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Ecio Costa - Economia e Negócios
Ecio Costa
1569 episodes
2 days ago
Ecio Costa - Economia e Negócios
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Ecio Costa - Economia e Negócios
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Episodes (20/1569)
Ecio Costa - Economia e Negócios
Inflação pode fechar o ano abaixo do teto da meta?
O IPCA-15, que funciona como uma prévia da inflação, registrou alta de 0,25% em dezembro. Com isso, o IPCA-15 encerrou 2025 com inflação acumulada de 4,41%, patamar inferior ao observado no fim de 2024 e abaixo do teto da meta de inflação de 4,5%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. O principal destaque foi o grupo Transportes, que avançou 0,69% e respondeu pelo maior impacto positivo no índice do mês (0,14 p.p.). Esse resultado foi influenciado especialmente pela elevação das passagens aéreas, que subiram 12,71%. Também contribuíram para o resultado os aumentos no transporte por aplicativo, com alta de 9,00%, e nos combustíveis (0,26%), que voltaram a subir após queda em novembro. Por outro lado, houve queda nos preços de ônibus urbano (-0,69%), metrô (-0,62%), trem (-0,11%) e integração do transporte público (-0,16%). O grupo Vestuário apresentou alta de 0,69%, refletindo aumentos nas roupas infantis (1,05%), femininas (0,98%) e masculinas (0,70%). Já o grupo Despesas Pessoais desacelerou na passagem de novembro para dezembro, passando de 0,85% para 0,46%. A queda nos preços da hospedagem (-1,18%), após forte alta no mês anterior, ajudou a conter o índice, embora serviços como cabeleireiro e barbeiro, empregado doméstico e pacote turístico tenham exercido pressão. Em Habitação, a alta foi de 0,17%, influenciada principalmente pelo aluguel residencial (0,33%) e pela taxa de água e esgoto (0,66%), que incorporou reajustes tarifários em capitais como Fortaleza e Rio de Janeiro. O gás encanado também registrou aumento, refletindo reajustes em São Paulo. Por outro lado, a energia elétrica residencial caiu 0,22%, influenciada pela mudança da bandeira tarifária vermelha, vigente em novembro, para a bandeira amarela em dezembro, o que reduziu o custo adicional na conta de luz. O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, teve alta de 0,13%. A alimentação no domicílio recuou 0,08%, marcando o sétimo mês consecutivo de queda, impulsionada pelos preços mais baixos do tomate (-14,53%), do leite longa vida (-5,37%) e do arroz (-2,37%). Em contrapartida, houve aumento nos preços das carnes (1,54%) e das frutas (1,46%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,65%, com altas tanto no lanche quanto na refeição. Por fim, o grupo Artigos de residência registrou a quarta queda consecutiva, com recuo de 0,64%, influenciado principalmente pela redução nos preços de eletrodomésticos e equipamentos (-1,41%) e de itens de TV, som e informática (-0,93%). Saúde e cuidados pessoais apresentou variação praticamente nula (-0,01%), enquanto Educação e Comunicação também mostraram estabilidade no mês. A inflação tem dado sinais de desaceleração, principalmente nos últimos meses, o que pode ajudar para que o teto da meta, de 4,5%, seja atingido neste ano, mas ainda há muitas incertezas para o ano que vem. O Dólar está se valorizando frente ao Real nas últimas semanas, trazendo um impacto sobre itens que compõem o IPCA. Além disso, novas medidas de expansão fiscal são esperadas para 2026, que podem reverter esse quadro.
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18 hours ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Semana Econômica - 22/12/2025
Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
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2 days ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
As contas externas do Brasil tiveram, em novembro, o maior déficit para o mês desde 2021
O saldo negativo nas transações correntes somou US$ 77,7 bilhões em 12 meses, o que corresponde a 3,47% do PIB. No mês de novembro, o déficit foi de US$ 4,9 bilhões. Em 2021, o saldo negativo havia sido de US$ 7,8 bilhões, período em que o país ainda sofria os impactos dos gastos públicos decorrentes da pandemia da Covid-19. O Banco Central divulgou os dados referentes a novembro, mostrando que o déficit do mês aumentou 11,9% em relação ao mesmo período de 2024. Esse levantamento considera o saldo da balança comercial, a conta de serviços — que inclui serviços adquiridos por brasileiros no exterior e por estrangeiros no país — e a conta de rendas, que envolve remessas de lucros, pagamentos de juros e dividendos. Na conta de serviços entram, por exemplo, gastos com streaming, como Netflix e Spotify, além de serviços de telecomunicações, computação em nuvem e softwares. O aumento do déficit ocorreu, em parte, devido à redução do saldo da balança comercial, que diminuiu US$ 924 milhões em relação a novembro do ano passado. O déficit em renda primária também aumentou, em US$ 373 milhões, enquanto o saldo negativo da renda secundária cresceu US$ 176 milhões. Por outro lado, o déficit na conta de serviços recuou US$ 597 milhões. A balança comercial foi superavitária em US$ 5,1 bilhões. As exportações somaram US$ 28,7 bilhões, com alta de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações cresceram 7,1%, totalizando US$ 23,6 bilhões. A conta de serviços registrou déficit de US$ 4,5 bilhões, e a renda primária apresentou saldo negativo de US$ 6,2 bilhões em novembro. No acumulado de 12 meses encerrados em novembro, o déficit em transações correntes somou US$ 77,7 bilhões, equivalente a 3,47% do PIB. Em outubro, o resultado havia sido de US$ 77,2 bilhões, ou 3,49% do PIB. Em novembro do ano passado, o saldo negativo era de US$ 61,5 bilhões, correspondendo a 2,78% do PIB. Em relação ao Investimento Estrangeiro Direto (IED), o ingresso líquido em novembro foi de US$ 9,8 bilhões, valor que mais do que compensou o déficit das contas externas no mês. O resultado foi superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o ingresso havia sido de US$ 5,7 bilhões. Do total, US$ 7,3 bilhões foram destinados à participação no capital, sendo US$ 3,5 bilhões em participação no capital, exceto lucros reinvestidos, e US$ 3,9 bilhões em lucros reinvestidos. As operações intercompanhia registraram ingresso líquido de US$ 2,5 bilhões. No acumulado de 12 meses, o investimento estrangeiro direto alcançou US$ 84,3 bilhões, o equivalente a 3,76% do PIB. Até outubro, o valor era de US$ 80,2 bilhões, ou 3,62% do PIB, e no mesmo período do ano passado somava US$ 71,9 bilhões, correspondendo a 3,25% do PIB. A situação externa vem sendo compensada pelo ingresso de investidores internacionais no país. Ainda assim, as contas externas têm se deteriorado de forma rápida, principalmente em função dos saldos menores da balança comercial em 2025. Caso essa tendência persista, o balanço de pagamentos brasileiro pode enfrentar dificuldades, especialmente se houver redução no ingresso de investimento estrangeiro direto.
