféns correu perigo iminente. A polícia interveio com tiros de precisão às 23h23: Nilson Souza foi alvejado fatalmente, e Wellington Nazaré sobreviveu, embora gravemente ferido.
Todos os seis reféns saíram fisicamente ilesos. O assaltante sobrevivente, Wellington, foi condenado a 11 anos de prisão, pena que foi reduzida para 8 anos e meio, e culminou na sua expulsão de Portugal em 2013. O caso é estudado nas forças de segurança como um exemplo de resolução eficaz de sequestro em crise.
Neste episódio de crimes reais, as anfitriãs Mariana e Rita mergulham num dos crimes mais chocantes da história de Portugal: o Massacre de Amarante, ocorrido na madrugada de 16 de abril de 1997.
Reconstituímos a noite trágica na discoteca de alterne Mea Culpa, onde treze pessoas perderam a vida. Cerca das 4h da manhã, três homens encapuzados e armados invadiram o local, trancaram as portas, encharcaram o espaço com gasolina e atearam fogo, deixando a frase aterradora: “Vão ficar todos fritos!”.
O que levou a este inferno? Analisamos o contexto de rivalidade e inveja no submundo da noite do norte de Portugal. O tribunal concluiu que o crime foi encomendado por José Queirós, dono do Diamante Negro, para assegurar que o Mea Culpa "jamais abrisse novamente".
O episódio aborda a investigação rápida da Polícia Judiciária (PJ) do Porto, que levou à detenção de sete suspeitos em dez dias, e o julgamento de 1998 no Tribunal de Penafiel, onde os cinco principais envolvidos — o mandante, o intermediário e os três executores — foram condenados à pena máxima de 25 anos de prisão.
Descubra o impacto deste ato de ganância e vaidade na cidade de Amarante, o destino dos condenados após a prisão e como este caso se tornou um marco no cânone dos grandes crimes nacionais.
Importa recordar, para que não se repita.