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4 days ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
R$ 18,3 bilhões em investimentos para água e esgoto em Pernambuco
A concessão da Compesa foi bem-sucedida, com os dois lotes ofertados despertando interesse do mercado. Ao todo, o projeto vai viabilizar R$ 18,3 bilhões em investimentos em água e saneamento, além de uma outorga total de R$ 4,25 bilhões para o Estado. Os vencedores foram o consórcio BRK Ambiental-Acciona e a gestora Pátria, responsáveis respectivamente, pelos dois blocos de concessão de água e esgoto em Pernambuco. O consórcio BRK Ambiental-Acciona venceu o maior lote do leilão, que abrange Recife, Fernando de Noronha e outras 149 cidades, com previsão de R$ 15,4 bilhões em investimentos voltados à universalização dos serviços. Já o Grupo Pátria conquistou o lote Sertão, composto por 24 municípios, com R$ 2,9 bilhões em obras previstas. O leilão contou com a participação de quatro grupos e foi realizado nesta quinta-feira (18/12), na sede da B3, em São Paulo. No bloco da capital, no entanto, o consórcio BRK-Acciona foi o único interessado. A proposta incluiu desconto de 5% sobre a tarifa e o pagamento de R$ 3,5 bilhões em outorga. O contrato prevê cerca de R$ 15,4 bilhões em investimentos, sendo R$ 6,4 bilhões em água e R$ 9 bilhões em esgotamento sanitário, além de um aporte adicional de aproximadamente R$ 320 milhões para obras no sistema de produção de água da região. Apesar disso, a operação desses ativos continuará sob responsabilidade da Compesa. Pelo modelo adotado, a estatal seguirá responsável pela produção de água, enquanto os concessionários comprarão essa água da Compesa para realizar a distribuição. A BRK, inclusive, já atua no estado por meio de uma PPP de esgoto na Região Metropolitana do Recife, iniciada em 2013, o que acabou reforçando sua posição como favorita na disputa. No caso do Grupo Pátria, a vitória no Sertão marca sua estreia no setor de saneamento, após participações anteriores sem êxito. A empresa ofereceu desconto de 5% na tarifa, uma outorga de R$ 720 milhões e investimentos de R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 1,05 bilhão em água e R$ 1,9 bilhão em esgoto. Além disso, o grupo terá que aportar cerca de R$ 453 milhões em obras no sistema de produção de água, incluindo a ampliação do Adutor do Oeste e a implantação de um sistema integrado entre Petrolina, Afrânio e Dormentes. Outros dois grupos participaram da disputa, mas a melhor proposta foi a do Pátria. O leilão adotou um critério híbrido, no qual os concorrentes podiam oferecer um desconto de até 5% na tarifa e, adicionalmente, um prêmio sobre a outorga mínima. Com isso, Pernambuco realiza, em 2026, o maior processo de concessão de água e saneamento do país, consolidando-se como um marco histórico para o setor. O Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020) estabeleceu a meta de universalização para 2033: 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto, impulsionando investimentos via concessões e parcerias, e priorizando a regionalização para viabilizar o cumprimento dessas metas, embora desafios significativos de investimento e execução ainda persistam, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A expectativa é que os investimentos representem um verdadeiro divisor de águas — e de esgoto — para o estado, acelerando a universalização dos serviços nos próximos anos. Além de melhorar significativamente as condições de vida da população, a ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário tende a elevar a produtividade, reduzir doenças, aliviar os gastos públicos com saúde e, como consequência, impulsionar salários mais altos e um maior crescimento econômico em Pernambuco.
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5 days ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
O Brasil superou os EUA e se tornou o maior produtor de carne bovina do mundo em 2025
Além disso, o país também bateu recorde nas exportações neste ano, ficando à frente dos mercados australiano, indiano e norte-americano. Segundo relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Brasil foi responsável, em 2025, pela produção de 12,35 milhões de toneladas métricas de carne bovina, contra 11,81 milhões de toneladas dos EUA. Em seguida aparecem a China, em terceiro lugar, com 7,79 milhões de toneladas métricas, a União Europeia, com 6,47 milhões, e a Índia, com 4,63 milhões. A produção global total em 2025 foi de 61,94 milhões de toneladas métricas. Esse resultado é importante porque o Brasil responde atualmente por cerca de 25% da produção destinada ao mercado externo no mercado global. O país já é, há alguns anos, recordista e líder das exportações mundiais de carne bovina e, em 2025, deve novamente bater recorde, com embarques estimados em 4,25 milhões de toneladas métricas. Em segundo lugar vem a Austrália, com 2,18 milhões de toneladas, seguida da Índia, com 1,61 milhão, e dos EUA, com 1,17 milhão. Para 2026, há previsão de queda na produção e nas exportações globais. O Brasil deve registrar redução na produção, segundo o mesmo relatório, ficando com um volume muito próximo ao dos EUA, em torno de 11,7 milhões de toneladas métricas. Nas exportações, o Brasil e os principais exportadores devem apresentar queda de cerca de 1%. Apesar do aumento dos embarques da Argentina, Índia, Nova Zelândia e México, a retração deve ocorrer no Brasil, na Austrália e nos EUA. Os dados mostram que a China é o principal mercado de destino das exportações brasileiras e o maior importador mundial de carne bovina. Isso mostra uma dependência do mercado brasileiro em relação à China, o que pode gerar preocupações caso haja um acordo de preferência comercial entre EUA e China. Ainda assim, a produção brasileira segue em expansão. A estimativa é de que o país conte com cerca de 186 milhões de cabeças de gado, número muito próximo ao tamanho da população brasileira, quase uma relação de 1 para 1, o que demonstra a relevância do rebanho bovino para o agronegócio nacional. Há perspectivas de manutenção da liderança brasileira, com expansão da atividade agropecuária, especialmente na região do Matopiba. O país também pode se beneficiar de um eventual acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, desde que não haja entraves por parte da União Europeia às exportações de carne bovina brasileira.
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6 days ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
IBC-Br acumula segunda queda mensal seguida
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,25% em outubro na comparação com setembro. Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador veio abaixo das estimativas do mercado, que apontava crescimento de 0,2% no mês. Na comparação com outubro de 2024 a economia brasileira cresceu 0,38%. No acumulado de janeiro a outubro, a alta foi de 2,41%, enquanto o crescimento em 12 meses alcançou 2,52% Em outubro, a agropecuária foi o destaque positivo, com crescimento de 3,07% frente a setembro. Em contraste, os demais setores registraram queda: a indústria recuou 0,74%, e serviços caiu 0,23%. Os impostos apresentaram retração de 0,39% e o indicador ex-agropecuária diminuiu 0,31%. O resultado agregado negativo do mês reflete o peso maior da indústria e dos serviços, que não foi compensado pelo bom desempenho do setor agropecuário. Enquanto isso, os dados oficiais do PIB divulgados pelo IBGE mostraram um crescimento de apenas 0,1% no terceiro trimestre. O Boletim Focus indica um crescimento de 2,25% do PIB em 2025, um ritmo menor do que o registrado em 2024, sinalizando uma economia mais fraca, ainda pressionada por juros elevados e incertezas fiscais. Os dados do IBC-Br evidenciam a desaceleração econômica do segundo semestre e, mais fortemente, do último trimestre deste ano. A indústria tem apresentado as maiores retrações na economia. O setor de serviços, que tem puxado a economia nos últimos anos, também deu sinais de desaquecimento nos dados de outubro. A agropecuária, apesar de ter um bom desempenho, tem pouco impacto no cálculo do PIB.
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1 week ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Semana Econômica - 15/12/2025
Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
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1 week ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Setor de serviços cresce pelo nono mês seguido e renova o ponto mais alto da série histórica
Em outubro, o volume de serviços registrou alta de 0,3% em relação ao mês anterior. Esse é o nono resultado positivo consecutivo, acumulando alta de 3,7% no período e alcançando um novo recorde histórico. Com isso, o setor está 20,1% acima do patamar pré-pandemia. Na comparação com outubro do ano passado, o volume de serviços cresceu 2,2%, marcando a 19ª taxa positiva seguida. Tanto no acumulado do ano quanto no acumulado em 12 meses, a expansão chega a 2,8% No desempenho mensal, todas as cinco grandes atividades avançaram. A maior contribuição ficou com o setor de transportes, que avançou 1,0%, acumulando ganho de 2,4% nos últimos três meses. Informação e comunicação também cresceu (0,3%), embora com perda de fôlego em relação a setembro (1,2%). Outros serviços tiveram alta de 0,5%, registrando o quarto resultado positivo seguido. Já serviços profissionais e administrativos, e os prestados às famílias, variaram 0,1%, recuperando parte da queda do mês anterior. Na comparação anual, o volume de serviços cresceu 2,2% em outubro, com avanços em quatro das cinco atividades. O destaque foi informação e comunicação, que cresceu 5,7% e deu a maior contribuição positiva para o resultado total. Os transportes cresceram 1,3%, impulsionados pelo bom desempenho do transporte de cargas, do transporte aéreo de passageiros e das operações aeroportuárias. Outros serviços avançaram 4,0%, e os serviços prestados às famílias, 0,3%. Em contrapartida, os serviços profissionais e administrativos recuaram 0,2%. No acumulado de janeiro a outubro, o setor cresceu 2,8%, com expansão em quatro das cinco atividades. O maior impacto positivo veio, novamente, de informação e comunicação (5,5%), impulsionado por empresas ligadas ao desenvolvimento de softwares. Transportes (2,8%), serviços profissionais e administrativos (2,2%) e serviços prestados às famílias (1,1%) também avançam no ano. A única influência negativa veio de outros serviços (-1,1%), afetados por quedas em atividades financeiras auxiliares. Regionalmente, 15 das 27 unidades da federação registraram alta no volume de serviços em outubro, na comparação com setembro. Os maiores avanços vieram do Rio de Janeiro (2,0%), Paraná (2,5%), Espírito Santo (4,6%) e Mato Grosso do Sul (6,3%). Por outro lado, São Paulo (-0,6%), Rio Grande do Sul (-2,9%) e Distrito Federal (-3,9%) lideraram as quedas. O setor de serviços continua empurrando a economia brasileira para frente. Responsável por mais de 70% do PIB, funciona com muita informalidade e paga menos impostos que a indústria. A produção agropecuária, apesar de crescer mais que o setor de serviços, tem bastante oscilação e pequena participação no PIB. Da pandemia para cá, os avanços tecnológicos do setor e o PIX ajudaram muito no crescimento do setor de serviços.
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1 week ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
O COPOM trouxe uma frustração nas expectativas do mercado, que aguardava um corte já em janeiro, e apresentou diversos argumentos de incertezas à frente da economia
O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa de juros em 15% ao ano e reafirmou a necessidade de cautela diante das incertezas, da inflação de serviços e da desancoragem das expectativas. Essa decisão frustrou parte do mercado, principalmente o setor produtivo, que esperava o início da redução da taxa de juros já em janeiro. Agora, esse movimento só deve acontecer em março, caso não tenhamos nenhuma surpresa até lá. A análise trouxe um banho de água fria para quem estimava esse início de corte nos dias 27 e 28 de janeiro. No comunicado, o COPOM reforçou a necessidade de cuidado e cautela diante de um cenário de elevada incerteza. Os dirigentes do Banco Central mantiveram a estratégia de juros altos por um período prolongado, a fim de garantir a convergência da inflação para a meta. De acordo com o Comitê, ainda há riscos importantes para a inflação, como a desancoragem das expectativas, a resiliência da inflação de serviços e a combinação das políticas econômicas interna e externa. As previsões do mercado agora apontam para uma taxa de juros em 12% no final de 2026, com início dos cortes em março e reduções de 0,50 p.p. por reunião até alcançar os 12% em novembro. Essa é a maior aposta do mercado. Porém, esse cenário pode mudar caso 2026 registre um forte impulso fiscal, com gastos elevados por conta das eleições presidenciais e estaduais. Enquanto isso, nos Estados Unidos houve uma redução de 0,25 p.p., mas com um comunicado que também trouxe preocupações quanto ao horizonte da taxa de juros americana. O Fed sinalizou que pode haver uma pausa dessas reduções nas próximas reuniões para observar melhor o comportamento do mercado e da economia. Assim, o balanço da Superquarta foi marcado por redução de juros nos Estados Unidos e manutenção da taxa aqui no Brasil.
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1 week ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Inflação abaixo do teto da meta pela primeira vez desde setembro do ano passado
O IPCA registrou alta de 0,18% em novembro. O resultado do mês ficou 0,09 p.p. acima da taxa observada em outubro, mas 0,21 p.p. abaixo de novembro de 2024, acumulando alta de 3,92% no ano e de 4,46% nos últimos 12 meses. Esta foi a primeira leitura do acumulado de 12 meses, onde a inflação ficou levemente abaixo dos 4,5%, teto da meta de inflação, desde o ano passado, apontando uma trajetória de convergência para a meta, apesar de ainda distante. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram variação positiva no mês. Os maiores impactos vieram de Despesas pessoais, que subiu 0,77%, e Habitação, com alta de 0,52%, ambos contribuindo com 0,08 p.p. para o IPCA de novembro. No grupo Despesas pessoais, o principal destaque foi a alta da hospedagem, que avançou 4,09% e sozinha respondeu por 0,03 p.p. do índice do mês. Esse movimento foi fortemente influenciado pela significativa variação observada em Belém, onde os preços do subitem subiram 178,93% em função da COP 30 (Conferência do Clima da ONU). Após a queda de 0,30% em outubro, o grupo Habitação voltou a registrar alta em novembro, impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que avançou 1,27% e teve impacto de 0,05 p.p. no IPCA. A variação refletiu a manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Com isso, a energia elétrica acumula alta de 15,08% no ano e de 11,41% em 12 meses, sendo o item de maior impacto inflacionário nesses dois períodos. Em Transportes, a alta de 0,22% foi puxada sobretudo pelo aumento de 11,90% nas passagens aéreas. Em sentido oposto, os combustíveis registraram queda de 0,32%, com recuos no gás veicular, na gasolina e no óleo diesel, enquanto o etanol foi o único a apresentar alta. O grupo também considerou os efeitos de gratuidades concedidas no transporte público em algumas capitais, em razão de feriados e da realização do ENEM. Já o grupo Artigos de residência apresentou a maior queda entre todos, com recuo de 1,00%, influenciado principalmente pelas reduções nos preços de eletrodomésticos, equipamentos (-2,44%) e itens de TV, som e informática (-2,28%). Enquanto isso, Saúde e cuidados pessoais tiveram variação negativa de 0,04%, sobretudo, da queda de 1,07% nos preços dos artigos de higiene pessoal. Por fim, Alimentação e bebidas voltou ao campo negativo, com variação de -0,01%. A alimentação no domicílio caiu 0,20%, registrando a sexta retração consecutiva, com destaque para as quedas nos preços do tomate (-10,38%), do leite longa vida (-4,98%) e do arroz (-2,86%). Em contrapartida, houve altas no óleo de soja (2,95%) e nas carnes (1,05%). Já a alimentação fora do domicílio avançou 0,46%, embora com desaceleração tanto no lanche quanto na refeição. Regionalmente, a maior variação mensal do IPCA foi registrada em Goiânia (0,44%), influenciada principalmente pela alta da energia elétrica e das carnes. Em sentido oposto, Aracaju apresentou a menor taxa do país (-0,10%), refletindo as quedas no conserto de automóvel e na gasolina. No acumulado de 12 meses, os maiores índices foram observados em Vitória (5,31%) e São Paulo (5,04%), enquanto Campo Grande (3,42%) e Rio Branco (3,21%) ficaram entre os menores. A inflação continua sua trajetória de queda, com juros altos e desaquecimento da economia, mas a situação pode ser revertida no ano que vem, com aumentos de gastos, via impulso fiscal proporcionado pelas eleições presidenciais e dos estados, impactando o IPCA em 2026 e trazendo mais dificuldades para que o efeito da política monetária restritiva seja sentido.
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1 week ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Superquarta deveria ajudar o câmbio, mas fator político está atrapalhando
A Superquarta desta semana deve confirmar uma nova queda da taxa de juros nos Estados Unidos, passando dos atuais 4% para 3,75% ao ano, corroborada pelos dados recentes de inflação e emprego, que reforçam essa expectativa de redução. Aqui no Brasil, é praticamente certo que a taxa de juros será mantida nos atuais 15% ao ano, apesar de os dados mostrarem forte desaceleração do PIB nos últimos dois trimestres: crescimento de apenas 0,1% no terceiro trimestre, após 0,4% no segundo trimestre. Os dados de inflação também mostram acomodação nos reajustes de preços. O problema segue sendo a questão fiscal, com diversas ações do governo para expansão de gastos, principalmente aqueles fora do arcabouço fiscal, que já somam mais de R$ 140 bilhões nos últimos anos e devem se intensificar no ano que vem, dificultando a redução dos juros. Ainda assim, há expectativa de queda da taxa já no início de 2026, com previsão de encerrar o próximo ano em 12%. Nos últimos dias, porém, um componente político tem complicado bastante a situação, especialmente no câmbio. O anúncio de que Flávio Bolsonaro será o candidato da direita à presidência fez com que, na sexta-feira e hoje, o dólar registrasse forte alta. Isso pode impactar a inflação brasileira, já que muitos insumos são importados, e pode levar a revisões da projeção de juros para o ano que vem. Mas, por enquanto, para esta Superquarta, devemos ter o cenário já mencionado.
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2 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Semana Econômica - 08/12/2025
Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
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2 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Balança comercial brasileira e encaminha para 2º ano consecutivo de queda
O saldo da balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,8 bilhões em novembro, resultado que representa uma queda de 13,4% na comparação com o mesmo mês de 2024 e também uma retração significativa em relação a 2023, quando o saldo havia sido de US$ 8,8 bilhões. Ainda assim, o número ficou levemente acima das expectativas do mercado financeiro, cuja mediana das projeções era de US$ 5,5 bilhões. O desempenho foi influenciado, principalmente, pelo aumento das exportações para a China e pela forte queda das vendas para os EUA. No comércio com os chineses, o Brasil obteve superávit de US$ 2,57 bilhões, enquanto, com os EUA, apresentou déficit de US$ 1,17 bilhão. Já no comércio com a Argentina, o saldo foi positivo em US$ 129 milhões, ao passo que, com a União Europeia, houve déficit de US$ 123,2 milhões. As exportações em novembro somaram US$ 28,5 bilhões, alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2024. Para a China, as vendas totalizaram US$ 8,27 bilhões, com expressivo crescimento de 41% na comparação anual. Em contrapartida, as exportações para os EUA alcançaram apenas US$ 2,66 bilhões, o que representa uma queda de 28,1%, mesmo o país sendo o segundo principal parceiro comercial do Brasil. Esse recuo ainda reflete os efeitos do tarifaço de importação aplicado sobre diversos produtos, como carne, café, tomate e banana. Entre os itens que mais registraram queda nas exportações para os Estados Unidos em novembro, destacam-se: óleos brutos de petróleo (-66%), café não torrado (-55,6%), carne bovina (-58,6%), sucos de frutas ou vegetais (-41,1%) e celulose (-31,4%). Já as importações totalizaram US$ 22,7 bilhões, com alta de 7,4% em relação ao ano anterior. As compras do Brasil junto à China somaram US$ 5,7 bilhões, crescimento de 3,1% na comparação anual. No caso dos EUA, as importações atingiram US$ 3,83 bilhões, com forte elevação de 24,5%. Do ponto de vista setorial, as importações foram dominadas pela indústria de transformação, com destaque para óleos combustíveis, motores e máquinas, veículos automotores, autopeças e medicamentos, todos com crescimentos expressivos em valor importado. Em contrapartida, a indústria extrativa teve retração significativa, com queda de 38,0% nas importações de óleos brutos de petróleo. No acumulado do ano até novembro, o Brasil registra superávit comercial de US$ 57,8 bilhões, resultado que representa uma queda de 16,8% em relação a 2024. As exportações somaram US$ 317,8 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 260 bilhões. As compras externas avançaram 7,2% no período, enquanto as exportações cresceram apenas 1,8%, o que explica a redução do saldo comercial. Esse é o segundo ano consecutivo de queda do superávit, após o recorde observado em 2023, e a expectativa é de que 2025 seja encerrado com saldo inferior ao de 2024, restando apenas o resultado de dezembro. Esse movimento gera preocupação, pois o superávit da balança comercial é fundamental para o equilíbrio das contas externas do país. Ele contribui diretamente para a sustentação do balanço de pagamentos e para a manutenção ou ampliação das reservas internacionais, reduzindo a necessidade de recorrer a empréstimos externos.
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2 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Brasil deve ter pior crescimento do PIB desde 2020, ano da pandemia
No terceiro trimestre, o PIB cresceu apenas 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A Agropecuária teve alta de 0,4%, a Indústria cresceu 0,8% e o setor de Serviços, de maior peso da economia, avançou apenas 0,1%. Pelo lado da oferta, o crescimento da Indústria veio principalmente de Indústria Extrativa (1,7%), Construção (1,3%) e Indústria de Transformação (0,3%). Em contrapartida, a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos registrou queda de 1,0%. Nos Serviços, cresceram Transporte, armazenagem e correio (2,7%), Informação e comunicação (1,5%), Atividades imobiliárias (0,8%), Comércio (0,4%), Administração pública (0,4%) e Outras atividades de serviços (0,2%). O único desempenho negativo foi o de Atividades financeiras, que recuou 1,0%. Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias aumentou 0,1%, o Consumo do Governo avançou 1,3% e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 0,9%. No setor externo, tanto as exportações quanto as importações apresentaram expansão, de 3,3% e 0,3%, respectivamente. A taxa de investimento do período foi de 17,3%, levemente inferior à registrada no mesmo trimestre de 2024 (17,4%), enquanto a taxa de poupança permaneceu estável, em 14,5%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o PIB cresceu 1,8%, impulsionado principalmente pela Agropecuária, que registrou forte avanço de 10,1%. A Indústria cresceu 1,7%, destacando-se a elevação de 11,9% nas Indústrias Extrativas, favorecida pelo aumento da produção de petróleo e gás. A Construção também apresentou crescimento, de 2,0%. Já Indústrias de Transformação teve queda de 0,6%, influenciada por recuos na produção de derivados de petróleo, bebidas, produtos de metal e madeira. Entre os Serviços, houve expansão em Informação e comunicação (5,3%) e Transporte, armazenagem e correio (4,2%). O consumo das famílias registrou sua 18ª alta consecutiva (0,4%), impulsionado pela forte expansão do crédito, aumento da massa salarial real e por transferências de renda. O consumo do governo cresceu 1,8% também expandindo o PIB. A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 2,3%, impulsionada principalmente pela construção, pelas importações de bens de capital e pelo desenvolvimento de softwares, apesar da queda na produção doméstica desses bens. No comércio exterior, as exportações tiveram alta expressiva (7,2%), com destaque para petróleo e gás, veículos, produtos agropecuários e celulose. As importações cresceram 2,2%, puxadas especialmente por máquinas e equipamentos, produtos químicos e equipamentos de transporte. No acumulado de janeiro a setembro, o crescimento do PIB foi de 2,4% em comparação ao mesmo período de 2024. A Agropecuária manteve-se como principal destaque, com alta de 11,6%. A Indústria cresceu 1,7%, enquanto Serviços avançaram 1,8%. Entre os serviços, os maiores ganhos vieram de Informação e comunicação (6,2%), Atividades financeiras (2,4%), transporte (2,2%) e atividades imobiliárias (2,0%). Nos segmentos industriais, o melhor desempenho foi observado nas Indústrias Extrativas, com crescimento de 7,4%. A desaceleração do PIB preocupa, pois mostra que a economia deve ter seu menor crescimento desde o ano de 2020, quando houve a pandemia. Os juros altos são um dos principais fatores, mas a falta de políticas mais voltadas para um crescimento sustentado, combinado com o excesso de gastos e expansão de crédito em algum momento cobram o seu preço. O último trimestre deve reverter a situação, novamente na base de mais gastos e aumento de consumo com expansão de crédito.
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2 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Taxa de desemprego cai para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, a menor taxa da série histórica
Além disso, o número de desocupados caiu para 5,9 milhões, o que também representa o menor patamar desde o início do levantamento, em 2012. Esse dado chama muita atenção porque houve um recuo de 3,4% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mês passado, a taxa também caiu 0,2 p.p., pois estava em 5,6%. Já na comparação com o ano passado, no trimestre encerrado em outubro, houve 788 mil pessoas a menos na relação de desocupadas. Isso chama muita atenção em um momento de forte pressão no mercado de trabalho, com vários setores sem conseguir mão de obra, principalmente na construção civil e no setor sucroalcooleiro, além da concorrência com programas sociais, como o Bolsa Família, e com pessoas que preferem permanecer na informalidade recebendo benefícios e fazendo bicos. O número gera bastante questionamento por parte do mercado, mas, de todo modo, aumenta a pressão sobre o mercado de trabalho e traz preocupações em relação à inflação. Um mercado de trabalho pressionado, com taxa de desemprego na mínima histórica, acaba impactando de forma relevante os preços dos serviços, o valor da mão de obra e o custo do trabalho. Isso termina repercutindo diretamente no nível de preços dos produtos e serviços ofertados à população. A taxa de juros, no atual patamar de 15%, restringe bastante a contratação formal. O Caged mostrou uma geração de empregos bem abaixo do que se esperava em nível nacional. Pernambuco, inclusive, foi destaque positivo, sendo líder no Nordeste e o terceiro maior do país em geração de empregos formais. No entanto, de forma geral, no Brasil como um todo, observa-se uma desaceleração do emprego formal. Já na parte informal, continua havendo redução no número de pessoas que estão procurando emprego.
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2 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Indústria brasileira continua andando de lado, mesmo no final do ano
A produção industrial registrou alta de 0,1% em outubro na comparação com setembro. Em relação a outubro de 2024, a indústria recuou 0,5%, enquanto o acumulado do ano avançou 0,8% e nos últimos 12 meses, 0,9%. Na passagem mensal, três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram crescimento, assim como 12 dos 25 ramos pesquisados. Entre as grandes categorias, bens de consumo duráveis teve o melhor desempenho mensal (2,7%), bens de capital e bens de consumo semi e não duráveis cresceram 1,0% cada, e os bens intermediários tiveram queda de 0,8%. O destaque positivo entre as atividades foi o setor de indústrias extrativas, com alta de 3,6%. Os segmentos relevantes que impulsionaram a produção foram: equipamentos de informática e eletrônicos (4,1%), confecção (3,8%), veículos automotores (2,0%), produtos químicos (1,3%) e alimentos (0,9%). Em contrapartida, 13 atividades registraram queda, com impacto mais forte de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,9%) e do setor farmoquímico e farmacêutico (-10,8%), que acumula perda de 19,8%. Na comparação com outubro de 2024, o setor industrial recuou 0,5%, com resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias, 15 dos 25 ramos e mais da metade dos produtos pesquisados. Entre os maiores pesos negativos estão coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,7%) e veículos automotores (-8,4%), pressionados pela menor produção de combustíveis e de autopeças. Outras quedas importantes ocorreram em produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%), produtos de madeira (-10,7%), e impressão e reprodução de gravações (-18,7%). Por outro lado, dez atividades cresceram no comparativo interanual, com forte contribuição das indústrias extrativas (10,1%) e dos produtos alimentícios (5,3%). Houve também avanços relevantes em manutenção e reparação de máquinas (10,1%), outros equipamentos de transporte (8,3%) e produtos têxteis (5,9%). Entre as categorias econômicas, bens de capital registraram queda de 2,9%, influenciados principalmente pela redução na produção de equipamentos de transporte. Bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,6%, bens intermediários tiveram leve recuo de 0,1%, interrompendo uma sequência de sete altas, enquanto bens de consumo duráveis cresceram 0,4%. No acumulado de janeiro a outubro, a indústria cresceu 0,8%, com avanços em 14 dos 25 ramos pesquisados. As maiores contribuições vieram das indústrias extrativas (4,7%) e de máquinas e equipamentos (6,0%). Por outro lado, o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis liderou as quedas (-4,9%), pressionado pela menor produção de etanol. Entre as grandes categorias, destacam-se o avanço de bens de consumo duráveis (3,9%) e bens intermediários (2,1%). Já bens de consumo semi e não duráveis acumulam queda de 2,5%, e bens de capital recuam 0,6%. A indústria brasileira sofre com o excesso de burocracia, regulamentações e baixa produtividade. Além desses problemas, com uma Selic a 15% ao ano, se torna muito difícil fazer investimentos e apresentar um processo expansivo, enquanto a inflação não convergir para a meta e os juros poderem cair. A Reforma Tributária trará um grande alívio para o setor, mas vai demorar e não é o único problema a ser resolvido.
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3 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Semana Econômica - 01/12/2025
Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.
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3 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
Dívida pública se aproxima de R$ 10 trilhões e já chega a 78,6% do PIB
O setor público apresentou superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro, resultado inferior ao observado no mesmo mês de 2024, quando o saldo havia sido de R$ 36,9 bilhões. O desempenho do mês foi marcado por um superávit de R$ 36,2 bilhões no Governo Central, enquanto os governos regionais acumularam déficit de R$ 3,6 bilhões e as empresas estatais, déficit de R$ 149 milhões. Mesmo com o saldo positivo em outubro, o acumulado em doze meses segue negativo: o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 37,7 bilhões, equivalente a 0,30% do PIB, maior em relação aos doze meses até setembro, quando o déficit foi de R$ 33,2 bilhões (0,27% do PIB). Os gastos com juros seguem elevados. Em outubro, as despesas nominais totalizaram R$ 113,9 bilhões, um pouco acima dos R$ 111,6 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. No acumulado dos últimos doze meses, as despesas com juros alcançaram R$ 987,2 bilhões, equivalente a 7,88% do PIB e superior aos R$ 869,3 bilhões (7,48% do PIB) registrados nos doze meses até outubro de 2024. Com isso, o resultado nominal, que combina o saldo primário e os juros apropriados, foi deficitário em R$ 81,5 bilhões em outubro. Nos doze meses encerrados em outubro, o déficit nominal atingiu R$ 1.024,9 bilhões (8,18% do PIB). A trajetória da dívida pública reflete esse descontrole. A Dívida Bruta do Governo Geral, que inclui Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais, atingiu 78,6% do PIB em outubro, somando R$ 9,9 trilhões. O indicador avançou 0,6 p.p. no mês, influenciado principalmente pelos juros nominais apropriados (0,9 p.p.), movimento parcialmente compensado pela variação do PIB nominal (-0,3 p.p.). No acumulado do ano, a dívida bruta aumentou 2,1 p.p., subindo R$ 872 milhões no acumulado desse ano e R$ 2,6 trilhões no Governo Lula.
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3 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
IGP-M e inflação no atacado estão negativos no acumulado de 12 meses
O IGP-M teve alta em novembro, mas no acumulado de 12 meses registra queda de 0,11% pela primeira vez em um ano e meio, segundo dados da FGV. No mês de novembro, o índice subiu 0,27%, depois de ter recuado 0,36% em outubro. Com isso, no acumulado em 12 meses, passou a apresentar queda de 0,11%. Apesar dessa alta mensal, chama atenção o retorno do índice ao campo negativo em 12 meses, algo que não ocorria desde maio de 2024. Esse resultado está fortemente relacionado ao comportamento do IPA, o Índice de Preços ao Produtor Amplo. Ao longo de boa parte de 2025, houve quedas expressivas nos preços de produtos industriais e agropecuários, o que levou o IPA a registrar variações negativas em vários meses e contribuiu para a desaceleração observada desde maio. Em novembro, o IPA, que responde por 60% do IGP-M e reflete a variação dos preços no atacado, subiu 0,27%, após queda de 0,59% em outubro. Os produtos agropecuários tiveram alta de 0,46%, revertendo a queda de 1,45% no mês anterior, enquanto os produtos industriais avançaram 0,21%, após recuo de 0,28% em outubro. O IPC, Índice de Preços ao Consumidor, que tem peso de 30% no IGP-M, registrou alta de 0,25% em novembro, acima dos 0,16% de outubro. Já o INCC, Índice Nacional de Custo da Construção, que representa 10% do índice geral, subiu 0,28% em novembro, na comparação com a alta de 0,21% em outubro. O IGP-M mede a variação de preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil, considerando o período entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência, e é amplamente utilizado nos reajustes de contratos de aluguel. Durante a pandemia, o índice teve uma forte alta, gerando problemas para o setor. É importante acompanhá-lo porque seu principal componente, o IPA, antecipa movimentos de preços no atacado, que posteriormente chegam ao varejo. Como o IGP-M acumula queda em 12 meses, isso indica a possibilidade de uma inflação mais fraca nos próximos meses no país.
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3 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
O IPCA-15 avançou 0,20% em novembro, menor desde 2019
O IPCA-15 ficou um pouco acima da taxa de outubro (0,18%). No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador soma alta de 4,50%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses em outubro. Entre os nove grupos pesquisados, sete tiveram aumento, com destaque para Despesas pessoais, que subiu 0,85% e respondeu por 0,09 p.p. do IPCA-15 do mês, o maior impacto entre os grupos, puxado especialmente por hospedagem (4,18%) e pacote turístico (3,90%). Saúde e cuidados pessoais avançou 0,29%, influenciado principalmente pelo reajuste do plano de saúde (0,50%). Já no grupo Transportes, que subiu 0,22% e acrescentou 0,04 p.p. ao índice geral, o maior peso veio das passagens aéreas, que dispararam 11,87% e tiveram o maior impacto individual do mês (0,08 p.p.). Apesar disso, os combustíveis contribuíram para conter a alta, com queda de 0,46%, reflexo das reduções no etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e diesel (-0,07%), com exceção do gás veicular, que subiu 0,20%. Alimentação e bebidas, após cinco meses consecutivos de queda, voltou a subir com variação de 0,09%. A alimentação no domicílio seguiu negativa (-0,15%), influenciada por recuos expressivos no leite longa vida (-3,29%), arroz (-3,10%) e frutas (-1,60%). Em contrapartida, itens como batata inglesa (11,47%), óleo de soja (4,29%) e carnes (0,68%) apresentaram altas. Já a alimentação fora do domicílio acelerou para 0,68%, impulsionada pelas altas tanto da refeição (0,56%) quanto do lanche (0,97%). Enquanto isso, Habitação desacelerou de 0,16% para 0,09% em novembro, influenciada por uma queda menos intensa na energia elétrica residencial (-0,38%), ainda impactada pela vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1. Na taxa de água e esgoto (0,13%), destacou-se o reajuste de 9,75% em Fortaleza, enquanto o gás encanado ficou praticamente estável (-0,01%), com pequena redução no Rio de Janeiro. Entre as regiões, dez das onze áreas pesquisadas registraram alta. O maior índice foi o de Belém (0,67%), impulsionado por saltos expressivos nas passagens aéreas (25,32%) e na hospedagem (155,24%). Já o menor resultado foi em Belo Horizonte (-0,05%), onde as quedas na gasolina (-3,13%) e nas frutas (-5,39%) contribuíram para conter a inflação local. A convergência do IPCA-15 para o teto da meta traz mais pressão para uma possível antecipação da redução da Selic, atualmente em 15%, já na reunião de dezembro do COPOM. As últimas falas dos integrantes do comitê, por outro lado, continuam indo na direção de uma manutenção e observação do cenário, mas com fortes perspectivas de queda em 2026.
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3 weeks ago

Ecio Costa - Economia e Negócios
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